Categoria: Blog Memórias da Bariri – Pedro Paulo Vital

  • 1970: QUANTO A VELHA GUARDA SE ENCONTRAVA – PARTE 5

    Da esquerda para a direita: Nélson Carneiro, Altemar Dutra de Castilho, Álvaro da Costa Mello, João Lyra Filho, João Havelange, José Maria de Carvalho Júnior, Venâncio Igrejas e Amaral Peixoto.

    A foto acima foi tirada no dia 5 de janeiro de 1970, no salão social do Olaria. Era a posse do patrono Álvaro da Costa Mello como presidente do clube. Naquele dia, que entraria para a história do Olaria, diversas personalidades do esporte e da política estiveram presentes na Rua Bariri para prestigiar o patrono olariense.

    A imagem registra vários nomes da velha guarda olariense, como Nélson Carneiro, que na época era deputado e que, naquele mesmo ano, seria eleito senador e, em 1974, se tornaria presidente do Conselho Deliberativo do Olaria. Vemos também o benemérito João Lyra Filho, um dos maiores responsáveis pelo retorno do Olaria à primeira divisão em 1947. E ainda João Havelange, então presidente da CBD e também benemérito do clube e José Maria de Carvalho Júnior, que também tomava posse como primeiro vice-presidente e que assumiria a presidência em 1972.

    Mas vemos também ilustres convidados, como Altemar Dutra de Castilho, então presidente do Botafogo, o ministro Venâncio Igrejas e o então deputado Amaral Peixoto.

    Naquele dia de gala no Olaria, a velha guarda da Bariri se encontrou para festejar aquela que seria a terceira passagem do patrono Mello na presidência do clube. E hoje o Olaria Eterno relembra aquele histórico dia em que o patrono também se tornou presidente.

  • 1946: A COMISSÃO DE OBRAS DO ALÇAPÃO

    Acima: Álvaro da Costa Mello, Armindo Augusto Ferreira e Antônio Pereira Pinto. Abaixo: José Rodrigues Marcelino e José Rodrigues de Carvalho. O quinteto formou a comissão de obras para a construção do histórico Alçapão da Bariri.

    A inauguração do estádio da Rua Bariri em 1947, mais tarde nomeado oficialmente Mourão Filho e que entrou para a história com a alcunha de “Alçapão”, foi a realização de um dos maiores sonhos dos olarienses. Mas tudo começou em 1946, quando o então presidente Álvaro da Costa Mello nomeou uma comissão de obras que comandaria a empreitada. A comissão foi composta pelo próprio presidente Mello e também por Armindo Augusto Ferreira, Antônio Pereira Pinto, José Rodrigues Marcelino e José Rodrigues de Carvalho.

    A comissão não era um grupo de burocratas encastelados em gabinetes. Ao contrário. Como se diz comumente, eles “metiam a mão na massa”. Comandados por Álvaro da Costa Mello, todos eles contribuiram para a realização do grande sonho olariense, cada um a seu modo. Antônio Pereira Pinto, que era mais conhecido como “Cara Larga”, ficou famoso por fiscalizar de perto as obras e ordenar que, ao final do expediente, todos os dias, os pregos entortados fossem desentortados para que pudessem ser reaproveitados, evitando assim qualquer desperdício.

    José Rodrigues Marcelino era visto com frequência no terreno, na companhia de operários, fazendo as primeiras perfurações onde, mais tarde, seria erguido o histórico alçapão.

    O Olaria em Revista, informativo oficial do clube, publicou em sua edição de julho de 1947 uma nota exaltando a entrega dos membros da comissão de obras do estádio:

    “Os cinco membros da nossa comissão de obras trabalharam 18 meses consecutivos para a grandeza do nosso clube sem receberem remuneração, e ainda assinando no livro de ouro vultosas quantias.”

    Sem qualquer subvenção pública, os recursos para a realização do sonho dos olarienses foram obtidos com as próprias contribuições dos olarienses, através do livro de ouro e de várias listas que foram passadas.

