

O estádio do Olaria, cujo nome oficial é Antônio Mourão Vieira Filho, foi inaugurado no dia 6 de abril de 1947, durante a presidência de Álvaro da Costa Mello. A construção do estádio foi uma condição para que o Olaria voltasse à primeira divisão, de onde havia sido injustamente afastado em 1937. Na época, foi realizada uma grande campanha para que os olarienses contribuíssem com recursos para a construção daquele que viria a ser um dos estádios mais famosos do Brasil.
Foi então aberto um livro de ouro para registrar as doações e o primeiro a assinar o livro foi o próprio Álvaro da Costa Mello, seguido de Rachid Bunahum e outros olarienses. Ou seja, a construção do estádio do Olaria não contou com qualquer auxílio financeiro dos poderes públicos.
Antes da construção, porém, foi necessária a compra do terreno da Rua Bariri. O terreno foi pago com as contribuições de João Fernandes Ferreira, Rachid Bunahum e Armindo Augusto Ferreira.
Não tardou para que o estádio do Olaria impusesse temor aos adversários e, pouco tempo depois, já era conhecido como “Alçapão da Bariri”, alcunha que se tornou famosa pelo país afora. Até 1971, o campo era paralelo à Rua Bariri, quando teve início a obra de ampliação do estádio e as balizas foram trocadas de posição, com o campo ficando na atual disposição, ou seja, perpendicular à Rua Bariri. A seguir, algumas curiosidades sobre o alçapão mais famoso do Rio de Janeiro:
Colocação da pedra fundamental: A colocação da pedra fundamental do estádio do Olaria aconteceu no dia 23 de abril de 1944, tendo a mesma sido lançada pelo então presidente Sylzed José de Sant’Anna, com a bênção do padre Luiz Mariano da Rocha, da Igreja de São Geraldo


Início das obras: Setembro de 1945.
Número de operários na construção: em algumas fases, chegou a contar com 30 operários. No final das obras, em 1947, 22 operários.
Dimensões iniciais do campo: 66 X 100 metros.
Inauguração: 6 de abril de 1947.

Nome oficial do estádio: Antônio Mourão Vieira Filho (médico, educador e político, sua intercessão junto ao poder público sempre foi em prol do Olaria. Foi benemérito e vice-presidente do Conselho Deliberativo do clube).

Outras denominações: Alçapão da Bariri, Estádio da Rua Bariri. No passado também era conhecido como “Ratoeira dos Grandes” ou “Cemitério dos Grandes”.
Capacidade de público: Embora a capacidade de público seja de 10.000 pessoas, os protocolos de segurança vigentes subestimam essa capacidade. Assim, segundo o CNEF (Cadastro Nacional de Estádios de Futebol) da CBF, a capacidade oficial do estádio é de 8.300 pessoas e sua capacidade operacional, de 4.980 pessoas.
Maior público: Oficialmente, o maior público já registrado no estádio foi de 10.740 pagantes, no jogo Olaria 4 X 4 Fluminense, no dia 31 de agosto de 1947. Há relatos de públicos maiores do que esse em outros jogos, mas sem nenhuma comprovação oficial. Oficialmente, o público que mais se aproximou desse recorde foi em 20 de março de 1989, no jogo Olaria 1 X 3 Botafogo, quando todos os 10.000 ingressos foram vendidos.

Primeiro jogo: Fluminense 5 X 4 Vasco da Gama, em 6 de abril de 1947.



Primeiro gol: Rubinho, do Fluminense, aos 40 minutos do primeiro tempo, contra o Vasco, em 6 de abril de 1947.

Primeiro gol de pênalti: Lelé, do Vasco, em 6 de abril de 1947, contra o Fluminense.

Primeiro árbitro: Guilherme Gomes, da Federação Metropolitana de Futebol.

Primeiro gol do Olaria: Tim, no jogo contra o Flamengo, no dia 10 de agosto de 1947. O primeiro gol do Olaria no Alçapão foi de cabeça, marcado aos 10 minutos do segundo tempo, quando o Flamengo vencia por 2 a 0. O placar final foi 2 a 1 para o time da Gávea.

Primeira goleada: Olaria 8 X 3 Bangu, no dia 20 de setembro de 1947, com os gols do Olaria sendo marcados por Limoeirinho (3), Alcino (2), Jorginho (2) e Baiano.
Primeiro jogo interestadual: Olaria 2 X 4 Corínthians, no dia 4 de abril de 1948. Esse jogo foi um amistoso comemorativo do primeiro ano de existência do estádio. A partida também marcou o primeiro confronto entre o Olaria e o Corínthians, que havia sido vice-campeão paulista no ano anterior.

Primeiro dos chamados “grandes” a cair no Alçapão: foi o Botafogo, no dia 1º de novembro de 1947, quando o Olaria derrotou o alvinegro pelo placar de 3 a 2.

Primeiro jogo noturno: O primeiro jogo com refletores no estádio aconteceu em 16 de novembro de 1950. Foi um amistoso entre o Bonsucesso e a Portuguesa Santista, com vitória do rubro-anil pelo placar de 2 a 1.
Primeiro gol noturno: Cidinho, do Bonsucesso, no amistoso contra a Portuguesa Santista, em 16 de novembro de 1950, aos 29 minutos do primeiro tempo.

Maior briga em campo: A maior briga da história do Alçapão aconteceu no dia 21 de outubro de 1967, no jogo entre Olaria e América. O jogo não terminou, porque todos os 22 jogadores foram expulsos.

Primeiro jogo de Romário pelo Olaria no estádio: Foi no dia 25 de novembro de 1979, na partida de infantis entre Olaria X América. O Olaria goleou por 5 a 1 e Romário marcou seus três primeiros gols oficiais. Segundo o próprio Romário, o primeiro gol oficial de sua carreira foi na baliza à direita das sociais.

Único jogo de Garrincha pelo Olaria na Bariri: Foi no dia 16 de abril de 1972, qaundo o Olaria derrotou o Bangu por 1 a 0. Garrincha ainda jogaria várias partidas pelo Olaria, mas na Bariri essa foi a única, porque naquela época o Olaria jogava muito no Maracanã e em outros estádios.

Cenas inusitadas mais lembradas: Uma delas foi no dia 14 de agosto de 1955 no jogo entre Olaria e Fluminense, quando Olavo, do Olaria, deu uma carreira no árbitro Antônio Musitano e o perseguiu, fazendo o juiz da partida correr em ziguezague no gramado da Bariri.

No dia 30 de abril de 2000, outra cena rocambolesca aconteceu no Alçapão. Foi durante o jogo Olaria X Americano. O Olaria vencia por 1 a 0 e o jogo se aproximava do fim quando o folclórico cidadão de nome José Moura, o famoso “Beijoqueiro”, invadiu o gramado e, com uma lata de coca-cola amassada, simulou um cartão vermelho e “expulsou” o árbitro José Roberto de Souza.

Outra cena inusitada muito lembrada aconteceu no dia 28 de setembro de 2003, no jogo Olaria 1 X 0 Bangu pela série C do Brasileiro. Torcedores do Olaria conseguiram subtrair a garrafa de água do goleiro do Bangu, que estava atrás do gol, e trocaram o líquido do recipiente por urina. Então, quando foi beber o que pensava ser água, o infortúnio do goleiro banguense foi inevitável.
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