Categoria: Blog Memórias da Bariri – Pedro Paulo Vital

  • UM DIA DE FESTA EM 1930

    A foto acima foi publicada no jornal O Malho, edição de 5 de abril de 1930. Na ocasião foi realizada a inauguração da foto do ex-presidente Othelo de Souza, que presiddiu o clube em 1922. Ao fundo, a foto de Othelo de Souza e o pavilhão olariense.

    O local da solenidade foi a sede do clube na Rua Cândido Silva (antigo nome da Bariri)e estiveram presentes ao evento a família do homenageado, a diretoria do clube e muitos convidados. É interessante atentar que em 1930 o Olaria ainda era um clube de terra e mar e o escotismo de era uma prática muito desenvolvida no clube. Note-se que, na última fila dos presentes à solenidade, temos vários escoteiros do mar, trajados com o devido fardamento, que faziam parte do quadro social do clube. À época, o estatuto previa uma categoria social denominada sócio-escoteiro.

    A foto retrata um dos primeiros momentos festivos realizados no Olaria pouco depois de o clube ter comprado o terreno em que instalou sua sede e campo na rua que mais tarde se chamaria Bariri. No ano seguinte (1931) uma outra grande festa ali se realizaria: o Olaria se tornaria campeão invicto da segunda divisão da AMEA, ascendendo pela primeira vez à elite do futebol carioca.

  • HISTÓRIA DOS REFLETORES NA BARIRI

    Rola na internet uma campanha por refletores no estádio do Olaria. Hoje relembramos os três momentos em que o Olaria teve refletores em sua história.

    O Estádio Mourão Filho, popular “Alçapão”, foi inaugurado em 1947. Três anos depois, sob a gestão de Leibnitz Miranda, o estádio teria refletores pela primeira vez. Assim, em 16 de novembro de 1950, o Olaria inaugurava os primeiros refletores da história de seu estádio. Mas não foi com um jogo do Olaria. O jogo inaugural dos refletores foi um amistoso entre Bonsucesso e Portuguesa Santista, com vitória do Bonsucesso por 2 a 1. Cidinho, então no Bonsucesso, entrou para a história por ter marcado o primeiro gol noturno na Bariri.

    Dez anos depois, agora na administração de José de Albuquerque, os refletores foram trocados. Então, em 19 de maio de 1960, com um amistoso entre Olaria e Vasco, os novos refletores foram inaugurados. Nesse jogo, vitória do Olaria por 1 a 0, gol do lateral Murilo.

    O Olaria só voltaria a ter novos refletores 36 anos depois, ou seja, em 1996, sob a gestão de Augusto Pinto Monteiro. Antes disso, por muito tempo o estádio ficou sem iluminação, depois que os refletores de 1960 foram desativados.

    Foi no dia 31 de março de 1996 que o Olaria inaugurou sua nova iluminação. O adversário foi o Flamengo, em jogo que valia pela Taça Guanabara. Foi aquele jogo em que nossa cria Romário marcou 5 gols e o Flamengo venceu por 6 a 2. Mas lembremos que naquele ano o Olaria realizou uma boa campanha no estadual, tendo chegado em quinto lugar na Taça Rio com 12 participantes, chegando atrás apenas dos chamados “quatro grandes”.

    Há um detalhe interessante nas três ocasiões em que o Olaria inaugurou refletores em seu estádio: nos três momentos, o Olaria teve grandes equipes, sendo que a de 1950 foi quinta colocada no estadual e a de 1960 levantou o Torneio Início. E em 1996, uma ótima campanha no estadual. Caso o Olaria venha a ter nova iluminação, que nossos jogadores também sejam iluminados. A história mostra que luz na Bariri é sinônimo de boas campanhas…

  • 1961: ÁRBITRO PARA O JOGO E DISCUTE COM TORCIDA

    O árbitro José Gomes da Silva, discutindo com a torcida do Olaria após paralisar o jogo.

    2 de dezembro de 1961. O Olaria receberia o São Cristóvão no alçapão da Bariri. O Olaria vinha de uma boa sequência: empate de 1 a 1 com o Vasco, vitória de 1 a 0 sobre o América e outro empate, de 2 a 2, com o Fluminense. Agora, tinha tudo para derrotar o São Cristóvão na Bariri. Mas naquele dia a vitória do Olaria não estava nos planos do árbitro José Gomes Sobrinho.

    O Olaria saiu na frente, com um gol de Cané. Mas a atuação do árbitro não agradava aos olarienses, que naquele dia lotavam a antiga social do clube. Em dado momento, o árbitro interrompeu o jogo e dirigiu-se à social do Olaria para discutir com os torcedores e se formou uma imensa confusão. O árbitro pediu garantias para o bandeirinha que corria do lado das sociais e o presidente José de Alburquerque disse que atenderia ao árbitro. Mas uma afirmação do soprador de apito revoltou o presidente do Olaria. O juiz disse: “O Olaria não ganha o jogo!”