    Hoje o Memórias da Bariri relembra a abnegação desses cinco grandes olarienses que comandaram a realização daquilo que muito orgulha os torcedores bariris: o eterno Alçapão.

    Uma relíquia da história do alçapão da Bariri: a lista de registro de doações para a construção do estádio, com 25 assinaturas, que pertenceu ao membro da comissão de obras José Rodrigues Marcelino.

  • 1973: OLARIA – A BASE DA SELEÇÃO FEMININA DE BASQUETE

    A seleção carioca juvenil feminina de 1973, da qual o Olaria foi a base. As jogadoras do Olaria são: Gilse (11), Mariza (14), In-Coelun (4), Cidalina (7), Vera (9), Índia (8) e Josemary (15). À esquerda o técnico Dagberto e à direita o chefe da delegação Edmundo Cigarro, ambos do Olaria.

    Nos anos 1970 o Olaria era uma grande potência do basquetebol. Em 1972 o clube bariri foi campeão na categoria aspirante adulto e em 1973 a equipe feminina juvenil levantou a taça. E essa equipe feminina que foi campeã era tão boa que, naquele ano de 1973, seria a base da seleção carioca que disputou o torneio de seleções no Rio Grande do Sul e chegou em terceiro lugar entre 13 seleções participantes.

    Das 12 atletas convocadas para a seleção do Estado da Guanabara, 7 eram do Olaria: Vera, Cidalina, Josemary, Mariza, Índia, In-Coelun e Gilse. A seleção foi complementada com três jogadoras do Vasco, uma do Jequiá e uma do Municipal. E não ficou só aí. O técnico da seleção, Dagberto, também era do Olaria e o chefe da delegação também era do Olaria: Edmundo Cigarro, vice-presidente de Esportes Amadores. Era praticamente o Olaria representando o nosso estado.

    Sabe-se que, na ocasião, a imprensa gaúcha publicou muitos elogios ao basquete carioca, tão bem representado e esses elogios foram feitos, especialmente, ao Olaria e suas jogadoras.

    Hoje o Memórias da Bariri relembra essa bela página do basquetebol olariense, escrita por essas meninas que tão bem representaram o nosso estado e divulgaram o nome do Olaria pelo Brasil.

  • 1985: QUANDO A VELHA GUARDA SE ENCONTRAVA – PARTE 4

    Da esquerda para a direita: Jomeri Calomeny, Álvaro Saraiva, Melchíades Mariano, Jorge Raed, Eduardo Vianna e Waldyr Vital. Ano 1985.

    Hoje o Memórias da Bariri, dando sequência à série “Quando a velha guarda se encontrava” relembra um encontro de vários ícones da velha guarda olariense ocorrido em março de 1985. Naquele dia o encontro tinha um destino: visitar o empresário Melchíades Mariano, mais conhecido como “Manduca”. Manduca, dentre outros negócios, era dono de uma rede de hotéis e o encontro aconteceu em um dos hotéis de sua propriedade, o Hotel Dunas, localizado na Barra da Tijuca. Para lá seguiram os beneméritos do Olaria Jomeri Calomey, Álvaro Saraiva, Jorge Raed e Waldyr Vital. A comitiva foi reforçada por Eduardo Vianna, o popular “Caixa D’Água”, que iniciava a sua gestão à frente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Walter Rizzo, também benemértio do Olaria, era o outro integrante da comissão, mas não aparece na foto oficial do encontro porque ele próprio tirou a foto (naquela época não existia selfie).

    Na oportunidade, a comitiva olariense presenteou Manduca com uma camisa do Olaria, que o empresário fez questão de vestir e permanecer com ela durante todo o encontro. No cardápio, além de um brochete de camarão oferecido por Manduca no excelente restaurante do hotel, também se falou sobre a ajuda que Manduca poderia dar ao Olaria, quando o empresário se colocou à disposição do clube. A presença do presidente da Federação no encontro também levou a um bate-papo sobre a disputa do campeonato estadual daquele ano.

