Categoria: Futebol

  • A história que é escrita nas arquibancadas

    Na Bariri a torcida do Olaria sempre faz a diferença.

    Ao longo de seus mais de cem anos de história, a torcida do Olaria vem escrevendo páginas de paixão nas arquibancadas, seja no alçapão ou fora dele. Conheça os coletivos de torcedores que ao longo do tempo vêm ecoando o nome do Olaria enquanto gritam, sofrem ou se alegram. São as torcidas do Olaria, incentivando o time bariri para chegar à tão almejada vitória. Vejam, ao longo do tempo, quais foram esses “décimos-segundos jogadores” do Olaria:

    Terceiro Time – Nos idos dos anos 1940 não existiam torcidas organizadas do modo como conhecemos hoje. Porém, os torcedores já se agrupavam para, em conjunto, torcer e incentivar o time das arquibancadas. Foi em 1948, quando o estádio do Olaria já havia ganho a fama de “alçapão”, que surgiu um grupo de torcedores do Olaria chamado “Terceiro Time”. O grupo era formado por cerca de 40 taxistas, que costumavam se encontrar na estação de Olaria para, dali, seguirem juntos até a Bariri em dias de jogos. Sabe-se que o líder do grupo era um cidadão muito forte, apelidado de “Meningite”. Um dos episódios mais notáveis envolvendo o Terceiro Time ocorreu quando Meningite, inconformado com uma marcação contra o Olaria, invadiu o campo, durante um jogo contra o Vasco. O árbitro era o inglês Mr. Barrik que, ao final da partida, teve que sair escoltado pela polícia e depois fugiu pela linha do trem. Estávamos no auge do alçapão…

    Índio Egídio no comando – Nas décadas de 1950 e 1960, o torcedor-símbolo do Olaria era o índio Egídio Queiroz, que seria a representação viva do mascote do clube. Egídio era o líder natural dos torcedores naquela época e conseguia arregimentar ao seu redor vários liderados. Brigão e com seu papagaio no ombro, era capaz de se meter em confusões em defesa do Olaria nas arquibancadas (e, às vezes, fora dela).

    O índio Egídio Queiroz: nos anos 1950 e 1960 ele foi o chefe da torcida do Olaria.

    A Turma da Pipoca – “Roberto Cavalo” era o líder da turma que se constituía em um bloco de carnaval e, ao mesmo tempo, torcida do Olaria. Era a Turma da Pipoca. Envergando a camisa olariense, eles levavam instrumentos, foguetes, bandeiras para os estádios e ficaram famosos por serem brigões. Mas Roberto Cavalo tinha uma grande retaguarda. Faziam parte de seu “staff” vultos como Albertinho, Cartinha, Zé da Merda, Mamão, dentre outras personalidades. Nelinho, o lateral-direito da seleção brasileira, também fazia parte dessa turma.

    Nos anos 1970, a Turma da Pipoca era a grande torcida organizada do Olaria.

    Turma da Bateria – Em 1983, José Carlos Ferreira, Edson Soleiro (Camarão) e Zé da Galera criaram uma torcida que ficou conhecida como “Turma da Bateria” e que comandou as arquibancadas na conquista do título da Segundona naquele ano.

    Torcida Jovem do Olaria (TJO) – Em 1998, José Fontes, o “Zé Maluco” e Bruno Soares, o “Feijão”, fundam a TJO, que teve como madrinha Marilene Farias (a Tia Lena). Foi Tia Lena que costurou a primeira faixa da TJO. Com o tempo, a torcida cresceu e hoje é a maior organizada do Olaria e, talvez, a maior entre todas dos clubes de menor investimento. A TJO possui um segmento de mulheres, a “Tribo Feminina”, com as guerreiras se fazendo presentes nos jogos no incentivo para a vitória. A TJO está presente em todos os jogos do Olaria, dentro ou fora da Bariri, e sua presença, especialmente quando o time joga em casa, é fator muito importante para a vitória do Olaria.

    A TJO em seu local tradicional no Alçapão da Bariri: atrás do gol à esquerda das cabines de rádio.

