O início de Romário nos infantis do Olaria, em 1979.
Naquele dia 25 de novembro de 1979, quem foi à Rua Bariri assistir ao jogo de infantis entre Olaria e América não imaginava que, em campo, estaria um menino franzino, conhecido também como “índio” e que, 15 anos mais tarde, seria uma das grandes personalidades da conquista da Copa que deu o tetracampeonato ao Brasil.
Aquele menino que foi levado à Bariri pelo olheiro Paulo Ferreira, mais conhecido como “Paulo Boi”, se chamava Romário de Souza Faria e naquele jogo fazia sua estreia com a camisa azul e branca. E usava a mesma camisa listrada que consagrou o time de 1971 e que Garrincha havia vestido em 1972. O Olaria goleou por 5 a 1 e Romário marcou os três primeiros gols oficiais de sua vitoriosa carreira. Ele ainda faria mais quatro gols com a camisa bariri, antes de ir para o Vasco.
Naquele dia 25 de novembro de 1979, o goleiro do América que entraria para a história por ter sido o primeiro a levar um gol de Romário, era Josenildo Francisco da Silva, mais conhecido posteriormente como “Belô”. Certa vez Belô, em uma entrevista, disse que goleiro nenhum gosta de tomar gol, mas que ele se sentia feliz por entrar para a história. Também afirmou não se lembrar como foi o lance do primeiro gol da história do Baixinho.
Paulo Ferreira, o “Paulo Boi”: ele foi o descobridor do Romário e o levou para a Rua Bariri em 1979.O time de infantis do Olaria de 1979, com Romário. O zagueiro Gonçalves e o meia Aílton foram seus companheiros de equipe.
Romário começou no Olaria e sempre fará parte desta centenária instituição. Isso porque o cidadão Romário de Souza Faria é sócio honorário do Olaria Atlético Clube.
“Tem muito João espalhado por aí. Vou voltar mandando fogo no futebol…” (Garrincha, em 1972, logo após assinar contrato com o Olaria).
Em 1972, quando regressou da Itália, Garrincha foi contratado pelo Olaria. Foi na Bariri que o “anjo das pernas tortas” encerrou sua carreira profissional. Na ocasião, a contratação de Garrincha foi um alento para os torcedores do Olaria, ainda revoltados com a injustiça que o clube havia sofrido no ano anterior ao não ter sido incluído no Campeonato Brasileiro, mesmo tendo índice técnico e a renda exigida pela antiga CBD.
O momento em que Garrincha assinava o contrato com o Olaria. Foto: Jornal dos Sports.Garrincha, o primeiro à esquerda, em treinamento com a equipe antes da estreia contra o Flamengo. Foto: Jornal dos Sports.
O JOGO DE ESTREIA
Garrincha ficou por seis meses no Olaria, entre fevereiro e agosto de 1972, quando disputou o Campeonato Carioca pelo clube bariri, além de fazer vários amistosos pelo Brasil afora. Seu jogo de estreia pelo Olaria foi em 23 de fevereiro de 1972, na primeira rodada do estadual, contra o Flamengo no Maracanã. O jogo terminou empatado em 1 a 1.
Naquele dia, uma quarta-feira, 49.276 pessoas pagaram ingresso para assistir a partida, apitada por Airton Vieira de Moraes. O Mané retornava aos gramados vestindo a camisa número 7 listrada do Olaria, que entraria para a história. O Olaria abriu o placar com Gessê, aos 8 minutos do segundo tempo e o Flamengo empatou aos 25 minutos, através de Doval. O Flamengo era dirigido por Zagallo que, antes da partida, entregou uma faixa de tricampeão mundial a Garrincha, como agradecimento a tudo que ele havia feito pelo futebol brasileiro.
Antes do jogo, Zagallo ofertou a Garrincha uma faixa de campeão mundial.Garrincha já com a faixa entregue por Zagallo, momentos antes de seu jogo de estreia pelo Olaria.Zagallo, antes da partida, após colocar a faixa de tricampeão mundial em Garrincha.Garrinha com a faixa de tricampeão mundial ofertada por Zagallo no dia de sua estreia pelo Olaria. Foto: Jornal do Brasil.Jairzinho, o “furacão” da Copa de 1970, também foi homenagear Garrincha na sua estreia pelo Olaria. Foto: Jornal do Brasil.Um lance do jogo da estreia de Garrincha, vendo-se ainda o jogador rubro-negro Zé Mário e o árbitro Airton Vieira de Moraes atento ao lance.Garrincha X Paulo Henrique: o lateral do Flamengo tenta conter o gênio olariense, sob os olhares do árbitro Airton Vieira de Moraes.Garrincha e o zagueiro rubro-negro Reyes. Foto: Jornal do Brasil.Gessê, autor do gol contra o Flamengo, corre para comemorar com Garrincha. Foto: Jornal dos Sports.Jogadores do Olaria comemoram, junto com Garrincha, o gol de Gessê no jogo de estreia contra o Flamengo. O jogo terminou empatado em 1 a 1.A última camisa 7 de Garrincha foi a do Olaria.O jornal O Globo, em sua edição de 24 de fevereiro de 1972, deu destaque à estreia de Garrincha pelo Olaria em sua primeira página.Um lance de Garrincha no jogo contra o América, realizado no estádio de São Januário. Foto: Jornal do Brasil.Garrincha em ação no jogo contra o América, em São Januário, no dia 4 de março de 1972.Garrincha, contra o América, em 21 de maio de 1972, em São Januário.O único jogo de Garrincha pelo Olaria na Bariri foi contra o Bangu, em 16 de abril de 1972.Garrincha com Roberto Pinto, seu companheiro de equipe no Olaria.Garrincha no gramado da Rua Bariri. Muitas vezes ele treinava descalço. foto: Jornal do Brasil.Garrincha foi destaque na capa da Revista do Olaria em abril de 1972.Garrincha, com a camisa do Olaria, foi o grande destaque da capa da revista Placar que anunciava o Campeonato Carioca de 1972.A camisa listrada do Olaria, que já era usava desde 1970, ficou marcada na história do clube por ser o manto envergado por Garrincha na Bariri.O time do Olaria com Garrincha, no estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte, Ceará, antes do amistoso no qual Garrincha marcou seu último gol. O jogo foi no dia 21 de abril de 1972 e Garrincha recebeu o título de “cidadão juazeirense”.Onde quer que fosse pelo Brasil afora com a camisa do Olaria, Garrincha era assediado pelas crianças.Garrincha entre dois adversários, no jogo amistoso Olaria X Caldense, no dia 7 de setembro de 1972, em Poços de Caldas.Garrincha e o time da Caldense, no amistoso Olaria X Caldense, no dia 7 de setembro de 1972, em Poços de Caldas.
Entre fevereiro e agosto de 1972, Garrincha jogou 18 partidas pelo Olaria, sendo 9 jogos oficiais (pelo Campeonato Carioca) e 9 amistosos. Ele marcou 2 gols, sendo o primeiro no amistoso contra o Comercial de Ribeirão Preto, em 22 de março. O último gol de Garrincha como profissional foi em 21 de abril, contra um combinado Guarani/Icasa, em Juazeiro do Norte, Ceará.