    Naquele dia de março 1985 a velha guarda se encontrou para um almoço, mas a missão não deixou de ser oficial. E hoje o Memórias da Bariri relembra o histórico dia em que a velha guarda do Olaria se encontrou no Hotel Dunas, do empresário Melchíades Mariano, o popular “Manduca”, que, aliás, cumpriu sua promessa e muito ajudou o Olaria.

  • 1954: E O OLARIA PAROU O CHELSEA…

    Jornal Extra, seção “Jogo Extra”, página 10, edição de 9 de dezembro de 2012.

    O dia 1º de maio entrou para a história do Olaria. Foi em 1º de maio de 1981 que o Olaria conquistou o título máximo de seu futebol, o Campeonato Brasileiro da Taça de Bronze. No entanto, há um “outro 1º de maio” que os olarienses não podem se esquecer: foi o 1º de maio de 1954, 27 anos antes da conquista da Taça de Bronze.

    Naquele longínquo 1 de maio de 1954 o Olaria entrava para a história do futebol brasileiro por ser o primeiro clube do país a enfrentar o Chelsea fora do Brasil. E o clube da Rua Bariri ainda realizou a façanha de “parar o Chelsea”, que na temporada seguinte seria o campeão da Liga Inglesa.

    Na ocasião, o Olaria fazia a excursão da volta ao mundo e estava em Luxemburgo. E foi em Luxemburgo que aconteceu a histórica partida, que terminou empatada em 1 a 1.

    Em 2012 o jornal Extra publicou uma matéria sobre a histórica partida e até o historiador do clube inglês, Rick Glanvill, foi entrevistado pelo jornal e falou sobre o jogo.

    Hoje o Memórias da Bariri recorda e revive aquele histórico 1º de maio, em que o Olaria representou muito bem o futebol brasileiro e parou uma poderosa equipe inglesa.

    Para maiores detalhes sobre o histórico jogo entre Olaria e Chelsea em 1954, clique no link abaixo:

  • 1971: QUANDO A VELHA GUARDA SE ENCONTRAVA – PARTE 3

    Os beneméritos Ary Mathias Raposo e Orlando Barbosa à beira do gramado da Bariri, em foto de 1971.

    Continuando a série “Quando a velha guarda se encontrava”, o Memórias da Bariri relembra hoje dois benemértios do Olaria: Ary Raposo e Orlando Barbosa. A foto acima, do ano de 1971, mostra quando eles se encontraram na beira do campo, o que era comum, pois ambos não apenas acompanhavam como também ajudavam muito o futebol do Olaria.

    Ary Raposo incentivava muito os jogadores do Olaria, de todas as categorias, pagando a eles “bicho” por vitórias e presenteando-lhes por suas boas atuações. Por isso, a presença de Ary Raposo nos jogos já era um grande incentivo para os jogadores do Olaria em busca da vitória.

    Orlando Barbosa, que aparece na foto ostentando um chaveiro do Olaria, foi um dos fundadores do futebol de brotinhos em 1972, atividade que foi o início da vida esportiva de muitas crianças e adolescentes e que lançou craques para o futebol profissional. Orlando Barbosa dá nome ao campo do futebol de brotinhos.

    Ary Raposo e Orlando Barbosa muitas vezes se encontravam dentro do próprio campo e hoje o Memórias da Bariri relembra um dos encontros desses dois grandes olarienses, certamente no local em que eles mais gostavam de estar: o gramado do velho alçapão da Rua Bariri.

  • 1930: OLARIA OLÍMPICO

    O ano era 1930 e fazia pouco tempo que o Olaria tinha comprado o terreno e instalado o seu campo na então Rua Cândido Silva (antigo nome da Bariri). E o Olaria fazia jus à sua denominação de “Atlético”. Isso porque, além do futebol, o clube praticava o remo, a natação e o pólo aquático nas águas da antiga praia de Maria Angu, onde ficava sua sede náutica. Ciclismo e basquete também eram esportes praticados pelos olarienses.