    Chicão do Megafone – Se no carnaval existe o “bloco do eu sozinho”, na torcida do Olaria também. Entre os anos 1990 e 2000, Francisco de Almeida Rodrigues, o Chicão do Megafone, era visto em todos os jogos do Olaria com seu equipamento acústico para incentivar o time, sempre com a camisa do Olaria e sua bandeira. “Olaria! Olaria! Olaria!” foram as palavras que marcaram o Chicão. Mas haviam outros gritos de ordem: “Vamos lá que o Olaria é raça!”, “Cada um com seu cada qual!” eram palavras de ordem do Chicão. E, para protestar contra a arbitragem o mantra era: “O que é isso juizão?” O canto que hoje ecoa na torcida do Olaria, foi criado por ele: “Olê, olê, olê, olá… Olaria!”

    Chicão do Megafone, torcedor-símbolo do Olaria nos anos 1990-2000, famoso pelo seu equipamento acústico e pelos seus bordões. Olaria ! Olaria! Olaria!

    Bravura Azul – Criada em 2009, por iniciativa de Victor Abreu e Raphael Belloti, a Bravura Azul foi a primeira torcida “barra brava” da história do Olaria. Caracterizava-se por ter o estilo das torcidas argentinas, cantando todo o tempo e incentivando o time durante os 90 minutos. Seguindo o estilo dos hermanos, usavam trapos, pequenas bandeiras e chapéus.

    A Bravura Azul, com seus trapos, atrás do gol à direita das cabines de rádio.

    Império Olariense – Fundada em 2013 por Vitor Vital, Pedro Reis Vital, Douglas Atabe e Matheus Garcia, era muito vista nos estádios principalmente até 2015. Tinha como lema a frase “Movidos pela honra” . A torcida tinha muitas bandeiras e, em suas camisas, uma coroa dourada encimava o escudo do Olaria.

    A Império Olariense na social do Alçapão da Bariri.

  • Conheça todos os técnicos do Olaria, desde 1931

    A presente lista abrange todos os técnicos do Olaria na era do futebol profissional, oficialmente iniciada em 1933. No entanto, começamos a relação a partir de 1931, ano em que o Olaria se sagrou campeão invicto da segunda divisão da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), ascendendo pela primeira vez em sua história à primeira divisão.

    1931 – Gilberto Pinto.

    1932 – Rachid Bunahum.

    1933 – Mário Dias de Andrade.

    1934 – José Machado.

    1935 – Gentil Alves Cardoso.

    1936 – João Pinto.

    1937 – Aggeu da Silva.

    1938-1946 – O Olaria, afastado injustamente da nova liga (a Liga Carioca de Futebol) após a pacificação do futebol carioca em 1937, não disputou a categoria de profissionais entre 1938 e 1946.

    1947 – Aymoré Moreira, Manuel da Silva Alves (Neco) e José Rodrigues Marcelino.

    1948 – Manuel da Silva Alves (Neco), Gentil Cardoso e Aymoré Moreira.

    1949 – Aymoré Moreira, Aroldo Batista e Gentil Cardoso.

    1950 – Domingos da Guia.

    1951 – Abel Picabea Alero e Jair Boaventura.

    1952 – Délio Neves.

    1953 – Valter Peixoto, Neco, Gentil Cardoso, Domingos da Guia e Jair Boaventura.

    1954 – Délio Neves.

    1955 – Jair Boaventura.

    1956 – Jair Boaventura.

    1957 – Valter Goulart (Santo Cristo).

    1958 – Jair Boaventura e Délio Neves.

    1959 – Ademir Menezes.

    1960 – Délio Neves e Daniel Pinto.

    1961 – Jorge Vieira.

    1962 – Davi Ferreira (Duque).

    1963 – Davi Ferreira (Duque).

    1964 – Jorge Vieira.

    1965 – Davi Ferreira (Duque).

    1966 – Daniel Pinto.

    1967 – Daniel Pinto e Paulo de Almeida Ribeiro (Paulinho de Almeida).

    1968 – Carlos José Castilho.

    1969 – Amaro Viana Barbosa.

    1970 – Paulo de Almeida Ribeiro (Paulinho de Almeida).

    1971 – Jair Rosa Pinto.

    1972 – Jorge Ferreira e Roberto Pinto.

    1973 – Roberto Pinto e Jair Rosa Pinto.

    1974 – Amaro Viana Barbosa, Paulo Baltar e Paulo de Almeida Ribeiro (Paulinho de Almeida).

    1975 – Américo Faria e Daniel Pinto.

    1976 – Américo Faria.

    1977 – Jorge Ferreira.

    1978 – Carlos Alberto da Luz.

    1979 – Carlos Alberto da Luz.

    1980 – Antônio Lopes e Paulo Azeredo.

    1981 – Davi Ferreira (Duque) e Renê Simões.

    1982 – Américo Faria e Alcir Portela.

    1983 – Alcir Portela.

    1984 – José Antunes Coimbra (Antunes) e Roberto Pinto.

    1985 – Alcir Portela

    1986 – Humberto Redes.

    1987 – Silas Gonçalves de Oliveira.

    1988 – Heron Ricardo Ferreira.

    1989 – Moisés Mathias de Andrade e Antônio José Fernandes Barroso (Toninho Barroso).

    1990 – Antônio José Fernandes Barroso (Toninho Barroso).

    1991 – Joel Pinheiro.

    1992 – Heron Ricardo Ferreira.

    1993 – Heron Ricardo Ferreira.

    1994 – José Claudinei Giorgini (Valinhos).

    1995 – José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade) e Nilson Gonçalves.

    1996 – José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade).

    1997 – Israel Venâncio Ferreira.

    1998 – Ricardo Flores Barreto Vasconcellos (Ricardo Barreto).

    1999 – José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade).

    2000 – José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade).

    2001 – Mário Marques Coelho.

    2002 – Marcelo Cabo, José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade) e Sérgio Cosme Cupello Braga (Sérgio Cosme).

    2003 – Sérgio Cosme Cupello Braga (Sérgio Cosme).

    2004 – Antônio Lopes dos Santos Júnior e Denson Celço Costa Melo (Deninho).

    2005 – Artur dos Santos Lima (Arturzinho) e Mílton Queiroz da Paixão (Tita).

    2006 – Artur dos Santos Lima (Arturzinho).

    2007 – Flávio Annunziata, Dário Lourenço e José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade).

    2008 – José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade).

    2009 – Amílton da Silva Oliveira.

    2010 – Domingos Elias Alves Pedra (Dé).

    2011 – Cleimar Carvalho Rocha.

    2012 – Amílton da Silva Oliveira.

    2013 – Francisco Assis da Silva Júnior (Chiquinho de Assis) e Luiz Antônio Ferreira.

    2014 – Cleimar Carvalho Rocha.

    2015 – Ronald dos Santos Cabral, Antônio Carlos Mendes de Souza (Roy) e Luciano Silva (Ligeirinho).

    2016 – Luciano Silva (Ligeirinho) e Fernando Santos.

    2017 – Fernando Santos.

    2018 – Fernando Santos e Ademir Fonseca.

    2019 – Israel Venâncio Ferreira.

    2020 – Jairo Francisco e Fernando Santos.

    2021 – Paulo José da Silva Olivério (Palinha).

    2022 – Paulo José da Silva Olivério (Palinha).

    2023 – Paulo José da Silva Olivério (Palinha) e Wendel Costa.

    2024 – Edson Santana de Souza.

    2025 – Marcus Alexandre de Oliveira Cravo.

    2026 – Hermes Júnior.

    Rachid Bunahum, o técnico do Olaria em 1932, primeiro ano em que o clube disputou a primeira divisão.
    Aymoré Moreira: O técnico que comandou a seleção brasileira bicampeã da Copa no Chile, em 1962, começou sua carreira de treinador no Olaria, em 1947.
    Neco, o técnico que comandou a equipe do Olaria no primeiro ano do alçapão (1947), com o time realizando uma grande campanha naquele ano e sendo apelidado de “O Fantasma Bariri”.
    Gentil Cardoso em 1949, quando era técnico do Olaria.

    Domingos da Guia, o técnico que comandou o Olaria no primeiro campeonato carioca da Era Maracanã, em 1950, quando o Olaria realizou ótima campanha e chegou em quinto lugar, à frente de Flamengo e Fluminense. Domingos da Guia era apelidado de “Cacique”.
    Jair Boaventura: ntre 1951 e 1958, ocupou por diversas vezes o cargo de treinador do Olaria. Além de ótimo profissional, também era um grande olariense.

    Délio Neves foi o técnico da equipe que deu a volta ao mundo em 1954 e também comandou o Olaria na conquista do Torneio Início de 1960, que fez do Olaria o primeiro campeão do recém-criado Estado da Guanabara.

    Jorge Vieira comandou a equipe do Olaria em 1961, trabalho fundamental na formação do time que seria a sensação do campeonato no ano seguinte. Seu auxiliar era Duque, que no ano seguinte assumiu o comando do time.
    O ex-goleiro Castilho, que iniciou sua carreira no Olaria, comandou a equipe profissional em 1968.
    Jair Rosa Pinto. o “Jajá de Barra Mansa, como era conhecido, foi o técnico do grande time do Olaria de 1971, que chegou em terceiro lugar no Campeonato Carioca daquele ano. Também foi o técnico do Olaria na primeira participação do clube no Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, em 1973.
    Antônio Lopes: lançado como técnico no Olaria, comandou a equipe bariri em 1980, conquistando todos os títulos que disputou naquele ano: o Torneio de Acesso à primeira divisão, o Torneio Incentivo Ary Magalhães e a Taça Alfredo Curvelo. Antônio Lopes formou a equipe que seria a base para a conquista do Campeonato Brasileiro da Taça de Bronze no ano seguinte.
    Duque: o técnico campeão brasileiro da Taça de Bronze em 1981, também comandou o grande time de 1962 e o time que disputou o Torneio Rio-São Paulo em 1963.

    Alcir Portela entrou para a história do Olaria por ter comandado o time campeão estadual da segunda divisão de 1983.
    Sérgio Cosme: Técnico que dirigiu o time que chegou à semifinal da série C do Brasileiro em 2002.
    Tita dirigiu a equipe do Olaria que disputou a Copa Record em 2005, sendo o time bariri vice-campeão depois de perder o título para o Flamengo nos pênaltis.
    Amílton Oliveira comandou a equipe do Olaria de 2009, que chegou ao vice-campeonato estadual da segunda divisão e conquistou o acesso para a primeira divisão.
    Dé, o “aranha”, dirigiu o time do Olaria em 2010. Além de fazer ótima campanha no estadual daquele ano, a equipe comandada por Dé ainda conquistou o Troféu Moisés Mathias de Andrade.
    Cleimar Rocha foi o técnico da grande campanha do Olaria em 2011, quando o time bariri chegou à semifinal da Taça Rio, além de ter sido campeão do Troféu Washington Rodrigues.
    Palinha dirigiu o Olaria por três anos, período em que comandou a equipe nas conquistas dos títulos de Campeão Estadual da série B1 em 2021 e da Taça Corcovado em 2022.
    Edson Souza: técnico do Olaria em 2024, chegou a duas finais e classificou o time para a Copa do Brasil.

  • As principais conquistas do Olaria

    A Taça de Bronze: principal conquista da história do Olaria (1981).

    1919 – Campeão pela Associação Carioca de Esportes Atléticos (Obs.: nessa ocasião, o nome do clube era “Olaria Futebol Clube” e esse é o troféu mais antigo da galeria olariense).

    1920 – Campeão pela Associação Carioca de Esportes Atléticos.

    1921 – Campeão do Torneio Início da Liga Suburbana.

    1931 – Campeão do Torneio Início da Segunda Divisão (AMEA).

    1931 – Campeão Invicto da Segunda Divisão (AMEA), conquista que levou pela primeira vez o Olaria para a primeira divisão.

    1960 – Campeão do Torneio Início, conquista que fez do Olaria o primeiro campeão do Estado da Guanabara.

    1968 – Campeão do Troféu Almir Gonçalves Salime.

    1968 – Campeão do Troféu Fernando Rufino.

    1977 – Campeão do Torneio Integração.

    1980 – Campeão do Torneio Seletivo para a primeira divisão.

    1980 – Campeão do Torneio Incentivo Ary Magalhães.

    1980 – Campeão da Taça Alfredo Curvelo.

    1981 – Campeão Brasileiro da Taça de Bronze, a série C do futebol brasileiro. O Olaria, com essa conquista, foi o primeiro Campeão Brasileiro da Série C.

    1983 – Campeão Estadual da Segunda Divisão do Rio de Janeiro.

    2010 – Campeão do Troféu Moisés Mathias de Andrade.

    2011 – Campeão do Troféu Washington Rodrigues.

