Categoria: Blog Memórias da Bariri – Pedro Paulo Vital

  • OS PRIMÓRDIOS DO JUDÔ NO OLARIA

    A primeira turma de judô do Olaria, em 1968, com o professor Edson Marconi.

    Foi em 1968, quando o Olaria era presidido por Norberto de Alcântara e na vice-presidência de Esportes Amadores atuava Edmundo dos Santos, que, pela primeira vez em sua história, o Olaria teve a prática do judô. O esporte viria, com o tempo, se tornar tradicional no clube e o espaço inicial em que o judô era praticado já possuía toda uma tradição: ficava em uma sala onde já tinha sido a Escolinha João Lyra Filho e o Departamento Náutico. Tempos depois, o espaço seria demolido para a construção da social do estádio e, hoje, ali se encontra parte da academia que funciona no clube.

    O primeiro professor da história do judô olariense foi Edson Marconi e, como mostram as imagens da época, a adesão foi muito grande. Em alguns poucos anos o Olaria iria fomentar atletas que seriam campeões e que trariam muitos troféus para a galeria da Bariri.

    Todo aquele tempo, aquele primeiro professor, os primeiros alunos e atletas, as primeiras conquistas também fazem parte de um Olaria eterno.

    A seguir, mais algumas imagens dos primórdios do judô no Olaria Atlético Clube:

    A turma do judô nos primórdios do esporte no Olaria.
    Equipe de judô do Olaria em 1968.
    Um aula de judô no primeiro espaço, no início da prática do esporte no clube em 1968.

  • 1972: A CAMISA LISTRADA CHEGA AO BASQUETE

    Equipe do Olaria campeã de basquetebol de 1972, categoria aspirantes, com atletas, comissão técnica e dirigentes.

    O ano de 1972 é marcado, na história do Olaria, pela consagração da camisa listrada, usada por Garrincha nos gramados. Lançada em 1970, a camisa listrada já havia sido consagrada pelo grande time de 1971. Porém, em 1972 ela seria exportada do gramado para a quadra de basquete. Naquele ano, usando a camisa listrada, o Olaria sagrou-se campeão de basquete na categoria aspirantes, com a equipe comandada por Heleno Fonseca.

    Quem viveu aquele tempo áureo do basquete bariri lembra que, com o ginásio ainda em construção, a quadra era improvisada no próprio salão social do clube, com piso de taco e a marcação do basquete, numa época em que ainda não existia a cesta de 3 pontos, mas os grandes times do Olaria obtinham vitórias por placares elásticos. A equipe aspirante campeã de 1972 tinha os atletas Creston, Edir, Alfinete, Brito, Washington, Chico, Elton, Paulinho, Leonardo, Renato, Gabriel, Dalton e Diogo. Naquele certame, foram 11 jogos, com 10 vitórias e apenas uma única derrota.

    Mas não apenas o basquete masculino, usando a camisa listrada, fez bonito naquele ano de 1972. A equipe feminina juvenil também foi campeã, usando nas quadras a camisa listrada que Garrincha usava nos gramados.

    Enfim, fosse no futebol ou no basquete, o Olaria dava muito orgulho aos seus torcedores. E a camisa listrada de azul e branco ficaria para sempre na história e na memória, como marca de orgulho dos olarienses.

    Dirigentes, comissão técnica e atletas do basquete feminino do Olaria de 1972. A camisa listrada continuava fazendo história nas quadras.

  • EM 1962, UMA VISITA ILUSTRE

    No gramado da Bariri, a atriz Brigite Blair, entre os ídolos Haroldo e Romeu, do grande time de 1962. Foto: Jornal dos Sports.

    O time do Olaria de 1962 ficou tão famoso, que acabou atraindo gente famosa. Foi o que aconteceu no dia 17 de outubro de 1962,quando a atriz Brigite Blair visitou o Olaria, com direito a posar para fotos com craques do grande time daquele ano.

    Brigite Blair veio à Rua Bariri convidar os jogadores do Olaria para o lançamento da revista “Fatos & Fofocas”. O lançamento da revista tinha uma nobre causa: seria em benefício do Sindicato dos Profissionais de Futebol. Na oportunidade, os craques olarienses Haroldo e Romeu foram fotografados ao lado da ilustre visitante. Aquele 17 de outubro de 1962 foi um dia de festa na Bariri, com a presença da famosa visitante, numa época em que o time de futebol do Olaria fazia uma de suas melhores campanhas da história.

  • 1931: CAMPEÃO INVICTO E O PRIMEIRO ACESSO

    Equipe do Olaria campeã invicta de 1931 da segunda divisão. Foto: Diário da Noite, 31/10/1931.