    Mas não ficava só aí. Em abril de 1930 o jornal A Batalha noticiava com destaque a realização de uma competição de atletismo entre o Olaria e o Confiança, que seria realizada no campo do Olaria. O Confiança já era um rival do Olaria no futebol. Na época, ambos disputavam a segunda divisão. E agora o desafio se estenderia para outras modalidades.

    A tão esperada competição aconteceu no dia 1 de maio de 1930 e o Olaria, que era chamado pela mídia de “grêmio da faixa azul” iria competir contra o Confiança em corrida, salto em distância, salto em altura, salto com vara, lançamento de dardo, lançamento de disco e lançamento de peso. Todas as provas no campo onde hoje está o tradicional alçapão da Bariri.

    Quem poderia imaginar que, em 1930, o Olaria já era um clube olímpico? Confiram no recorte abaixo os nomes dos atletas olarienses que entraram para a história quando o Olaria era, de fato, o “Olaria Olímpico”.

    O jornal A Batalha, de 30 de abril de 1930, noticiava a competição de atletismo entre Olaria e Confiança.

  • 1978: QUANDO A VELHA GUARDA SE ENCONTRAVA – PARTE 2

    Acima, da esquerda para a direita: Nélson Fialho, Nélson Lyra Filho, Nélson Lyra Pai, Carlos Vianna e Ary Baptista. Abaixo, da esquerda para a direita: Pina, Álvaro Augusto, Antônio Ribeiro e Ibraulino Galeão. Foto cedida pelo associado Ricardo Lyra.

    Hoje o Memórias da Bariri publica a segunda parte da série “Quando a Velha Guarda se encontrava”, resgatando grandes personalidades do Olaria. A foto, de 1978, foi tirada por ocasião da inauguração da sauna e podemos ver o ex-jogador e benemérito Nélson Fialho, os beneméritos Nélson Lyra (pai e filho), além de Carlos Vianna, Ary Baptista, Pina, Álvaro Augusto de Carvalho, o conselheiro e poeta Antônio Ribeiro e Ibraulino Galeão.

    Na época o Olaria tinha como presidente Edmundo Cigarro e a sauna, frequentada por muitos olarienses da velha guarda, também era um ponto de encontro.

    O Memórias da Bariri não apenas relembra essa plêiade de grandes olarienses, como também presta uma homenagem a todos eles pela grande contribuição que deram ao crescimento do Olaria. E, para quem não os conheceu, especialmente os olarienses mais jovens, tenham muito prazer em conhecê-los e jamais esqueçam que todos eles também contribuíram para que o nosso Olaria seja eterno.

  • GARRINCHA E O OUTRO 7 DE SETEMBRO

    Vista aérea do estádio Coronel Cristiano Osório em 1974. Ali, 2 anos antes, Garrincha fez seu último jogo como profissional, vestindo a camisa do Olaria. Hoje o estádio não mais existe.

    “Lendas não precisam de vitórias para serem imortais”. (Trecho do vídeo “O último Drible do Anjo”).

    No dia 7 de setembro de 1972, enquanto por todo país a propaganda oficial convocava a todos para a comemoração dos 150 anos da Independência do Brasil, na cidade de Poços de Caldas, em Minas Gerais, longe de todos os holofotes e com a presença quase que exclusiva da mídia local, era escrita uma página que entraria para a história do futebol brasileiro e, em especial, para a história do Olaria. No antigo estádio da Caldense, o estádio Coronel Cristiano Osório, Garrincha vestia, pela última vez, a camisa listrada do Olaria, para realizar sua última partida como profissional.