    2021 – Campeão Estadual da Série B-1 do Rio de Janeiro.

    2022 – Campeão da Taça Corcovado.

    O capitão Mauro, no estádio do Arruda, ergue a Taça de Bronze, vendo-se ainda o presidente Edmundo dos Santos Cigarro.
    No Maracanã, o capitão Sérgio com a Taça de campeão do Torneio Início de 1960, vendo-se ainda o presidente da CBD, João Havelange, que entregou a taça, e o presidente José de Albuquerque.
    1968: Na Rua Bariri Otávio Pinto Guimarães entrega ao capitão Mafra o troféu de campeão do Torneio Almir Salime.
    Mafra ergue o Troféu Almir Salime na Rua Bariri.
    Na Rua Bariri, o capitão Mauro recebe o troféu de campeão da Taça Antônio Jovino Pavan de 1977, vendo-se ainda o presidente da FERJ, Otávio Pinto Guimarães, e o presidente Edmundo dos Santos Cigarro.
    Na Rua Bariri, o capitão Adriano recebe a taça de campeão estadual da segunda divisão de 1983 do presidente da FERJ, Otávio Pinto Guimarães.
    No gramado da Bariri, o vice de futebol Carlos Imperial, o presidente Edmundo dos Santos e o diretor Carlos Alberto Galvão no amistoso da entrega das faixas de campeão do Torneio Incentivo de 1980. O amistoso foi contra o Vasco e terminou empatado em 0 a 0.
    No estádio de Los Larios, o capitão David e demais jogadores, com a taça de campeão do Troféu Moisés Mathias de Andrade de 2010.
    No gramado do Engenhão, o capitão David com a taça de campeão do troféu Washington Rodrigues de 2011, vendo-se ainda o benemérito José Luiz Moreira, o presidente Heitor Belini e o jornalista Washington Rodrigues.
    No Estádio do Trabalhador, em Resende, a festa dos jogadores com a conquista do título de campeão estadual da série B1 de 2021, vendo-se ainda o presidente Lenivaldo Gomes da Silva.
    No estádio Elcyr Resende, em Bacaxá, a festa dos jogadores e do técnico Palinha com a conquista da Taça Corcovado de 2022.

  • Olaria, campeão do Brasil: a Taça de Bronze

    A capa do Jornal dos Sports de 2 de maio de 1981.

    Poucos são os clubes brasileiros de futebol que podem dizer que já foram campeões do Brasil. E o Olaria, dede o dia 1º de maio de 1981, é um deles. A Taça de Bronze foi o primeiro campeonato brasileiro da série C. Até 1980, o futebol brasileiro só tinha duas divisões, quando então, em 1981 a CBF instituiu a série C, que naquele ano foi denominada Taça de Bronze. E o Olaria foi o campeão e, portanto, o primeiro campeão brasileiro da série C.

    A Campanha

    Colatina 1 X 3 Olaria – Gols de Lulinha, Chiquinho e Nunes para o Olaria.

    Olaria 1 X 1 Colatina – Gol de Serginho para o Olaria.

    Olaria 2 X 0 Paranavaí – Gols de Zeíca e Chiquinho para o Olaria.

    Paranavaí 0 X 1 Olaria – Gol de Zeíca para o Olaria.

    São Borja 2 X 0 Olaria.

    Olaria 2 X 0 Dom Bosco – Gols de Leandro e Sérgio Luis para o Olaria.

    Olaria 1 X 0 São Borja – Gol de Zeíca para o Olaria.

    Dom Bosco 1 X 0 Olaria.

    Olaria 4 X 0 Santo Amaro (primeiro jogo da final) – Gols de Chiquinho, Zeíca e Leandro (2) para o Olaria.

    Santo Amaro 1 X 0 Olaria (segundo jogo da final).

    Os atletas campeões

    Antônio Cavalcante de Oliveira – CAVALCANTE.

    Aurelindo de Souza Macieira – AURÊ.

    Cláudio Henrique Gomes dos Santos – CLÁUDIO.

    Cosme Ferraz da Silva – CATINHA.

    Dalmi Pereira Marques Júnior – JÚNIOR.

    Edvaldo Jorge Gomes – MERRÉ.

    Francisco José Marques do Couto – CHIQUINHO.