Assista a uma das raríssimas imagens de vídeo de Garrincha pelo Olaria. São algumas imagens do jogo de estreia, contra o Flamengo, onde aparece o time do Olaria entrando no gramado do Maracanã, Garrincha dando uma entrevista e ainda uma jogada do “anjo das pernas tortas”.
EMÍLIO CHAMPION – Certamente o primeiro ídolo da história do Olaria. Apelidado de “siri cozido”, por ter o rosto avermelhado, Champion jogou em 1918, quando o Olaria ainda se chamava Olaria Futebol Clube . Jogava como meia-esquerda e há referência a ele como “ídolo” em uma revista do clube de 1947. Diz-se que as moças da época o adoravam e, sempre que ele entrava em campo, presenteavam-lhe com ramos de flores. Não temos imagens disponíveis desse ídolo pioneiro.
WASHINGTON – Maior artilheiro da história do Olaria, brilhou no Campeonato Carioca de 1950. Foi o artilheiro do time na excursão da volta ao mundo em 1954.
Washington: o maior artilheiro da história do Olaria.
MAXWELL – O artilheiro Maxwell brilhou no time de 1950, junto com Washington, na equipe que fez excelente campanha no primeiro campeonato da era Maracanã.
Maxwell: artilheiro, brilhou no campeonato carioca de 1950.
ESQUERDINHA – O ponta esquerda do time do Olaria que fez uma excelente companha em 1950, o primeiro campeonato da era Maracanã.
Esquerdinha, o ponta-esquerda do time de 1950.
MILTON – Goleiro do grande time do Olaria de 1950. Enquanto o grande ataque fazia gols, Mílton fechava a meta bariri.
Milton: o goleiro do grande time de 1950.
CANÁRIO – Um dos melhores pontas-direitas do Brasil. Cria da Bariri, jogou como profissional em 1954, saiu do Olaria para o América e de lá para o Real Madrid, onde foi campeão mundial de clubes jogando com o húngaro Púskas.
Canário: cria da Bariri, acabou no Real Madrid, por onde foi campeão mundial.
LÉO – Goleador, foi vice-artilheiro do Campeonato Carioca de 1955.
Léo: destaque como goleador em 1955.
MAFRA – Zagueiro, jogou quase toda a década de 1960 pelo Olaria, tendo grande identidade com o clube e, como capitão, ainda levantou taça.
Mafra: Jogou no Olaria por quase toda a década de 1960, possuindo grande identidade com o clube. E, como capitão, ainda levantou taça.
CANÉ – Craque e goleador do time de 1962, Cané foi vendido ao Nápoli da Itália, onde se consagrou como jogador e técnico.
Cané: artilheiro que brilhou no início dos anos 1960 e foi vendido para o Nápoli.
CLÁUDIO – Goleiro que brilhou no Olaria em 1961 e 1962 e, depois, no Santos e na seleção brasileira.
Cláudio: da Bariri para a seleção brasileira.
MURILO – Lateral-direito feito no Olaria e que ainda foi para a seleção brasileira. Brilhou no timaço de 1962. Uma das crias mais famosas da Bariri.
Murilo, cria da Bariri, chegou à seleção brasileira. Brilhou no time de 1962.
HAROLDO, O SOMBRA – Zagueiro do consagrado time de 1962, seu apelido não deixa dúvidas: ele era a “sombra” dos atacantes. Em 1963 foi para o Santos, por onde sagrou-se campeão mundial jogando a final contra o Milan.
Haroldo, o Sombra: da Bariri para o mundial de clubes com o Santos.
NAVARRO – Formava a zaga do time de 1962 junto com Haroldo e foi destaque naquele histórico time do Olaria.
Navarro: formou a dupla de zaga com Haroldo em 1962.
NÉLSON: Desde 1959 no Olaria, foi campeão do Torneio Início de 1960 e destaque no time de 1962. Na época, foi cobiçado por vários clubes.
Nélson: Campeão em 1960 e destaque em 1962.
JABURU – Artilheiro do Olaria no campeonato carioca de 1962, Jaburu foi um dos ícones do grande time daquele ano.
Jaburu: o artilheiro do Olaria no grande time de 1962.
RODARTE – Destaque no time de 1962, quando fez a dupla de ataque com Cané, Rodarte foi um dos ídolos daquela época.
Rodarte: brilhou no Olaria em 1962, ao lado de Cané.
ERNANI – Goleiro do time de 1962, teve atuações brilhantes e até heroicas, inclusive jogando grande parte de uma partida contra o Vasco com um braço machucado. E o Olaria venceu o jogo.
O goleiro Ernani brilhou no time de 1962, com atuações heroicas.
ROMEU – O ponta esquerda que brilhou no famoso “Espantalho” de 1962. Craque, tinha um futebol refinado.
Romeu: o ponta-esquerda do time de 1962.
DRUMMOND – Conhecido por ser exímio batedor de pênaltis, foi fundamental na conquista do Torneio Início de 1960 com suas cobranças. Também fez parte do inesquecível time de 1962.
Drummond: o cobrador de pênaltis de 1960, também foi destaque em 1962.
CASEMIRO – Lateral do time de 1962, foi destaque naquele grande time que brilhou no estadual daquele ano.
Casemiro: o lateral-esquerdo que brilhou no time de 1962.
ANTUNES – Grande artilheiro do Olaria em 1968, destacou-se na equipe daquele ano. No jogo de sua estreia, contra o Bangu, marcou os três gols na vitória por 3 a 1.
Antunes: artilheiro em 1968.
FERNANDO PIRULITO – Herói do Olaria em muitos jogos entre 1968 e 1976. Fez parte de vários elencos nesse período.
Fernando Pirulito: Jogador com a pele bariri, deu muitas alegrias aos olarienses.
AFONSINHO – Craque do grande time de 1971, o meia Afonsinho foi eleito naquele ano o melhor jogador do campeonato carioca em sua posição. Entrou para a história por ter ganho na Justiça do Trabalho o passe livre, enfrentando inclusive a ditadura militar. Orgulho dos olarienses, dentro e fora de campo.
Afonsinho: o herói do passe livre brilhou no grande time do Olaria em 1971.
MIGUEL – Zagueiro do time de 1971 que fez história, Miguel foi convocado por Zagallo para a seleção brasileira naquele ano.
Miguel: o zagueiro que foi ídolo do Olaria em 1971 e, nesse mesmo ano, foi convocado por Zagallo para a seleção brasileira.
PEDRO PAULO – Goleiro do timaço de 1971, foi um dos menos vazados em todo o campeonato carioca daquele ano.
Pedro Paulo: um dos goleiros menos vazados em 1971.
ROBERTO PINTO – Meia que foi um craque, brilhou no time de 1971. Também fez parte dos times de 1972, 1973 e 1974. Chegou a acumular as funções de técnico e jogador em 1972.
Roberto Pinto: craque do Olaria entre 1971 e 1974, chegou a acumular a função de técnico.
ALFINETE – Lateral-esquerdo do time de 1971, Alfinete foi cria do Olaria, tendo chegado na Rua Bariri ainda nos juvenis.
Alfinete: o lateral-esquerdo do time de 1971 foi formado na Rua Bariri.