    Mas aquele 7 de setembro não era apenas a comemoração dos 150 anos da Independência do Brasil. A Associação Atlética Caldense, fundada em 7 de setembro de 1925, comemorava seus 47 anos de existência e o Olaria, tendo Garrincha como atração, foi convidado para realizar um amistoso festivo contra a equipe mineira.

    Claro que o jogo entrou para a história, já que seria o último jogo de Garrincha como jogador profissional. Assim, jogando pelo Olaria, Garrincha fazia história em Poços de Caldas. Em campo, a Caldense obteve uma grande vitória: 5 a 1. Mas, apesar do resultado, Garrincha foi a grande estrela daquele longínquo 7 de setembro em Poços de Caldas. Basta lembrar que todo time adversário fez questão de tirar uma foto com ele. Aquele outro 7 de Setembro, que em 1972 era invisível na propaganda oficial, entrou para a história do futebol brasileiro, do Olaria e da Caldense.

    E, com a citação que abrimos essa postagem, agora a fechamos:

    “Lendas não precisam de vitórias para serem imortais.”

    Garrincha com a equipe da Caldense, em seu último jogo como profissional, quando defendia o Olaria, em 7 de setembro de 1972. Todo time adversário fez questão de tirar uma foto com Garrincha.

  • A DEFESA BARIRI EM 1955

    A defesa do Olaria em 1955, no gramado da Bariri. Em pé, da esquerda para a dirieita: Osvaldo, Ari e Renato. Agachados, na mesma ordem: Moacyr, Olavo e Dodô. Naquela época jogava-se no 2-3-5.

    A foto acima foi tirada no gramado da Rua Bariri, no dia 14 de agosto de 1955, antes do jogo Olaria X Fluminense pelo Campeonato Carioca. Como podemos notar, o estádio estava lotado. A imagem mostra a retaguarda olariense, com Osvaldo, o goleiro Ari e Renato em pé e Moacyr, Olavo e Dodô agachados. Naquele dia, o Olaria deu muito trabalho aos tricolores, que venceram por 2 a 1. Telê Santana, que seria tempos depois o técnico da seleção, estava em campo pela equipe do Fluminense.

    Dos seis jogadores da foto, com exceção do goleiro Ari, todos os demais estiveram no ano anterior na excursão da volta ao mundo, quando o Olaria realizou 30 jogos em um giro por quatro continentes.

    No dia daquela foto ninguém poderia imaginar o que aconteceria na partida e o que virou notícia não foi tanto a vitória do Fluminense e sim a cena em que Olavo colocou o árbitro Antônio Musitano para correr, após ter sido expulso junto com Telê Santana. Olavo chegou a agredir o árbitro e depois justificou sua atitude afirmando que teria sido vítima de uma ofensa racista por parte do juiz. Foi um dia que entrou na história do alçapão da Bariri.

    A cena de Olavo correndo atrás do árbitro viralizaria se naquela época existissem redes sociais. No entanto, é bom lembrar que a imagem de Olavo não pode ser associada à violência, já que ele nunca foi violento. Ele apenas acionou o seu “protocolo de porrada” em uma reação instintiva contra uma ofensa racista de um árbitro. E isso praticamente lhe custou a carreira. Na época, até o grande cronista Nélson Rodrigues, torcedor apaixonado do Fluminense, escreveu um artigo em defesa do jogador do Olaria.

    Lamentamos que, naquela época, o racismo já era uma praga que rondava os gramados. E, ao que parece, nos dias de hoje a coisa piorou pelo mundo afora. Como ainda não existia o tal protocolo, Olavo fez o que fez. Até porque, caso existisse, o árbitro não acionaria qualquer protocolo contra ele mesmo.

    A foto é emblemática e mostra como a equipe do Olaria era formada predominantemente de negros. Olavo, naquele dia, defendeu não apenas o Olaria dos atacantes do Fluminense, mas também a sua honra, de seus companheiros e de todos os seus colegas de profissão.

    Para maiores detalhes sobre o episódio envolvendo Olavo e o árbitro Antônio Musitano, acesse: