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QUIZ NÚMERO 5
1) Em que rua foi fundado o Olaria?
A – Bariri.
B – Cândido Silva.
C – Filomena Nunes.
D – Leopoldina Rego.
2) Qual o governador de Pernambuco que entregou a Taça de Bronze ao capitão do Olaria, Mauro?
A – Roberto Magalhães.
B – Marco Maciel.
C – Eraldo Gueiros.
D – Miguel Arraes.
3) Qual o árbitro que apitou o jogo inaugural do estádio da Rua Bariri, entre Fluminense e Vasco, no dia 6 de abril de 1947?
A – Geraldo Fernandes.
B – Alberto Gama Malcher.
C – Mário Vianna.
D – Guilherme Gomes.
4) Qual dos técnicos do Olaria abaixo não foi também jogador do clube da Rua Bariri?
A – Roberto Pinto.
B – Antônio Lopes.
C – Antunes.
D – Alcir Portela.
5) Em que ano o Olaria foi campeão do Torneio Fernando Rufino?
A – 1966.
B – 1967.
C – 1968.
D – 1969.
6) Que jogador marcou o primeiro gol do Olaria em campeonatos brasileiros, no ano de 1973?
A – Carlos Antônio.
B – Ézio.
C – Fernando Pirulito.
D – Gessê.
7) Que jogador do Olaria entrou para a história por ter dado uma carreira no árbitro Antônio Musitano na Rua Bariri, em 1955?
A – Dodô.
B – Alcino.
C – Maxwell.
D – Olavo.
8) Que goleiro iniciou sua carreira profissional no Olaria, se consagrou no Fluminense, foi convocado para 4 Copas do Mundo e foi técnico do Olaria em 1968?
A – Cláudio.
B – Félix.
C – Castilho.
d – Jorge Vitório.
9) Qual dos jogadores abaixo, que vestiram a camisa da seleção brasileira, não jogou nos profissionais do Olaria?
A – Ricardo Rocha.
B – Garrincha.
C – Charles Guerreiro.
D – Dunga.
10) Em que ano o Olaria foi vice-campeão estadual da primeira divisão?
A – 1931.
B – 1932.
C – 1933.
D – 1934.
QUIZ NÚMERO 4
1) Em que ano, pela primeira vez o estádio da Rua Bariri teve refletores?
A – 1950.
B – 1960.
C – 1965.
D – 1996.
2) No Campeonato Estadual de 1971, o grande time do Olaria não perdeu para o Fluminense, campeão daquele ano. Foram dois jogos e dois empates contra o tricolor. Quais os placares?
A – 0 a 0 e 3 a 3.
B – 0 a 0 e 2 a 2.
C- 1 a 1 e 2 a 2.
D – 1 a 1 e 3 a 3.
3) Que jogador campeão da Taça de Bronze pelo Olaria em 1981, foi transferido naquele mesmo ano para o Flamengo, por onde se sagrou campeão da Libertadores?
A – Ricardo.
B – Orlando.
C – Zeíca.
D – Chiquinho.
4) Em que anos o Olaria participou do Campeonato Brasileiro da primeira divisão?
A – 1971 e 1972.
B – 1972 e 1973.
C – 1973 e 1974.
D – 1974 e 1975.
5) Qual o único ano em que o Olaria disputou o Torneio Rio-São Paulo?
A – 1960.
B – 1961.
C – 1962.
D – 1963.
6) Em que ano o Olaria passou a adotar as cores azul e branca?
A – 1915.
B – 1920.
C – 1925.
D – 1930.
7) Quantas vezes Pelé jogou contra o Olaria?
A – Nenhuma.
B – Uma.
C – Duas.
D – Três.
8) Quem era o capitão do Olaria na conquista do Torneio Início de 1960, que levantou a taça no Maracanã?
A – Casemiro.
B – Murilo.
C – Navarro.
D – Sérgio.
9) Em 1954, quando realizou a excursão da volta ao mundo, qual o primeiro país em que o Olaria jogou?
A – Turquia.
B – Líbano.
C – Luxemburgo.
D – Alemanha.
