Categoria: Torcidas

Conheça as torcidas que, ao longo do tempo, fizeram a história do Olaria nas arquibancadas. Vocês verão aqui desde o famoso “Terceiro Time”, na década de 1940, passando pela Turma da Pipoca, nos anos 1970, até a atual Torcida Jovem do Olaria, fundada em 1998.

  • A história que é escrita nas arquibancadas

    Na Bariri a torcida do Olaria sempre faz a diferença.

    Ao longo de seus mais de cem anos de história, a torcida do Olaria vem escrevendo páginas de paixão nas arquibancadas, seja no alçapão ou fora dele. Conheça os coletivos de torcedores que ao longo do tempo vêm ecoando o nome do Olaria enquanto gritam, sofrem ou se alegram. São as torcidas do Olaria, incentivando o time bariri para chegar à tão almejada vitória. Vejam, ao longo do tempo, quais foram esses “décimos-segundos jogadores” do Olaria:

    Terceiro Time – Nos idos dos anos 1940 não existiam torcidas organizadas do modo como conhecemos hoje. Porém, os torcedores já se agrupavam para, em conjunto, torcer e incentivar o time das arquibancadas. Foi em 1948, quando o estádio do Olaria já havia ganho a fama de “alçapão”, que surgiu um grupo de torcedores do Olaria chamado “Terceiro Time”. O grupo era formado por cerca de 40 taxistas, que costumavam se encontrar na estação de Olaria para, dali, seguirem juntos até a Bariri em dias de jogos. Sabe-se que o líder do grupo era um cidadão muito forte, apelidado de “Meningite”. Um dos episódios mais notáveis envolvendo o Terceiro Time ocorreu quando Meningite, inconformado com uma marcação contra o Olaria, invadiu o campo, durante um jogo contra o Vasco. O árbitro era o inglês Mr. Barrik que, ao final da partida, teve que sair escoltado pela polícia e depois fugiu pela linha do trem. Estávamos no auge do alçapão…

    Índio Egídio no comando – Nas décadas de 1950 e 1960, o torcedor-símbolo do Olaria era o índio Egídio Queiroz, que seria a representação viva do mascote do clube. Egídio era o líder natural dos torcedores naquela época e conseguia arregimentar ao seu redor vários liderados. Brigão e com seu papagaio no ombro, era capaz de se meter em confusões em defesa do Olaria nas arquibancadas (e, às vezes, fora dela).

    O índio Egídio Queiroz: nos anos 1950 e 1960 ele foi o chefe da torcida do Olaria.

    A Turma da Pipoca – “Roberto Cavalo” era o líder da turma que se constituía em um bloco de carnaval e, ao mesmo tempo, torcida do Olaria. Era a Turma da Pipoca. Envergando a camisa olariense, eles levavam instrumentos, foguetes, bandeiras para os estádios e ficaram famosos por serem brigões. Mas Roberto Cavalo tinha uma grande retaguarda. Faziam parte de seu “staff” vultos como Albertinho, Cartinha, Zé da Merda, Mamão, dentre outras personalidades. Nelinho, o lateral-direito da seleção brasileira, também fazia parte dessa turma.

    Nos anos 1970, a Turma da Pipoca era a grande torcida organizada do Olaria.

    Turma da Bateria – Em 1983, José Carlos Ferreira, Edson Soleiro (Camarão) e Zé da Galera criaram uma torcida que ficou conhecida como “Turma da Bateria” e que comandou as arquibancadas na conquista do título da Segundona naquele ano.

    Torcida Jovem do Olaria (TJO) – Em 1998, José Fontes, o “Zé Maluco” e Bruno Soares, o “Feijão”, fundam a TJO, que teve como madrinha Marilene Farias (a Tia Lena). Foi Tia Lena que costurou a primeira faixa da TJO. Com o tempo, a torcida cresceu e hoje é a maior organizada do Olaria e, talvez, a maior entre todas dos clubes de menor investimento. A TJO possui um segmento de mulheres, a “Tribo Feminina”, com as guerreiras se fazendo presentes nos jogos no incentivo para a vitória. A TJO está presente em todos os jogos do Olaria, dentro ou fora da Bariri, e sua presença, especialmente quando o time joga em casa, é fator muito importante para a vitória do Olaria.

    A TJO em seu local tradicional no Alçapão da Bariri: atrás do gol à esquerda das cabines de rádio.

    Chicão do Megafone – Se no carnaval existe o “bloco do eu sozinho”, na torcida do Olaria também. Entre os anos 1990 e 2000, Francisco de Almeida Rodrigues, o Chicão do Megafone, era visto em todos os jogos do Olaria com seu equipamento acústico para incentivar o time, sempre com a camisa do Olaria e sua bandeira. “Olaria! Olaria! Olaria!” foram as palavras que marcaram o Chicão. Mas haviam outros gritos de ordem: “Vamos lá que o Olaria é raça!”, “Cada um com seu cada qual!” eram palavras de ordem do Chicão. E, para protestar contra a arbitragem o mantra era: “O que é isso juizão?” O canto que hoje ecoa na torcida do Olaria, foi criado por ele: “Olê, olê, olê, olá… Olaria!”

    Chicão do Megafone, torcedor-símbolo do Olaria nos anos 1990-2000, famoso pelo seu equipamento acústico e pelos seus bordões. Olaria ! Olaria! Olaria!

    Bravura Azul – Criada em 2009, por iniciativa de Victor Abreu e Raphael Belloti, a Bravura Azul foi a primeira torcida “barra brava” da história do Olaria. Caracterizava-se por ter o estilo das torcidas argentinas, cantando todo o tempo e incentivando o time durante os 90 minutos. Seguindo o estilo do hermanos, usavam trapos, pequenas bandeiras e chapéus.

    A Bravura Azul, com seus trapos, atrás do gol à direita das cabines de rádio.

    Império Olariense – Fundada em 2013 por Vitor Vital, Pedro Reis Vital, Douglas Atabe e Matheus Garcia, era muito vista nos estádios principalmente até 2015. Tinha como lema a frase “Movidos pela honra” . A torcida tinha muitas bandeiras e, em suas camisas, uma coroa dourada encimava o escudo do Olaria.

    A Império Olariense na social do Alçapão da Bariri.