    Nessa primeira coluna das “Memórias da Bariri”, lembraremos o primeiro acesso do Olaria à primeira divisão do futebol carioca, conquistado em 1931, quando sagrou-se campeão, de forma invicta, do Campeonato da Segunda Divisão da AMEA.

    Em 1931 o Olaria disputou um dos campeonatos mais difíceis, senão o mais difícil, de sua história: a segunda divisão da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos). Em jogo a única vaga para a elite do futebol do Rio de Janeiro, que na época ainda era o Distrito Federal. O número de participantes? Dezesseis! E só o campeão seria promovido à primeira divisão. E mais: o campeonato seria em turno e returno, em pontos corridos, um total de 30 jogos. E o Olaria conseguiu sagrar-se campeão sem sofrer sequer uma derrota, ficando 30 jogos invicto.

    Naquele mesmo ano de 1931 surgia o Jornal dos Sports que, por muito tempo, ficaria famoso pelas folhas cor de rosa e seria a referência do noticiário do futebol carioca. O Jornal dos Sports, então, ofertou o troféu ao campeão. Daí o nome do troféu: Troféu Jornal dos Sports, que acabou indo para a Bariri, que naquela época não se chamava Bariri e sim Cândido Silva.

    Foram 25 vitórias e 5 empates e o Olaria respondia triunfalmente em campo ao golpe que havia sofrido em 1937, quando da pacificação do futebol carioca e seu injusto afastamento da divisão principal de profissionais. E mais: Gaguinho, do Olaria, foi eleito o melhor jogador do campeonato, na votação promovida pelo Jornal dos Sports.

    E TEVE FESTA NA… CÂNDIDO SILVA…

    Sim, porque em 1931, a Rua Bariri ainda se chamava Cândido Silva. Às vésperas do último jogo, contra o Everest, que seria na Cândido Silva, a direção do Olaria preparou uma grande festa para os campeões. O Jornal dos Sports, em sua edição de 4 de dezembro de 1931, noticiou que, antes da partida, haveria uma salva de 21 tiros de morteiro para receber os campeões invictos e ainda a presença da banda de clarins da Brigada Policial.

    E não era só. O jornal também informava que “uma comissão de encantadoras senhoritas oferecerão aos gloriosos campeões invictos de 1931 uma linda cesta de perfumadas flores.”

    A CLASSIFICAÇÃO FINAL

    1° OLARIA – (CAMPEÃO INVICTO), 55 pontos.
    2° Mackenzie, 48 pontos.
    3° Modesto, 47 pontos.
    4° Engenho de Dentro, 45 pontos.
    5° River, 39 pontos.
    6° Everest, 33 pontos.
    7° Confiança, 31 pontos.
    8° Mavilis, 30 pontos.
    9° Anchieta, 27 pontos.
    9° Bandeirantes, 27 pontos.
    11° Argentino, 25 pontos.
    12° Municipal, 18 pontos.
    13° Brasil Suburbano, 17 pontos.
    14° Cordovil, 15 pontos.
    15° América Suburbano, 12 pontos.
    16° Central, 10 pontos.

    Flagrante do jogo Olaria X Mackenzie em 1931, vendo-se o jogador olariense Teodomiro contra dois adversários.

    Os atletas olarienses que participaram dessa histórica conquista foram: Amaury, Nicanor, Campos, Bolinha, Mamão, Claudionor, Horácio, Gaguinho, Vieira , Aragão, Pierre, João Pinto, Fraga, Eugênio, Preá, Theodomiro, Pavão, Jayme, Rubem, Campos, Severino, Ovídio e Norival.

    Técnico: Gilberto Pinto

    Massagista: Benedicto dos Santos

    Presidente do Olaria: Gelmerez de Mello.

    Diretor de Esportes: Albano Rangel.

    Albano Rangel, diretor de esportes por ocasião do campeonato invicto de 1931.
    Hermes, um dos campeões de 1931.
    Amaury: o goleiro campeão de 1931.
    Nicanor: o zagueiro campeão de 1931.
    Bolinha: campeão de 1931.
    Fraga: campeão de 1931.
    Mamão: o centro-avante campeão de 1931.
    Horácio: campeão de 1931.
    Gaguinho: campeão de 1931 e eleito melhor jogador do campeonato na votação feita pelo Jornal dos Sports.
    Vieira: campeão de 1931.
    Pavão: ponta-esquerda campeão em 1931.
    Aragão: campeão de 1931.
    Jaime: campeão de 1931.

    O elenco do Olaria campeão invicto da segunda divisão em 1931, conquista que garantiu o primeiro acesso do time em sua história.