10) Em que estádio o capitão Mauro levantou a Taça de Bronze em 1981?
A – Aflitos.
B – Ilha do Retiro.
C – Arruda.
D – Salgueirão.
QUIZ NÚMERO 3
1) Quem é o Presidente de Honra do Olaria?
A – Álvaro da Costa Mello.
B – João Fernandes Ferreira.
C – Alberto Trigo.
D – Mourão Filho.
2) Na excursão da volta ao mundo, em 1954, contra qual das equipes abaixo o Olaria não jogou?
A – Galatassaray.
B – West Ham.
C – Real Madrid.
D – Rot Weiss.
3) Qual time sofreu a primeira goleada do Olaria no Maracanã, em 1950, ao ser massacrado pela equipe bariri por 5 a 0?
A – Flamengo.
B – Fluminense.
C – Vasco.
D – Botafogo.
4) Em que ano aconteceu a maior pancadaria na Rua Bariri, no jogo entre Olaria e América, quando os 22 jogadores foram expulsos?
A – 1964.
B – 1965.
C – 1966.
D – 1967.
5) Em 1950, ano do primeiro campeonato carioca da Era Maracanã, o Olaria chegou em quinto lugar, à frente de Flamengo e Fluminense. Quem era o técnico do Olaria?
A – Duque.
B – Délio Neves.
C – Jair Boaventura.
D – Domingos da Guia.
6) Em 2010, contra qual equipe o Olaria estreou a sua camisa quadriculada, também chamada na época de “camisa croata”?
A – Flamengo.
B – Vasco.
C – Botafogo.
D – Fluminense.
7) Qual o goleiro do Olaria que, em 1989, no jogo contra o Vasco na Rua Bariri, defendeu o pênalti cobrado por Geovani, quando o Olaria jogou com dois atletas a menos, garantindo o empate em 0 a 0?
A – Ica.
B – Cássio.
C – Vagner.
D – Alex.
8) Em 1981, qual foi o primeiro adversário do Olaria na Taça de Bronze?
A – Paranavaí.
B – Dom Bosco.
C – São Borja.
D – Colatina.
9) Nélson, meia que brilhou no timaço do Olaria de 1962, foi transferido para o Flamengo e depois jogou em qual clube mexicano?
A – Monterrey.
B – Chivas Guadalajara.
C – Atlas.
D – Tigres.
10) Em 1931 o Olaria foi campeão invicto da segunda divisão, ascendendo pela primeira vez à divisão principal. Nesse campeonato, quantos jogos consecutivos o Olaria ficou sem perder?
A – 26.
B – 28.
C – 30.
D – 32.
QUIZ NÚMERO 2
1) Qual jogador marcou, de bicicleta, o golaço da vitória do Olaria sobre o Santos por 2 a 1, em plena Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro de 1973?
A – Tanesi.
B – Jair Ganso.
C – Jair Pereira.
D – Joel.
2) Dos clubes abaixo, que participaram da Primeira Copa de Clubes da FIFA em 2025, contra qual deles o Olaria nunca jogou?
A – Chelsea.
B – Monterrey.
C – Atlético de Madrid.
D – PSG.
3) Quem foi o primeiro presidente do Olaria?
A – Hermogêneo Vasconcellos.
B – Sylzed Sant’Anna.
C – Alberto Trigo.
D – Carolino Arantes.
4) O atual escudo do Olaria foi desenhado, em 1920, por um associado que tinha como apelido:
A – Querosene.
B – Gasolina.
C – Petróleo.
D – Álcool.
5) Quem marcou, em 2025, contra o ABC, o primeiro gol do Olaria na história da Copa do Brasil?
A – Jajá.
B – Cipriano.
C – Rhyan.
D – Manga.
6) Quantos gols Garrincha marcou jogando pelo Olaria em 1972?
A – Nenhum.
B – 1.
C – 2.
D – 3.
7) Antunes, o irmão de Zico, foi técnico dos profissionais do Olaria em que ano?
A – 1982.
B – 1983.
C – 1984.
D – 1985.