BETO – Goleiro que jogou no time com Garrincha em 1972. Naquele ano, a torcida do Olaria exibia nos estádios uma faixa com os dizeres “Beto 74”, reivindicando que Zagallo o convocasse para a seleção brasileira.
Beto: ele jogou com Garrincha e a torcida olariense o queria na seleção.
MAURO – O zagueiro que personificou a função de capitão do Olaria. Foi o capitão da Taça de Bronze em 1981 e de outras taças conquistadas pelo clube bariri.
Mauro: o capitão da Taça de Bronze.
LUCIANO LIGEIRINHO – Um dos maiores ídolos nos anos 1990, Luciano, apelidado “Ligeirinho”, fez gols que marcaram sua história no Olaria. O gol que marcou em 1999, contra o Fluminense, foi eleito o mais bonito do campeonato carioca.
Ligeirinho: ídolo nos anos 90 e o gol mais bonito do estadual de 1999.
RICARDO BOIADEIRO – Brilhou como artilheiro do Olaria em 2001 e 2003. Comemorava os gols ao estilo “boiadeiro”, girando o laço, e deu muitas alegrias à torcida olariense.
Ricardo Boiadeiro: artilheiro em 2001 e 2003, deu muitas alegrias à torcida olariense.
DARCI – Apelidado de “Darci Cavalo”, foi ídolo e artilheiro do Olaria em 1999, quando deu muitas alegrias e vitórias para a torcida bariri com seus gols.
Darci: ídolo e artilheiro do Olaria em 1999.
CÁSSIO – Goleiro formado na base da Rua Bariri, brilhou na equipe de profissionais de 2002 e 2003, com grandes atuações e defesas de pênaltis decisivos, dando muitas alegrias à torcida olariense.
Cássio: ídolo em 2002 e 2003, com grandes atuações e defesas de pênaltis.
DAVID – Capitão do Olaria em 2010 e 2011, teve grande identidade com o clube e levantou duas taças: Moisés Mathias de Andrade em 2010 e Washington Rodrigues em 2011.
David: capitão em 2010 e 2011.
XANDINHO – Artilheiro em 2021 e 2022, foi o herói do título de campeão da série B1, ao marcar os dois gols do Olaria no jogo final.
Xandinho: o artilheiro bariri em 2021 e 2022.
MACÁRIO – O goleador Macário deu muitas alegrias à torcida do Olaria em 2022 e 2024, marcando gols decisivos dentro e fora da Bariri.
O Estádio Mourão Filho, famoso alçapão da Bariri, no dia do jogo pela Copa do Brasil de 2024 entre Olaria e São Bernardo.
O estádio do Olaria, cujo nome oficial é Antônio Mourão Vieira Filho, foi inaugurado no dia 6 de abril de 1947, durante a presidência de Álvaro da Costa Mello. A construção do estádio foi uma condição para que o Olaria voltasse à primeira divisão, de onde havia sido injustamente afastado em 1937. Na época, foi realizada uma grande campanha para que os olarienses contribuíssem com recursos para a construção daquele que viria a ser um dos estádios mais famosos do Brasil.
Foi então aberto um livro de ouro para registrar as doações e o primeiro a assinar o livro foi o próprio Álvaro da Costa Mello, seguido de Rachid Bunahum e outros olarienses. Ou seja, a construção do estádio do Olaria não contou com qualquer auxílio financeiro dos poderes públicos.
Antes da construção, porém, foi necessária a compra do terreno da Rua Bariri. O terreno foi pago com as contribuições de João Fernandes Ferreira, Rachid Bunahum e Armindo Augusto Ferreira.
Não tardou para que o estádio do Olaria impusesse temor aos adversários e, pouco tempo depois, já era conhecido como “Alçapão da Bariri”, alcunha que se tornou famosa pelo país afora. Até 1971, o campo era paralelo à Rua Bariri, quando teve início a obra de ampliação do estádio e as balizas foram trocadas de posição, com o campo ficando na atual disposição, ou seja, perpendicular à Rua Bariri. A seguir, algumas curiosidades sobre o alçapão mais famoso do Rio de Janeiro:
Colocação da pedra fundamental: A colocação da pedra fundamental do estádio do Olaria aconteceu no dia 23 de abril de 1944, tendo a mesma sido lançada pelo então presidente Sylzed José de Sant’Anna, com a bênção do padre Luiz Mariano da Rocha, da Igreja de São Geraldo
A colocação da pedra fundamental do estádio da Rua Bariri, em 23 de abril de 1944, feita pelo presidente Sylzed José de Sant’Anna Filho, vendo-se ainda o padre Luiz Mariano das Rocha, da Igreja de São Geraldo.Pelo projeto, o campo seria paralelo à Rua Bariri. A partir de 1971, uma obra de reformulação tornou o campo perpendicular à Bariri. Detalhe curioso é que em 1946 já se projetava a construção das piscinas e o parque aquático seria inaugurado em 1965.
Início das obras:Setembro de 1945.
Número de operários na construção: em algumas fases, chegou a contar com 30 operários. No final das obras, em 1947, 22 operários.
Dimensões iniciais do campo:66 X 100 metros.
Inauguração: 6 de abril de 1947.
A construção do Alçapão da Bariri, vendo-se a curva da arquibancada.
Nome oficial do estádio: Antônio Mourão Vieira Filho (médico, educador e político, sua intercessão junto ao poder público sempre foi em prol do Olaria. Foi benemérito e vice-presidente do Conselho Deliberativo do clube).
Mourão Filho, o benfeitor olariense que dá nome ao estádio.
Outras denominações:Alçapão da Bariri, Estádio da Rua Bariri.No passado também era conhecido como “Ratoeira dos Grandes” ou “Cemitério dos Grandes”.
Capacidade de público:Embora a capacidade de público seja de 10.000 pessoas, os protocolos de segurança vigentes subestimam essa capacidade. Assim, segundo o CNEF (Cadastro Nacional de Estádios de Futebol) da CBF, a capacidade oficial do estádio é de 8.300 pessoas e sua capacidade operacional, de 4.980 pessoas.
Maior público:Oficialmente, o maior público já registrado no estádio foi de 10.740 pagantes, no jogo Olaria 4 X 4 Fluminense, no dia 31 de agosto de 1947. Há relatos de públicos maiores do que esse em outros jogos, mas sem nenhuma comprovação oficial. Oficialmente, o público que mais se aproximou desse recorde foi em 20 de março de 1989, no jogo Olaria 1 X 3 Botafogo, quando todos os 10.000 ingressos foram vendidos.
O maior público oficial da história do Alçapão foi no jogo Olaria 4 X 4 Fluminense, em 31 de agosto de 1947.
Primeiro jogo:Fluminense 5 X 4 Vasco da Gama, em 6 de abril de 1947.
As equipes de Vasco e Fluminense formadas no gramado da Bariri no primeiro jogo da história do Alçapão.Flagrante do jogo inaugural do estádio da Rua Bariri entre Fluminense e Vasco, no dia 6 de abril de 1947.A ficha do jogo inaugural do Estádio da Rua Bariri, em 6 de abril de 1947 entre Fluminense e Vasco.