    Gilmar Barbosa da Silva – GILMAR.

    Hilton José de Moura – HILTON.

    Jairo Francisco – JAIRO.

    João Baptista Ribeiro Filho – MANISSERA.

    João Ricardo de Freitas Leitão – RICARDO.

    Jocey Conceição Leandro – LEANDRO.

    José Roberto de Souza – ZEÍCA.

    Luís Carlos Rebouças de Santana – LULINHA.

    Marcos Antônio Pereira – MARCOS.

    Mauro Resende de Oliveira – MAURO.

    Mildberg Batista de Souza – PINO.

    Názaro Eugênio Mariano – NUNES.

    Orlando Luiz Mancini – ORLANDO.

    Paulo Ramos Viegas de Lima – PAULO RAMOS.

    Salvador Messias de Paula – SALVADOR.

    Sérgio de Almeida Carvalho – SERGINHO.

    Sérgio Luís Garcia de Oliveira – SÉRGIO LUÍS.

    Flagrante do primeiro jogo da final, contra o Santo Amaro, no antigo campo do Botafogo em Marechal Hermes, em 25 de abril de 1981, quando o Olaria goleou por 4 a 0.
    A manchete do Jornal dos Sports após a goleada do Olaria no primeiro jogo da final.

    No Estádio do Arruda, o governador de Pernambuco, Marco Maciel, entrega a taça de Campeão Brasileiro da Taça de Bronze ao capitão Mauro. À esquerda, o presidente Edmundo dos Santos Cigarro.
    O capitão Mauro, no estádio do Arruda, ergue a Taça de Bronze, vendo-se ainda o presidente Edmundo dos Santos Cigarro.
    No gramado do Arruda, jogadores e o preparador físico e auxiliar técnico Toninho Barroso com a Taça de Bronze e as medalhas de campeão.
    A chegada da delegação olariense no aeroporto do Galeão e a festa dos torcedores. Foto: Jornal dos Sports.
    O jornal Diário de Pernambuco deu destaque à grande conquista olariense.
    No aeroporto do Galeão, o técnico Duque e o presidente Edmundo Cigarro com a taça, além de beneméritos e torcedores. Foto: Jornal dos Sports.
    No aeroporto do Galeão, o então torcedor número1 Alcides Miranda, o Cidinho, com os jogadores Aurê e Paulo Ramos.
    Na Rua Bariri, atletas e comissão técnica coma Taça de Bronze, vendo-se ainda o patrono Álvaro da Costa Mello. Ao fundo, a Igreja da Penha. Foto: Revista Placar.
    Na Rua Bariri, o técnico Duque ergue a Taça de Bronze. foto: Revista Placar.
    Na Rua Bariri, a festa da entrega das faixas de campeão da Taça de Bronze. Da esquerda para a direita: Waldyr Vital (vice-presidente de futebo|), Itagoré (ex-goleiro dos anos 1950), Antônio Ribeiro, Álvaro Augusto (benemérito), Alcemar Calvo (vice-presidente administrativo) e Estrada.
    A faixa de campeão e o modelo de camisa usado pelo time no jogo final, em Recife.

    Livro comemorativo

    Em 2013 foi lançado, pela Oficina Raquel, o livro que conta todos os detalhes da grande conquista. De autoria de Marcelo Paes, sócio honorário do clube, o lançamento do livro, na sede da Rua Bariri, contou com a presença de atletas e do treinador Duque.

    Em 2013 foi lançado o livro de autoria de Marcelo Paes, que conta os detalhes da grande conquista. A publicação é da Oficina Raquel.

    Camisa Comemorativa

    Em 2021 o clube lançou a camisa comemorativa alusiva aos 40 anos da conquista da Taça de Bronze. A camisa, idealizada pelo designer Marcelo Paes, escritor e sócio honorário do clube, é azul, com a faixa branca formada pelos nomes de todos os atletas, comissão técnica e dirigentes envolvidos na grande conquista. Acima de todos os nomes, a famosa frase do técnico Duque: “Fomos heróis”. Naquela temporada de 2021, o Olaria atuou em vários jogos com a camisa e ela deu sorte: o Olaria foi campeão estadual da série B1, ascendendo para a série A2.

    A camisa comemorativa dos 40 anos da Taça de Bronze, lançada em 2021.