8) Qual foi o primeiro dos chamados “grandes” a cair no Alçapão da Bariri?
A – Flamengo.
B – Vasco.
C – Fluminense.
D – Botafogo.
9) Quem é o Patrono do Olaria?
A – Mourão Filho.
B – João Fernandes Ferreira.
C – Álvaro da Costa Mello.
D – Rachid Bunahum.
10) Que jogador do Olaria foi convocado por Zagallo, em 1971, para a seleção brasileira?
A – Afonsinho.
B – Miguel.
C – Roberto Pinto.
D – Alfinete.
QUIZ NÚMERO 1
1) Em que ano foi inaugurado o Estádio Mourão Filho, o popular “Alçapão da Bariri”?
(A) 1945. (B) 1946. (C) 1947. (D) 1948.
2) Quem foi o técnico do Olaria na excursão da volta ao mundo em 1954?
8) Em 1954 o Olaria enfrentou o Chelsea, em Luxemburgo. Qual foi o placar?
(A) 1 a 1. (B) 0 a 0. (C) 2 a 2. (D) 3 a 3.
9) Qual jogador, cria da Bariri, que era ponta-direita, jogou nos profissionais do Olaria em 1954 e em 1960 foi campeão mundial pelo Real Madrid jogando ao lado de Puskás?
10) Que jogador do Olaria, que brilhou na Bariri em 1962, foi transferido para o Nápoli e nesse clube italiano se tornou o primeiro negro a ser atleta e técnico de futebol na Itália?
As traves da Copa de 1950 hoje estão no museu em Muzambinho. E o Olaria foi protagonista nessa história. Foto: O Estado de MInas.
Existe uma relíquia do futebol, que não nos traz boas lembranças, e que acabou entrando na história do Olaria: as traves do jogo final da Copa de 1950, em que Barbosa levou o gol do uruguaio Alcides Ghiggia. E que, como toda relíquia, está envolta de mistérios e até de histórias rocambolescas. A pergunta, que já virou até jornalismo investigativo de cronistas esportivos é: onde foram parar as traves da Copa de 1950, símbolo físico de uma das maiores tragédias do futebol brasileiro ?
Certa vez, o grande goleiro Barbosa disse que tinha recebido as traves como lembrança. Isso teria sido em 1962, quando o ex-goleiro se tornou funcionário do Maracanã e recebeu as balizas de presente. Isso aconteceu porque a FIFA passou a exigir que as traves fossem arredondadas e de ferro, e então, teria que ser feita a substituição das balizas do Maracanã, que eram de madeira e retangulares. Em outra oportunidade Barbosa afirmou, em uma entrevista, que para eliminar qualquer lembrança física daquele trágico jogo, usou as traves para fazer a brasa de um churrasco que ofereceu para seus amigos em Ramos, onde morava.
A afirmação de Barbosa, no entanto, era fictícia e ele a fez propositalmente. Isso porque as traves da Copa de 1950 foram levadas para a cidade de Muzambinho, no sul de Minas, em cujo estádio se realizavam obras e então recebeu as traves como doação. Isso teria acontecido dois anos antes da história contada por Barbosa, ou seja, em 1960. Em conversa com a filha de Barbosa, nossa amiga Tereza Borba, em sua residência em Praia Grande, onde mantém um museu sobre seu pai, falamos sobre a doação das traves para o estádio de Muzambinho e ela nos disse que a história contada por seu pai era força de expressão, porque a toda hora perguntavam a ele pelas traves que ele sempre quis esquecer.
E onde entra o Olaria nessa história? Bem, as traves foram doadas ao estádio de Muzambinho e o jogo inaugural com as “novas” balizas foi um amistoso da seleção local contra o Olaria, que na ocasião excursionava por várias cidades do sul de Minas. Assim, na reinauguração das traves do “Maracanazo”, o Olaria lá estava presente. A partida aconteceu em 17 de maio de 1960 e o Olaria não teve dificuldades para aplicar uma rotunda goleada de 12 a 0 na seleção local. Sim, o Olaria fez de sobra naquelas balizas os gols que faltaram para a seleção brasileira ser campeã em 1950.