Primeiro gol:Rubinho, do Fluminense, aos 40 minutos do primeiro tempo, contra o Vasco, em 6 de abril de 1947.
Rubinho: autor do primeiro gol da história do Alçapão da Bariri, em 6 de abril de 1947.
Primeiro gol de pênalti:Lelé, do Vasco, em 6 de abril de 1947, contra o Fluminense.
Lelé marcou o primeiro gol de pênalti na história do Alçapão da Bariri, em 6 de abril de 1947.
Primeiro árbitro: Guilherme Gomes, da Federação Metropolitana de Futebol.
Guilherme Gomes: o primeiro árbitro a apitar no alçapão da Bariri.
Primeiro gol do Olaria:Tim, no jogo contra o Flamengo, no dia 10 de agosto de 1947. O primeiro gol do Olaria no Alçapão foi de cabeça, marcado aos 10 minutos do segundo tempo, quando o Flamengo vencia por 2 a 0. O placar final foi 2 a 1 para o time da Gávea.
Tim: o primeiro gol do Olaria no Alçapão da Bariri.
Primeira goleada:Olaria 8 X 3 Bangu, no dia 20 de setembro de 1947, com os gols do Olaria sendo marcados por Limoeirinho (3), Alcino (2), Jorginho (2) e Baiano.
Primeiro jogo interestadual: Olaria 2 X 4 Corínthians, no dia 4 de abril de 1948. Esse jogo foi um amistoso comemorativo do primeiro ano de existência do estádio. A partida também marcou o primeiro confronto entre o Olaria e o Corínthians, que havia sido vice-campeão paulista no ano anterior.
O time do Olaria na Bariri, no primeiro jogo interestadual do estádio contra o Corínthians, em 1948.
Primeiro dos chamados “grandes” a cair no Alçapão:foi o Botafogo, no dia 1º de novembro de 1947, quando o Olaria derrotou o alvinegro pelo placar de 3 a 2.
O primeiro dos chamados grandes a cair no Alçapão da Bariri foi o Botafogo, no dia 1/11/1947: Olaria 3 X 2 Botafogo. Na imagem, Baiano marca o primeiro gol olariense.
Primeiro jogo noturno:O primeiro jogo com refletores no estádio aconteceu em 16 de novembro de 1950. Foi um amistoso entre o Bonsucesso e a Portuguesa Santista, com vitória do rubro-anil pelo placar de 2 a 1.
Primeiro gol noturno:Cidinho, do Bonsucesso, no amistoso contra a Portuguesa Santista, em 16 de novembro de 1950, aos 29 minutos do primeiro tempo.
Cidinho: jogando pelo Bonsucesso, ele marcou o primeiro gol noturno do Alçapão,.
Maior briga em campo: A maior briga da história do Alçapão aconteceu no dia 21 de outubro de 1967, no jogo entre Olaria e América. O jogo não terminou, porque todos os 22 jogadores foram expulsos.
A maior briga no Alçapão: foi em 21 de outubro de 1967, no jogo entre Olaria e América. Todos os 22 jogadores foram expulsos.
Primeiro jogo de Romário pelo Olaria no estádio:Foi no dia 25 de novembro de 1979, na partida de infantis entre Olaria X América. O Olaria goleou por 5 a 1 e Romário marcou seus três primeiros gols oficiais. Segundo o próprio Romário, o primeiro gol oficial de sua carreira foi na baliza à direita das sociais.
O primeiro jogo e o primeiro gol de Romário pelo Olaria na Rua Bariri foi em 25 de novembro de 1979.
Único jogo de Garrincha pelo Olaria na Bariri: Foi no dia 16 de abril de 1972, qaundo o Olaria derrotou o Bangu por 1 a 0. Garrincha ainda jogaria várias partidas pelo Olaria, mas na Bariri essa foi a única, porque naquela época o Olaria jogava muito no Maracanã e em outros estádios.
O único jogo de Garrincha pelo Olaria na Bariri foi contra o Bangu, em 16 de abril de 1972.
Cenas inusitadas mais lembradas:Uma delas foi no dia 14 de agosto de 1955 no jogo entre Olaria e Fluminense, quando Olavo, do Olaria, deu uma carreira no árbitro Antônio Musitano e o perseguiu, fazendo o juiz da partida correr em ziguezague no gramado da Bariri.
Em 1955, na Bariri, Olavo persegue o árbitro Antônio Musitano, que corre desesperadamente.
No dia 30 de abril de 2000, outra cena rocambolesca aconteceu no Alçapão. Foi durante o jogo Olaria X Americano. O Olaria vencia por 1 a 0 e o jogo se aproximava do fim quando o folclórico cidadão de nome José Moura, o famoso “Beijoqueiro”, invadiu o gramado e, com uma lata de coca-cola amassada, simulou um cartão vermelho e “expulsou” o árbitro José Roberto de Souza.
O Beijoqueiro: ele invadiu o gramado da Bariri e “expulsou” o árbitro da partida Olaria X Americano, em 2000.
Outra cena inusitada muito lembrada aconteceu no dia 28 de setembro de 2003, no jogo Olaria 1 X 0 Bangu pela série C do Brasileiro. Torcedores do Olaria conseguiram subtrair a garrafa de água do goleiro do Bangu, que estava atrás do gol, e trocaram o líquido do recipiente por urina. Então, quando foi beber o que pensava ser água, o infortúnio do goleiro banguense foi inevitável.
A partir de 1954, quando realizou a sua primeira excursão ao exterior dando a volta ao mundo, o Olaria se internacionalizou. Depois de 1954, várias outras excursões aconteceram e o Olaria ficaria conhecido pelos quatro cantos do mundo.
Confira os países em que o Olaria esteve presente com sua equipe de futebol e os respectivos anos:
Os países em que o time de futebol profissional do Olaria já atuou estão assinalados com os marcadores em azul.
Turquia – 1954.
Líbano – 1954.
Alemanha – 1954 e 1983.
Inglaterra – 1954.
França – 1954 e 1983.
Espanha – 1954, 1967 e 1995.
Estados Unidos – 1954.
Colômbia – 1954 e 1962.
Equador – 1954.
México – 1962.
Honduras – 1962.
Jamaica – 1962.
Peru – 1962.
Suriname – 1964.
Guiana Francesa – 1964.
Coreia do Sul – 1970.
Hong Kong – 1970.
Indonésia – 1970.
Irã – 1970.
Tunísia – 1983.
Bulgária – 1983.
Haiti – 1991.
Costa do Marfim – 1967.
Benin – 1967.
Gabão – 1967.
Congo – 1967.
Etiópia – 1967.