Hoje, as traves encontram-se na Casa de Cultura Doutor Lycurgo Leite, em Muzambinho, e são uma atração para os turistas que visitam a cidade. E o time bariri ficou na história por ter aplicado o que ficou conhecido, na época, como o “Maracanazo de Muzambinho”.
Quanto ao grande goleiro Barbosa, a história contada por ele só podia ser mesmo bricadeira. Porque Barbosa, como bom leopoldinense, sabia fazer churrasco e ele não iria fazer a brasa para assar a carne em um pedaço de madeira com tinta…
O estádio em Muzambinho, para onde foram as traves da Copa de 1950. No jogo inaugural das traves, o Olaria venceu por 12 a 0. Foi o “Maracanazo de Muzambinho”.
Nora Ney em sua residência no Grajaú, em foto do ano 2000.
Ainda lembro quando, muitas vezes ouvindo jogos do Olaria narrados por José Carlos Araújo, o locutor dizia quando o Olaria atacava: “Lá vai o Olaria da Nora Ney…” Ele tinha o hábito, quando narrava os jogos, de citar algum torcedor ou torcedora ilustre dos clubes que jogavam. E, no caso do Olaria, José Carlos Araújo quase sempre citava a Nora Ney.
Nascida em Olaria, mais precisamente na Rua Angélica Mota, Nora Ney se chamava, na verdade, Iracema Ferreira Maia, mas ficou celebrizada e eternizada com o nome artístico. Foi uma das grandes cantoras do rádio nos anos 1950. Torcedora declarada do Olaria Atlético Clube, jamais deixava de citar o seu time de coração sempre que tinha a oportunidade.
Além de destaque na MPB, Nora Ney também sofreu perseguição política da ditadura, por suas críticas ao regime militar e sua militância na esquerda e, por isso, teve que viver por algum tempo no exílio. Faleceu em 2003, aos 81 anos de idade e, em seu sepultamento, lá estava a bandeira do Olaria como última homenagem a uma de suas mais ilustres torcedoras.
Nora Ney cantora, Nora Ney mulher, Nora Ney artista que divulgou o seu talento e a MPB pelo mundo, Nora Ney militante política… O Olaria se orgulha de você! Tal como o azul e branco da Bariri, você será eterna em nossos corações!
O início de Romário nos infantis do Olaria, em 1979.
Naquele dia 25 de novembro de 1979, quem foi à Rua Bariri assistir ao jogo de infantis entre Olaria e América não imaginava que, em campo, estaria um menino franzino, conhecido também como “índio” e que, 15 anos mais tarde, seria uma das grandes personalidades da conquista da Copa que deu o tetracampeonato ao Brasil.
Aquele menino que foi levado à Bariri pelo olheiro Paulo Ferreira, mais conhecido como “Paulo Boi”, se chamava Romário de Souza Faria e naquele jogo fazia sua estreia com a camisa azul e branca. E usava a mesma camisa listrada que consagrou o time de 1971 e que Garrincha havia vestido em 1972. O Olaria goleou por 5 a 1 e Romário marcou os três primeiros gols oficiais de sua vitoriosa carreira. Ele ainda faria mais quatro gols com a camisa bariri, antes de ir para o Vasco.
Naquele dia 25 de novembro de 1979, o goleiro do América que entraria para a história por ter sido o primeiro a levar um gol de Romário, era Josenildo Francisco da Silva, mais conhecido posteriormente como “Belô”. Certa vez Belô, em uma entrevista, disse que goleiro nenhum gosta de tomar gol, mas que ele se sentia feliz por entrar para a história. Também afirmou não se lembrar como foi o lance do primeiro gol da história do Baixinho.
Paulo Ferreira, o “Paulo Boi”: ele foi o descobridor do Romário e o levou para a Rua Bariri em 1979.O time de infantis do Olaria de 1979, com Romário. O zagueiro Gonçalves e o meia Aílton foram seus companheiros de equipe.
Romário começou no Olaria e sempre fará parte desta centenária instituição. Isso porque o cidadão Romário de Souza Faria é sócio honorário do Olaria Atlético Clube.