A delegação do Olaria chega em Istambul, na Turquia, primeira etapa da volta ao mundo em 1954.A equipe do Olaria em Mannheim, Alemanha, em 1954.Em Londres, a troca de flâmulas entre os capitães do Olaria, Moacir, e do West Ham, Allison, na excursão de 1954.No Líbano, o time do Olaria entra no gramado, na excursão de 1954.Equipe do Olaria em Las Palmas, Ilhas Canárias, na excursão de 1954.A delegação do Olaria no aeroporto de Kingston, Jamaica. na excursão de 1962, vendo-se os dirigentes Waldyr Vital e Norberto de Alcântara.O time do Olaria na Indonésia, durante a excursão por países asiáticos em 1970.O time do Olaria, e o quadro adversário na excursão a países asiáticos em 1970.Flagrante de um jogo na excursão à Ásia em 1970.Em Hong-Kong, durante a excursão de 1970, o vice-presidente de futebol do Olaria, Joaquim Teixeira, coloca um escudo do Olaria na lapela do dirigente local.Na Indonésia, o vice-presidente Joaquim Teixeira com os jogadores do Olaria, vendo-se ainda um dirigente local.O Olaria na Bulgária, durante a excursão realizada em 1983.O time do Olaria no Haiti, em 1991.Equipe do Olaria no Haiti, em 1991.No Haiti, o presidente Abrahão Gomes do Nascimento, à esquerda, e atletas junto a um representante local.
TODOS OS JOGOS INTERNACIONAIS DO OLARIA
ANO: 1954 – EUROPA, ÁSIA, AMÉRICA DO NORTE, AMÉRICA DO SUL
Olaria 0 X 1 Fenerbach
Olaria 0 X 2 Besiktas
Olaria 4 X 3 Adalet
Olaria 0 X 0 Galatassaray
Olaria 4 X 1 Selecionado do Líbano
Olaria 3 X 3 Waldof Mannheim
Olaria 2 X 3 Waldof Mannheim
Olaria 3 X 4 Kichers
Olaria 1 X 2 Racing de Estrasburgo
Olaria 0 X 0 West Ham
Olaria 1 X 1 Chelsea
Olaria 1 X 2 Hessesn
Olaria 3 X 1 Schwarz-Weiss
Olaria 2 X 2 Hessen
Olaria 2 X 3 Schweinfurt
Olaria 0 X 0 Nimes
Olaria 1 X 4 Atlético de Madrid
Olaria 3 X 1 Celta de Vigo
Olaria 0 X 3 Union Desportive
Olaria 2 X 2 Union Desportive
Olaria 5 X 2 Tenerife
Olaria 1 X 3 Troyes
Olaria 6 X 0 Seleção de Nova Iorque
Olaria 2 X 2 Rot Weiss
Olaria 1 X 4 Rot Weiss
Olaria 0 X 1 Rot Weiss
Olaria 1 X 1 Rot Weiss
Olaria 4 X 3 Independiente de Santa Fé
Olaria 2 X 5 Independiente de Santa Fé
Olaria 2 X 6 Emelec
ANO: 1962 – AMÉRICA DO NORTE, AMÉRICA CENTRAL, AMÉRICA DO SUL
Olaria 3 X 1 León
Olaria 2 X 3 Monterrey
Olaria 0 X 1 Atlas
Olaria 7 X 1 Seleção Amadora de Honduras
Olaria 1 X 1 Seleção Amadora de Honduras
Olaria 7 X 1 Seleção da Jamaica
Olaria 11 X 1 Seleção da Jamaica
Olaria 2 X 2 Milionários
Olaria 1 X 1 Deportivo Cali
Olaria 1 X 3 Milionários
Olaria 2 X 2 Milionários
Olaria 4 X 2 Unión Magdalena
Olaria 1 X 0 Alianza Lima
ANO: 1964 – AMÉRICA DO SUL
Olaria 0 X 4 Transvaal (Suriname)
Olaria 2 X 0 Robin Hood (Suriname)
Olaria 1 X 1 Robin Hood (Suriname)
Olaria 3 X 3 Saint George (Guiana Francesa)
Olaria 2 X 0 Combinado Local (Guiana Francesa|)
Olaria 4 X 3 Racing (Guiana Francesa)
ANO: 1967 – ÁSIA
Olaria 1 X 1 White Tiger (Seleção B da Coreia do Sul)
Olaria 1 X 1 Blue Dragon (Seleção A da Coreia do Sul)
Olaria 0 X 0 Blue Dragon (Seleção A da Coreia do Sul)
Olaria 2 X 2 Combinado Chinês
Olaria 2 X 0 combinado Chinês
Olaria 1 X 0 Pardedetex-Medan (Indonésia)
Olaria 2 X 1 Persidja (Indonésia)
Olaria 4 X 1 Seleção de Jacarta de Jacarta
Olaria 1 X 2 Seleção da Indonésia
Olaria 1 X 1 OGHAB (Irã)
Olaria 3 X 1 Peikan
Olaria 1 X 0 PASS
Olaria 1 X 2 TAJ (Irã)
ANO: 1983 – EUROPA E ÁFRICA
Olaria 0 X 1 Bordeaux (França)
Olaria 1 X 1 Seleção Júnior da Arábia Saudita (jogo em Túnis)
Na Bariri a torcida do Olaria sempre faz a diferença.
Ao longo de seus mais de cem anos de história, a torcida do Olaria vem escrevendo páginas de paixão nas arquibancadas, seja no alçapão ou fora dele. Conheça os coletivos de torcedores que ao longo do tempo vêm ecoando o nome do Olaria enquanto gritam, sofrem ou se alegram. São as torcidas do Olaria, incentivando o time bariri para chegar à tão almejada vitória. Vejam, ao longo do tempo, quais foram esses “décimos-segundos jogadores” do Olaria:
Terceiro Time – Nos idos dos anos 1940 não existiam torcidas organizadas do modo como conhecemos hoje. Porém, os torcedores já se agrupavam para, em conjunto, torcer e incentivar o time das arquibancadas. Foi em 1948, quando o estádio do Olaria já havia ganho a fama de “alçapão”, que surgiu um grupo de torcedores do Olaria chamado “Terceiro Time”. O grupo era formado por cerca de 40 taxistas, que costumavam se encontrar na estação de Olaria para, dali, seguirem juntos até a Bariri em dias de jogos. Sabe-se que o líder do grupo era um cidadão muito forte, apelidado de “Meningite”. Um dos episódios mais notáveis envolvendo o Terceiro Time ocorreu quando Meningite, inconformado com uma marcação contra o Olaria, invadiu o campo, durante um jogo contra o Vasco. O árbitro era o inglês Mr. Barrik que, ao final da partida, teve que sair escoltado pela polícia e depois fugiu pela linha do trem. Estávamos no auge do alçapão…
Índio Egídio no comando – Nas décadas de 1950 e 1960, o torcedor-símbolo do Olaria era o índio Egídio Queiroz, que seria a representação viva do mascote do clube. Egídio era o líder natural dos torcedores naquela época e conseguia arregimentar ao seu redor vários liderados. Brigão e com seu papagaio no ombro, era capaz de se meter em confusões em defesa do Olaria nas arquibancadas (e, às vezes, fora dela).
O índio Egídio Queiroz: nos anos 1950 e 1960 ele foi o chefe da torcida do Olaria.
A Turma da Pipoca – “Roberto Cavalo” era o líder da turma que se constituía em um bloco de carnaval e, ao mesmo tempo, torcida do Olaria. Era a Turma da Pipoca. Envergando a camisa olariense, eles levavam instrumentos, foguetes, bandeiras para os estádios e ficaram famosos por serem brigões. Mas Roberto Cavalo tinha uma grande retaguarda. Faziam parte de seu “staff” vultos como Albertinho, Cartinha, Zé da Merda, Mamão, dentre outras personalidades. Nelinho, o lateral-direito da seleção brasileira, também fazia parte dessa turma.
Nos anos 1970, a Turma da Pipoca era a grande torcida organizada do Olaria.
Turma da Bateria – Em 1983, José Carlos Ferreira, Edson Soleiro (Camarão) e Zé da Galera criaram uma torcida que ficou conhecida como “Turma da Bateria” e que comandou as arquibancadas na conquista do título da Segundona naquele ano.
Torcida Jovem do Olaria (TJO) – Em 1998, José Fontes, o “Zé Maluco” e Bruno Soares, o “Feijão”, fundam a TJO, que teve como madrinha Marilene Farias (a Tia Lena). Foi Tia Lena que costurou a primeira faixa da TJO. Com o tempo, a torcida cresceu e hoje é a maior organizada do Olaria e, talvez, a maior entre todas dos clubes de menor investimento. A TJO possui um segmento de mulheres, a “Tribo Feminina”, com as guerreiras se fazendo presentes nos jogos no incentivo para a vitória. A TJO está presente em todos os jogos do Olaria, dentro ou fora da Bariri, e sua presença, especialmente quando o time joga em casa, é fator muito importante para a vitória do Olaria.
A TJO em seu local tradicional no Alçapão da Bariri: atrás do gol à esquerda das cabines de rádio.
Chicão do Megafone – Se no carnaval existe o “bloco do eu sozinho”, na torcida do Olaria também. Entre os anos 1990 e 2000, Francisco de Almeida Rodrigues, o Chicão do Megafone, era visto em todos os jogos do Olaria com seu equipamento acústico para incentivar o time, sempre com a camisa do Olaria e sua bandeira. “Olaria! Olaria! Olaria!” foram as palavras que marcaram o Chicão. Mas haviam outros gritos de ordem: “Vamos lá que o Olaria é raça!”, “Cada um com seu cada qual!” eram palavras de ordem do Chicão. E, para protestar contra a arbitragem o mantra era: “O que é isso juizão?” O canto que hoje ecoa na torcida do Olaria, foi criado por ele: “Olê, olê, olê, olá… Olaria!”
Chicão do Megafone, torcedor-símbolo do Olaria nos anos 1990-2000, famoso pelo seu equipamento acústico e pelos seus bordões. Olaria ! Olaria! Olaria!
Bravura Azul – Criada em 2009, por iniciativa de Victor Abreu e Raphael Belloti, a Bravura Azul foi a primeira torcida “barra brava” da história do Olaria. Caracterizava-se por ter o estilo das torcidas argentinas, cantando todo o tempo e incentivando o time durante os 90 minutos. Seguindo o estilo dos hermanos, usavam trapos, pequenas bandeiras e chapéus.
A Bravura Azul, com seus trapos, atrás do gol à direita das cabines de rádio.
Império Olariense – Fundada em 2013 por Vitor Vital, Pedro Reis Vital, Douglas Atabe e Matheus Garcia, era muito vista nos estádios principalmente até 2015. Tinha como lema a frase “Movidos pela honra” . A torcida tinha muitas bandeiras e, em suas camisas, uma coroa dourada encimava o escudo do Olaria.
A Império Olariense na social do Alçapão da Bariri.
Em 1954, o Olaria realizava a sua primeira excursão internacional. Mas essa excursão entraria para a história por ter sido a primeira vez (e até hoje a única) em que um time de futebol dava uma volta ao mundo. Nunca nenhum clube brasileiro conseguiu igualar o feito do Olaria. Foram mais de três meses de excursão, com o time saindo do Brasil em 19 de março e só regressando em 8 de julho. Foram ao todo 30 jogos, em que o Olaria realizou partidas na Turquia, Líbano, Alemanha, Luxemburgo, Espanha, França, Inglaterra, Estados Unidos, Equador e Colômbia.
Foi literalmente uma volta ao Mundo, pois o Olaria saiu do Rio de Janeiro em direção à Turquia, Líbano, depois Europa, América do Norte e América do Sul. Ou seja, o Olaria seguiu em direção à leste e retornou pelo oeste.
Nessa excursão, o Olaria enfrentou as seguintes equipes: Fenerbach, Galatassaray, Besiktas e Adalet (Turquia), Atlético de Madrid, Celta de Vigo, Tenerife e Union Desportive (Espanha), Chelsea e West Ham (Inglaterra), Nimes, Racing de Estrasburgo e Troyes (França), Hessen, Waldof Mannheim, Schweinfurt e Rot Weiss (Alemanha), Independiente de Santa Fé (Colômbia), Emelec (Equador), além de um selecionado libanês e o selecionado de Nova Iorque.
Com nessa excursão, o Olaria se tornou o primeiro clube brasileiro a enfrentar o Chelsea fora do Brasil, muito antes de Corínthians e Palmeiras. Foi também nessa excursão que o Olaria se tornou o primeiro clube brasileiro a jogar em Luxemburgo e no Líbano.
Abaixo, o mapa que apresenta o roteiro da excursão da volta ao mundo do Olaria realizada em 1954. O Olaria saiu do Rio de Janeiro rumo à Turquia, depois, Líbano e vários países europeus e daí para os Estados Unidos, Colômbia e Equador, voltando pela Argentina. A volta ao mundo estava realizada.
No gramado da Bariri, a delegação do Olaria com seu uniforme internacional antes do embarque para a Turquia em 1954. Em pé, da esquerda para a direita: J. Alves, Ananias, Jorge, Celso, Oswaldo, presidente Many Chrockatt de Sá, Renato, Rafael, Moacir, Olavo e Dodô. Agachados, na mesma ordem: massagista Zoé Medeiros, Garcia, Washington, Mário, Roberto, Gringo, Maxwell e Moreno.A delegação do Olaria chega em Istambul, na Turquia, primeira etapa da volta ao mundo em 1954.A equipe do Olaria em Mannheim, Alemanha, em 1954.Em Londres, a troca de flâmulas entre os capitães do Olaria, Moacir, e do West Ham, Allison, na excursão de 1954.No Líbano, o time do Olaria entra no gramado, na excursão de 1954.
Adversários
Abaixo, apresentamos os adversários do Olaria na excursão da volta ao mundo. Contra alguns deles, o Olaria chegou a jogar por mais de uma vez.
Os detalhes sobre a excursão da volta ao mundo do Olaria em 1954 são relatados no livro A Volta ao Mundo em 30 Jogos, de Pedro Paulo Vital.
O Escudo: As primeiras cores do Olaria foram o preto e o branco e seu primeiro escudo consistia em um losango branco com as iniciais “O.F.C.” (Olaria Futebol Clube). Esse primeiro escudo vigorou até 1920, quando o clube mudou também sua denominação, passando a se chamar Olaria Atlético Clube, e cores, passando a ser azul e branco.
A primeira bandeira do Olaria, com o primeiro escudo, que vigorou até 1920.