“Tem muito João espalhado por aí. Vou voltar mandando fogo no futebol…” (Garrincha, em 1972, logo após assinar contrato com o Olaria).
Em 1972, quando regressou da Itália, Garrincha foi contratado pelo Olaria. Foi na Bariri que o “anjo das pernas tortas” encerrou sua carreira profissional. Na ocasião, a contratação de Garrincha foi um alento para os torcedores do Olaria, ainda revoltados com a injustiça que o clube havia sofrido no ano anterior ao não ter sido incluído no Campeonato Brasileiro, mesmo tendo índice técnico e a renda exigida pela antiga CBD.
O momento em que Garrincha assinava o contrato com o Olaria. Foto: Jornal dos Sports.Garrincha, o primeiro à esquerda, em treinamento com a equipe antes da estreia contra o Flamengo. Foto: Jornal dos Sports.
O JOGO DE ESTREIA
Garrincha ficou por seis meses no Olaria, entre fevereiro e agosto de 1972, quando disputou o Campeonato Carioca pelo clube bariri, além de fazer vários amistosos pelo Brasil afora. Seu jogo de estreia pelo Olaria foi em 23 de fevereiro de 1972, na primeira rodada do estadual, contra o Flamengo no Maracanã. O jogo terminou empatado em 1 a 1.
Naquele dia, uma quarta-feira, 49.276 pessoas pagaram ingresso para assistir a partida, apitada por Airton Vieira de Moraes. O Mané retornava aos gramados vestindo a camisa número 7 listrada do Olaria, que entraria para a história. O Olaria abriu o placar com Gessê, aos 8 minutos do segundo tempo e o Flamengo empatou aos 25 minutos, através de Doval. O Flamengo era dirigido por Zagallo que, antes da partida, entregou uma faixa de tricampeão mundial a Garrincha, como agradecimento a tudo que ele havia feito pelo futebol brasileiro.
Antes do jogo, Zagallo ofertou a Garrincha uma faixa de campeão mundial.Garrincha já com a faixa entregue por Zagallo, momentos antes de seu jogo de estreia pelo Olaria.Zagallo, antes da partida, após colocar a faixa de tricampeão mundial em Garrincha.Garrinha com a faixa de tricampeão mundial ofertada por Zagallo no dia de sua estreia pelo Olaria. Foto: Jornal do Brasil.Jairzinho, o “furacão” da Copa de 1970, também foi homenagear Garrincha na sua estreia pelo Olaria. Foto: Jornal do Brasil.Um lance do jogo da estreia de Garrincha, vendo-se ainda o jogador rubro-negro Zé Mário e o árbitro Airton Vieira de Moraes atento ao lance.Garrincha X Paulo Henrique: o lateral do Flamengo tenta conter o gênio olariense, sob os olhares do árbitro Airton Vieira de Moraes.Garrincha e o zagueiro rubro-negro Reyes. Foto: Jornal do Brasil.Gessê, autor do gol contra o Flamengo, corre para comemorar com Garrincha. Foto: Jornal dos Sports.Jogadores do Olaria comemoram, junto com Garrincha, o gol de Gessê no jogo de estreia contra o Flamengo. O jogo terminou empatado em 1 a 1.A última camisa 7 de Garrincha foi a do Olaria.O jornal O Globo, em sua edição de 24 de fevereiro de 1972, deu destaque à estreia de Garrincha pelo Olaria em sua primeira página.Um lance de Garrincha no jogo contra o América, realizado no estádio de São Januário. Foto: Jornal do Brasil.Garrincha em ação no jogo contra o América, em São Januário, no dia 4 de março de 1972.Garrincha, contra o América, em 21 de maio de 1972, em São Januário.O único jogo de Garrincha pelo Olaria na Bariri foi contra o Bangu, em 16 de abril de 1972.Garrincha com Roberto Pinto, seu companheiro de equipe no Olaria.Garrincha no gramado da Rua Bariri. Muitas vezes ele treinava descalço. foto: Jornal do Brasil.Garrincha foi destaque na capa da Revista do Olaria em abril de 1972.Garrincha, com a camisa do Olaria, foi o grande destaque da capa da revista Placar que anunciava o Campeonato Carioca de 1972.A camisa listrada do Olaria, que já era usava desde 1970, ficou marcada na história do clube por ser o manto envergado por Garrincha na Bariri.O time do Olaria com Garrincha, no estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte, Ceará, antes do amistoso no qual Garrincha marcou seu último gol. O jogo foi no dia 21 de abril de 1972 e Garrincha recebeu o título de “cidadão juazeirense”.Onde quer que fosse pelo Brasil afora com a camisa do Olaria, Garrincha era assediado pelas crianças.