O atual escudo data de 1920, quando o clube era presidido por Sílvio e Silva e, segundo a tradição, foi desenhado por um associado cujo apelido era “Gasolina”. Desconhece-se, porém, a real identidade desse pioneiro desenhista olariense. O escudo do Olaria, rico em detalhes, tem o fundo azul C300 na escala pantone, sendo sua linha de construção um retângulo com medida de 4 X 5 módulos e apresenta, em branco, as insígnias que representam os esportes passados e atuais praticados pelo clube: a raquete representa o tênis; o remo, a âncora e o timão representam a tradição náutica do clube, que existiu até 1930; no centro do escudo, a bola representa a razão de ser do Olaria: o futebol. No interior da bola, alguns traços simulam a costura da mesma, que ainda traz as iniciais “O.A.C.” (Olaria Atlético Clube).
O atual escudo do Olaria. Representando os esportes atuais e passados praticados pelo clube, ele foi lançado em 1920. O escudo foi idealizado pelo presidente Sílvio e Silva e sua primeira versão foi desenhada pelo associado cujo apelido era “Gasolina”.
A Bandeira: A bandeira do Olaria tem a mesma construção modular da bandeira nacional e é constituída de um retângulo azul C300 na escala pantone de 20 X 14 módulos. Dentro do retângulo insere-se um losango branco cujos vértices distam 1,7 módulos do retângulo, tendo as tiras do losango 0,25 módulos de espessura. No centro do losango, insere-se o escudo do Olaria, acima do qual aparece uma estrela de bronze, alusão à conquista do Campeonato Brasileiro – Taça de Bronze de 1981. A presença do losango na bandeira é uma referência ao formato do primeiro escudo, mantendo-se assim a tradição lançada pelos pioneiros olarienses que fundaram o clube em 1915.
A bandeira oficial do Olaria: ela tem a mesma construção modular da bandeira nacional.
O Hino: O hino oficial do Olaria, composto por Lamartine Babo, tem a seguinte letra:
Olaria, teu esforço e tua glória estão crescendo dia a dia
Olaria, tua pujança tua vida, envaidecem tua torcida
Olaria, tua camisa azul e branca tem um “quê” de simpatia
Realizando sonhos mil
Tu serás o pioneiro dos esportes no Brasil.
Clube da faixa azul celeste
Tu vieste da Zona Norte
Clube da faixa azul celeste
És do esporte, pelo esporte.
A primeira gravação do hino do Olaria foi no ano de 1950, em formato do antigo compacto simples, na voz do cantor Nuno Roland e a participação de Francisco Sergi e Sua Orquestra, pela gravadora Continental. A denominação original da composição é “Marcha do Olaria”.
Lamartine Babo: o autor do Hino do Olaria.Nuno Roland: a voz da primeira gravação do Hino do Olaria, em 1950.
Os Uniformes: Desde que se tornou azul em branco, em 1920, a camisa branca com a faixa azul é o uniforme número 1 do Olaria. A camisa azul com a faixa branca só começou a ser utilizada em 1950. O Estatuto do Olaria prevê, no entanto, alterações no uniforme para fins competitivos, desde que respeitado o escudo do clube. Foi exatamente nesse sentido que foram lançadas as camisas alusivas às participações do Olaria na Copa do Brasil de 2024 e 2025, cujas cores azuis não são na tonalidade oficial, mas o escudo está respeitado, o mesmo tendo ocorrido com outros modelos alternativos.
Após o clube se tornar azul e branco, em 1920, a camisa branca de faixa azul passou a ser usada. Até 1950 ela era a única, sendo por isso a mais tradicional. Inspirou Lamartine Babo, quando compôs a letra do hino: “clube da faixa azul celeste…” O modelo acima foi lançado em 2015, em comemoração ao centenário do clube e ostenta a logomarca do centenário na parte superior.Modelo alternativo com o escudo acima da faixa azul.Modelo alternativo com a faixa azul, usado nos anos 1990.A camisa azul com a faixa branca começou a ser usada pelo time em 1950. Naquele ano, o Olaria realizou excelente campanha no campeonato carioca.Modelo alternativo, com o escudo acima da faixa branca. Esse modelo foi usado em 2019.A camisa listrada foi lançada em 1970 e marcou o grande time de 1971. Foi o modelo usado por Garrincha em 1972, entrando definitivamente para a história. Até hoje suas versões retrô são muito procuradas por torcedores.A camisa branca com o escudo fez história, pois foi o modelo usado pelo time no último jogo da final da Taça de Bronze, contra o Santo Amaro.Camisa quadriculada, lançada em 2010. Também chamada de “camisa croata”. Sua estreia foi no campeonato estadual daquele ano, no jogo contra o Botafogo.Camisa alusiva aos 40 anos de conquista da Taça da Bronze, lançada em 2021. Foi usada pela primeira vez no jogo contra o Nova Cidade, pelo estadual da série B1. Ostenta os nomes de todos os atletas, membros da comissão técnica e dirigentes envolvidos na maior conquista do futebol olariense.Modelo de terceiro uniforme lançado em 2023 com duas tonalidades de azul.Modelo de quarta camisa usado em 2023.Camisa alusiva à participação do clube na Copa do Brasil de 2024. Usada no jogo contra o São Bernardo.Modelo alternativo lançado em 2024, com diferentes tons de azul.Camisa lançada na participação da Copa do Brasil de 2025, Usada nos jogos contra o ABC e Brusque.Modelo lançado em 2025, usado pela primeira vez no jogo contra o Petrópolis, pelo Campeonato Estadual da Série A2.Modelo branco lançado em 2025, com a faixa em dois tons de azul.Modelo lançado em 2025, com diferentes tons de azul.
A presente lista abrange todos os técnicos do Olaria na era do futebol profissional, oficialmente iniciada em 1933. No entanto, começamos a relação a partir de 1931, ano em que o Olaria se sagrou campeão invicto da segunda divisão da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos), ascendendo pela primeira vez em sua história à primeira divisão.
1931 – Gilberto Pinto.
1932 – Rachid Bunahum.
1933 – Mário Dias de Andrade.
1934 – José Machado.
1935 – Gentil Alves Cardoso.
1936 – João Pinto.
1937 – Aggeu da Silva.
1938-1946 – O Olaria, afastado injustamente da nova liga (a Liga Carioca de Futebol) após a pacificação do futebol carioca em 1937, não disputou a categoria de profissionais entre 1938 e 1946.
1947 – Aymoré Moreira, Manuel da Silva Alves (Neco) e José Rodrigues Marcelino.
1948 – Manuel da Silva Alves (Neco), Gentil Cardoso e Aymoré Moreira.
1949 – Aymoré Moreira, Aroldo Batista e Gentil Cardoso.
1950 – Domingos da Guia.
1951 – Abel Picabea Alero e Jair Boaventura.
1952 – Délio Neves.
1953 – Valter Peixoto, Neco, Gentil Cardoso, Domingos da Guia e Jair Boaventura.
1954 – Délio Neves.
1955 – Jair Boaventura.
1956 – Jair Boaventura.
1957 – Valter Goulart (Santo Cristo).
1958 – Jair Boaventura e Délio Neves.
1959 – Ademir Menezes.
1960 – Délio Neves e Daniel Pinto.
1961 – Jorge Vieira.
1962 – Davi Ferreira (Duque).
1963 – Davi Ferreira (Duque).
1964 – Jorge Vieira.
1965 – Davi Ferreira (Duque).