Entre fevereiro e agosto de 1972, Garrincha jogou 18 partidas pelo Olaria, sendo 9 jogos oficiais (pelo Campeonato Carioca) e 9 amistosos. Ele marcou 2 gols, sendo o primeiro no amistoso contra o Comercial de Ribeirão Preto, em 22 de março. O último gol de Garrincha como profissional foi em 21 de abril, contra um combinado Guarani/Icasa, em Juazeiro do Norte, Ceará.
Assista a uma das raríssimas imagens de vídeo de Garrincha pelo Olaria. São algumas imagens do jogo de estreia, contra o Flamengo, onde aparece o time do Olaria entrando no gramado do Maracanã, Garrincha dando uma entrevista e ainda uma jogada do “anjo das pernas tortas”.
O Escudo: As primeiras cores do Olaria foram o preto e o branco e seu primeiro escudo consistia em um losango branco com as iniciais “O.F.C.” (Olaria Futebol Clube). Esse primeiro escudo vigorou até 1920, quando o clube mudou também sua denominação, passando a se chamar Olaria Atlético Clube, e cores, passando a ser azul e branco.
A primeira bandeira do Olaria, com o primeiro escudo, que vigorou até 1920.
O atual escudo data de 1920, quando o clube era presidido por Sílvio e Silva e, segundo a tradição, foi desenhado por um associado cujo apelido era “Gasolina”. Desconhece-se, porém, a real identidade desse pioneiro desenhista olariense. O escudo do Olaria, rico em detalhes, tem o fundo azul C300 na escala pantone, sendo sua linha de construção um retângulo com medida de 4 X 5 módulos e apresenta, em branco, as insígnias que representam os esportes passados e atuais praticados pelo clube: a raquete representa o tênis; o remo, a âncora e o timão representam a tradição náutica do clube, que existiu até 1930; no centro do escudo, a bola representa a razão de ser do Olaria: o futebol. No interior da bola, alguns traços simulam a costura da mesma, que ainda traz as iniciais “O.A.C.” (Olaria Atlético Clube).
O atual escudo do Olaria. Representando os esportes atuais e passados praticados pelo clube, ele foi lançado em 1920. O escudo foi idealizado pelo presidente Sílvio e Silva e sua primeira versão foi desenhada pelo associado cujo apelido era “Gasolina”.
A Bandeira: A bandeira do Olaria tem a mesma construção modular da bandeira nacional e é constituída de um retângulo azul C300 na escala pantone de 20 X 14 módulos. Dentro do retângulo insere-se um losango branco cujos vértices distam 1,7 módulos do retângulo, tendo as tiras do losango 0,25 módulos de espessura. No centro do losango, insere-se o escudo do Olaria, acima do qual aparece uma estrela de bronze, alusão à conquista do Campeonato Brasileiro – Taça de Bronze de 1981. A presença do losango na bandeira é uma referência ao formato do primeiro escudo, mantendo-se assim a tradição lançada pelos pioneiros olarienses que fundaram o clube em 1915.
A bandeira oficial do Olaria: ela tem a mesma construção modular da bandeira nacional.
O Hino: O hino oficial do Olaria, composto por Lamartine Babo, tem a seguinte letra:
Olaria, teu esforço e tua glória estão crescendo dia a dia
Olaria, tua pujança tua vida, envaidecem tua torcida
Olaria, tua camisa azul e branca tem um “quê” de simpatia
Realizando sonhos mil
Tu serás o pioneiro dos esportes no Brasil.
Clube da faixa azul celeste
Tu vieste da Zona Norte
Clube da faixa azul celeste
És do esporte, pelo esporte.
A primeira gravação do hino do Olaria foi no ano de 1950, em formato do antigo compacto simples, na voz do cantor Nuno Roland e a participação de Francisco Sergi e Sua Orquestra, pela gravadora Continental. A denominação original da composição é “Marcha do Olaria”.
Lamartine Babo: o autor do Hino do Olaria.Nuno Roland: a voz da primeira gravação do Hino do Olaria, em 1950.
Os Uniformes: Desde que se tornou azul em branco, em 1920, a camisa branca com a faixa azul é o uniforme número 1 do Olaria. A camisa azul com a faixa branca só começou a ser utilizada em 1950. O Estatuto do Olaria prevê, no entanto, alterações no uniforme para fins competitivos, desde que respeitado o escudo do clube. Foi exatamente nesse sentido que foram lançadas as camisas alusivas às participações do Olaria na Copa do Brasil de 2024 e 2025, cujas cores azuis não são na tonalidade oficial, mas o escudo está respeitado, o mesmo tendo ocorrido com outros modelos alternativos.
Após o clube se tornar azul e branco, em 1920, a camisa branca de faixa azul passou a ser usada. Até 1950 ela era a única, sendo por isso a mais tradicional. Inspirou Lamartine Babo, quando compôs a letra do hino: “clube da faixa azul celeste…” O modelo acima foi lançado em 2015, em comemoração ao centenário do clube e ostenta a logomarca do centenário na parte superior.Modelo alternativo com o escudo acima da faixa azul.Modelo alternativo com a faixa azul, usado nos anos 1990.A camisa azul com a faixa branca começou a ser usada pelo time em 1950. Naquele ano, o Olaria realizou excelente campanha no campeonato carioca.Modelo alternativo, com o escudo acima da faixa branca. Esse modelo foi usado em 2019.A camisa listrada foi lançada em 1970 e marcou o grande time de 1971. Foi o modelo usado por Garrincha em 1972, entrando definitivamente para a história. Até hoje suas versões retrô são muito procuradas por torcedores.A camisa branca com o escudo fez história, pois foi o modelo usado pelo time no último jogo da final da Taça de Bronze, contra o Santo Amaro.Camisa quadriculada, lançada em 2010. Também chamada de “camisa croata”. Sua estreia foi no campeonato estadual daquele ano, no jogo contra o Botafogo.Camisa alusiva aos 40 anos de conquista da Taça da Bronze, lançada em 2021. Foi usada pela primeira vez no jogo contra o Nova Cidade, pelo estadual da série B1. Ostenta os nomes de todos os atletas, membros da comissão técnica e dirigentes envolvidos na maior conquista do futebol olariense.Modelo de terceiro uniforme lançado em 2023 com duas tonalidades de azul.Modelo de quarta camisa usado em 2023.Camisa alusiva à participação do clube na Copa do Brasil de 2024. Usada no jogo contra o São Bernardo.Modelo alternativo lançado em 2024, com diferentes tons de azul.Camisa lançada na participação da Copa do Brasil de 2025, Usada nos jogos contra o ABC e Brusque.Modelo lançado em 2025, usado pela primeira vez no jogo contra o Petrópolis, pelo Campeonato Estadual da Série A2.Modelo branco lançado em 2025, com a faixa em dois tons de azul.Modelo lançado em 2025, com diferentes tons de azul.
Poucos são os clubes brasileiros de futebol que podem dizer que já foram campeões do Brasil. E o Olaria, dede o dia 1º de maio de 1981, é um deles. A Taça de Bronze foi o primeiro campeonato brasileiro da série C. Até 1980, o futebol brasileiro só tinha duas divisões, quando então, em 1981 a CBF instituiu a série C, que naquele ano foi denominada Taça de Bronze. E o Olaria foi o campeão e, portanto, o primeiro campeão brasileiro da série C.
A Campanha
Colatina 1 X 3 Olaria – Gols de Lulinha, Chiquinho e Nunes para o Olaria.