1966 – Daniel Pinto.
1967 – Daniel Pinto e Paulo de Almeida Ribeiro (Paulinho de Almeida).
1968 – Carlos José Castilho.
1969 – Amaro Viana Barbosa.
1970 – Paulo de Almeida Ribeiro (Paulinho de Almeida).
1971 – Jair Rosa Pinto.
1972 – Jorge Ferreira e Roberto Pinto.
1973 – Roberto Pinto e Jair Rosa Pinto.
1974 – Amaro Viana Barbosa, Paulo Baltar e Paulo de Almeida Ribeiro (Paulinho de Almeida).
1975 – Américo Faria e Daniel Pinto.
1976 – Américo Faria.
1977 – Jorge Ferreira.
1978 – Carlos Alberto da Luz.
1979 – Carlos Alberto da Luz.
1980 – Antônio Lopes e Paulo Azeredo.
1981 – Davi Ferreira (Duque) e Renê Simões.
1982 – Américo Faria e Alcir Portela.
1983 – Alcir Portela.
1984 – José Antunes Coimbra (Antunes) e Roberto Pinto.
1985 – Alcir Portela
1986 – Humberto Redes.
1987 – Silas Gonçalves de Oliveira.
1988 – Heron Ricardo Ferreira.
1989 – Moisés Mathias de Andrade e Antônio José Fernandes Barroso (Toninho Barroso).
1990 – Antônio José Fernandes Barroso (Toninho Barroso).
1991 – Joel Pinheiro.
1992 – Heron Ricardo Ferreira.
1993 – Heron Ricardo Ferreira.
1994 – José Claudinei Giorgini (Valinhos).
1995 – José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade) e Nilson Gonçalves.
1996 – José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade).
1999 – José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade).
2000 – José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade).
2001 – Mário Marques Coelho.
2002 – Marcelo Cabo, José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade) e Sérgio Cosme Cupello Braga (Sérgio Cosme).
2003 – Sérgio Cosme Cupello Braga (Sérgio Cosme).
2004 – Antônio Lopes dos Santos Júnior e Denson Celço Costa Melo (Deninho).
2005 – Artur dos Santos Lima (Arturzinho) e Mílton Queiroz da Paixão (Tita).
2006 – Artur dos Santos Lima (Arturzinho).
2007 – Flávio Annunziata, Dário Lourenço e José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade).
2008 – José Antônio Rabelo de Andrade (Toninho Andrade).
2009 – Amílton da Silva Oliveira.
2010 – Domingos Elias Alves Pedra (Dé).
2011 – Cleimar Carvalho Rocha.
2012 – Amílton da Silva Oliveira.
2013 – Francisco Assis da Silva Júnior (Chiquinho de Assis) e Luiz Antônio Ferreira.
2014 – Cleimar Carvalho Rocha.
2015 – Ronald dos Santos Cabral, Antônio Carlos Mendes de Souza (Roy) e Luciano Silva (Ligeirinho).
2016 – Luciano Silva (Ligeirinho) e Fernando Santos.
2017 – Fernando Santos.
2018 – Fernando Santos e Ademir Fonseca.
2019 – Israel Venâncio Ferreira.
2020 – Jairo Francisco e Fernando Santos.
2021 – Paulo José da Silva Olivério (Palinha).
2022 – Paulo José da Silva Olivério (Palinha).
2023 – Paulo José da Silva Olivério (Palinha) e Wendel Costa.
2024 – Edson Santana de Souza.
2025 – Marcus Alexandre de Oliveira Cravo.
2026 – Hermes Júnior.
Rachid Bunahum, o técnico do Olaria em 1932, primeiro ano em que o clube disputou a primeira divisão.Aymoré Moreira: O técnico que comandou a seleção brasileira bicampeã da Copa no Chile, em 1962, começou sua carreira de treinador no Olaria, em 1947.Neco, o técnico que comandou a equipe do Olaria no primeiro ano do alçapão (1947), com o time realizando uma grande campanha naquele ano e sendo apelidado de “O Fantasma Bariri”.Gentil Cardoso em 1949, quando era técnico do Olaria.Domingos da Guia, o técnico que comandou o Olaria no primeiro campeonato carioca da Era Maracanã, em 1950, quando o Olaria realizou ótima campanha e chegou em quinto lugar, à frente de Flamengo e Fluminense. Domingos da Guia era apelidado de “Cacique”.Jair Boaventura: ntre 1951 e 1958, ocupou por diversas vezes o cargo de treinador do Olaria. Além de ótimo profissional, também era um grande olariense.Délio Neves foi o técnico da equipe que deu a volta ao mundo em 1954 e também comandou o Olaria na conquista do Torneio Início de 1960, que fez do Olaria o primeiro campeão do recém-criado Estado da Guanabara.Jorge Vieira comandou a equipe do Olaria em 1961, trabalho fundamental na formação do time que seria a sensação do campeonato no ano seguinte. Seu auxiliar era Duque, que no ano seguinte assumiu o comando do time.O ex-goleiro Castilho, que iniciou sua carreira no Olaria, comandou a equipe profissional em 1968.Jair Rosa Pinto. o “Jajá de Barra Mansa, como era conhecido, foi o técnico do grande time do Olaria de 1971, que chegou em terceiro lugar no Campeonato Carioca daquele ano. Também foi o técnico do Olaria na primeira participação do clube no Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, em 1973.Antônio Lopes: lançado como técnico no Olaria, comandou a equipe bariri em 1980, conquistando todos os títulos que disputou naquele ano: o Torneio de Acesso à primeira divisão, o Torneio Incentivo Ary Magalhães e a Taça Alfredo Curvelo. Antônio Lopes formou a equipe que seria a base para a conquista do Campeonato Brasileiro da Taça de Bronze no ano seguinte.Duque: o técnico campeão brasileiro da Taça de Bronze em 1981, também comandou o grande time de 1962 e o time que disputou o Torneio Rio-São Paulo em 1963.Alcir Portela entrou para a história do Olaria por ter comandado o time campeão estadual da segunda divisão de 1983.Sérgio Cosme: Técnico que dirigiu o time que chegou à semifinal da série C do Brasileiro em 2002.Tita dirigiu a equipe do Olaria que disputou a Copa Record em 2005, sendo o time bariri vice-campeão depois de perder o título para o Flamengo nos pênaltis.Amílton Oliveira comandou a equipe do Olaria de 2009, que chegou ao vice-campeonato estadual da segunda divisão e conquistou o acesso para a primeira divisão.Dé, o “aranha”, dirigiu o time do Olaria em 2010. Além de fazer ótima campanha no estadual daquele ano, a equipe comandada por Dé ainda conquistou o Troféu Moisés Mathias de Andrade.Cleimar Rocha foi o técnico da grande campanha do Olaria em 2011, quando o time bariri chegou à semifinal da Taça Rio, além de ter sido campeão do Troféu Washington Rodrigues.Palinha dirigiu o Olaria por três anos, período em que comandou a equipe nas conquistas dos títulos de Campeão Estadual da série B1 em 2021 e da Taça Corcovado em 2022.Edson Souza: técnico do Olaria em 2024, chegou a duas finais e classificou o time para a Copa do Brasil.