Olaria 1 X 1 Colatina – Gol de Serginho para o Olaria.
Olaria 2 X 0 Paranavaí – Gols de Zeíca e Chiquinho para o Olaria.
Paranavaí 0 X 1 Olaria – Gol de Zeíca para o Olaria.
São Borja 2 X 0 Olaria.
Olaria 2 X 0 Dom Bosco – Gols de Leandro e Sérgio Luis para o Olaria.
Olaria 1 X 0 São Borja – Gol de Zeíca para o Olaria.
Dom Bosco 1 X 0 Olaria.
Olaria 4 X 0 Santo Amaro(primeiro jogo da final) – Gols de Chiquinho, Zeíca e Leandro (2) para o Olaria.
Santo Amaro 1 X 0 Olaria (segundo jogo da final).
Flagrante do primeiro jogo da final, contra o Santo Amaro, no antigo campo do Botafogo em Marechal Hermes, em 25 de abril de 1981, quando o Olaria goleou por 4 a 0.A manchete do Jornal dos Sports após a goleada do Olaria no primeiro jogo da final.No Estádio do Arruda, o governador de Pernambuco, Marco Maciel, entrega a taça de Campeão Brasileiro da Taça de Bronze ao capitão Mauro. À esquerda, o presidente Edmundo dos Santos Cigarro.O capitão Mauro, no estádio do Arruda, ergue a Taça de Bronze, vendo-se ainda o presidente Edmundo dos Santos Cigarro.No gramado do Arruda, jogadores e o preparador físico e auxiliar técnico Toninho Barroso com a Taça de Bronze e as medalhas de campeão.A chegada da delegação olariense no aeroporto do Galeão e a festa dos torcedores. Foto: Jornal dos Sports.O jornal Diário de Pernambuco deu destaque à grande conquista olariense.No aeroporto do Galeão, o técnico Duque e o presidente Edmundo Cigarro com a taça, além de beneméritos e torcedores. Foto: Jornal dos Sports.No aeroporto do Galeão, o então torcedor número1 Alcides Miranda, o Cidinho, com os jogadores Aurê e Paulo Ramos.Na Rua Bariri, atletas e comissão técnica coma Taça de Bronze, vendo-se ainda o patrono Álvaro da Costa Mello. Ao fundo, a Igreja da Penha. Foto: Revista Placar.Na Rua Bariri, o técnico Duque ergue a Taça de Bronze. foto: Revista Placar.Na Rua Bariri, a festa da entrega das faixas de campeão da Taça de Bronze. Da esquerda para a direita: Waldyr Vital (vice-presidente de futebo|), Itagoré (ex-goleiro dos anos 1950), Antônio Ribeiro, Álvaro Augusto (benemérito), Alcemar Calvo (vice-presidente administrativo) e Estrada.A faixa de campeão e o modelo de camisa usado pelo time no jogo final, em Recife.
Livro comemorativo
Em 2013 foi lançado, pela Oficina Raquel, o livro que conta todos os detalhes da grande conquista. De autoria de Marcelo Paes, sócio honorário do clube, o lançamento do livro, na sede da Rua Bariri, contou com a presença de atletas e do treinador Duque.
Em 2013 foi lançado o livro de autoria de Marcelo Paes, que conta os detalhes da grande conquista. A publicação é da Oficina Raquel.
Camisa Comemorativa
Em 2021 o clube lançou a camisa comemorativa alusiva aos 40 anos da conquista da Taça de Bronze. A camisa, idealizada pelo designer Marcelo Paes, escritor e sócio honorário do clube, é azul, com a faixa branca formada pelos nomes de todos os atletas, comissão técnica e dirigentes envolvidos na grande conquista. Acima de todos os nomes, a famosa frase do técnico Duque: “Fomos heróis”. Naquela temporada de 2021, o Olaria atuou em vários jogos com a camisa e ela deu sorte: o Olaria foi campeão estadual da série B1, ascendendo para a série A2.
A camisa comemorativa dos 40 anos da Taça de Bronze, lançada em 2021.