    Dito e feito: a partida é reiniciada e tanto o árbitro como o bandeirinha ignoram um impedimento do ataque do São Cristóvão. Ato contínuo, pênalti contra o Olaria. Miro cobra e o grande goleiro Cláudio defende. Mas o árbitro que disse que o Olaria não venceria, manda repetir a cobrança e, na segunda tentativa, sai o gol de empate. E a partida terminou 1 a 1, no jogo que o árbitro disse que o Olaria não ganharia.

    Não havia dúvida: o presidente Albuquerque afirmou que o empate foi provocado pelo árbitro que discutiu com a torcida. Empatar, ganhar ou perder faz parte do futebol. E um árbitro prejudicar um time, infelizmente às vezes também acontece. Mas o árbitro parar um jogo para ir ao alambrado discutir com a torcida, só mesmo no velho e tradicional alçapão da Bariri…

  • 1949: O CALÇAMENTO DA BARIRI

    Prefeito Mendes de Moraes no momento em que inaugurava o calçamento da Bariri, em 17 de julho de 1949, vendo-se ainda outras autoridade e diretores do Olaria.

    A Rua Bariri, que já se chamou Cândido Silva, só entrou na história do Olaria no final dos anos 1920, quando o clube ali comprou o seu terreno e instalou seu campo. Em 1929 aconteceu o primeiro jogo no campo e, em 1947, foi inaugurado o estádio, que mais tarde se chamaria Mourão Filho, mas que ficou popularmente conhecido como “Alçapão da Bariri”.

    Depois que construiu o seu estádio, a diretoria do clube, liderada pelo patrono Álvaro da Costa Mello, pleiteou junto ao poder público melhorias para a rua, principalmente o calçamento. Tudo para melhorar o acesso ao estádio. Na época, o Rio de Janeiro ainda era a capital do país e, portanto, aqui ficava o Distrito Federal. A cidade tinha na ocasião, como prefeito, o general Ângelo Mendes de Moraes. E no dia 17 de julho de 1949, um domingo, Mendes de Moraes esteve na Bariri para inaugurar o calçamento, arborização e canalização da rua.

    Naquele mesmo dia, Mendes de Moraes seguiu com sua comitiva para a sede do clube. Sua presença foi registrada com uma placa e, logo depois, ele se tornaria benemérito do Olaria. Foi um dia de festa na Bariri, com a rua calçada e arborizada e a visita ao clube do prefeito Mendes de Moraes, que se tornou um benemérito olariense.

    O Jornal dos Sports deu destaque à visita do Prefeito Mendes de Moraes ao Olaria em 1949.
    O prefeito Mendes de Moraes, no momento em que chegava à sede do Olaria, logo após ter inaugurado o calçamento da rua Bariri, em 17 de julho de 1949.

  • 1929: O PRIMEIRO JOGO NA CÂNDIDO SILVA

    O campo do Olaria, quando a Bariri ainda se chamava Cândido Silva. Ao fundo, a Igreja da Penha. O primeiro jogo foi em 5 de maio de 1929, com vitória olariense. Tempos depois, ali seria erguido o lendário alçapão.

    Cândido Silva era o antigo nome da Rua Bariri. E foi na Rua Cândido Silva que o Olaria comprou o terreno onde instalou o seu campo. Antes, o Olaria mandava seus jogos em um campo na Rua Leopoldina Rego, mas não era proprietário do terreno, que acabou sendo vendido. E, assim, Olaria ficou sem campo.

    Então, graças a João Fernandes Ferreira, Rachid Bunahum e Armindo Augusto Ferreira, que doaram praticamente todo o valor, em 1929 foi efetivada a compra do terreno na Rua Cândido Silva e ali instalou-se o campo que o Olaria, finalmente, poderia chamar de “seu”. O endereço do clube, então, passou a ser: Rua Cândido Silva, 121. Anos depois, houve a mudança do nome da rua para “Bariri” e o número passou a ser 251.

    No dia 21 de abril de 1929, a diretoria do Olaria ofereceu um almoço à imprensa, apresentando oficialmente o novo campo da Rua Cândido Silva, a futura Bariri. O sonho do Olaria estava, finalmente, realizado.

    E o primeiro jogo no campo da Cândido Silva aconteceu pouco depois, em 5 de maio de 1929. O Olaria recebeu o Carioca, naquele que foi o primeiro jogo do recém-comprado campo do Olaria. O jogo era oficial e válido pela segunda divisão da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos). O presidente do Carioca ofertou um cartão de prata ao Olaria, pelo fato de aquele ser o primeiro jogo no campo.

    E, agora em sua verdadeira casa, o Olaria não fez por menos: venceu por 2 a 0. O time do Olaria que pisou no gramado naquele histórico dia foi:

    Argeu, Nicanor, Campos, Claudionor, Jorge, Theodomiro, Oswaldo, Rubens, Vieira, Bahia e Gonzaga.

    Tempos depois, em 1947, quando a Cândido Silva já se chamava Bariri, o Olaria inaugura o seu estádio, surgindo assim o lendário “alçapão”. Mas aí já é outra história…

  • SPINELLI, O ESTRANGEIRO QUE VIROU ÍDOLO… E SÓCIO!

    Spinelli, o argentino que jogou no Olaria e foi ídolo, herói e depois foi um dos primeiros sócios proprietários do clube. Na foto, do time de 1947, Spinelli é o segundo da esquerda para a direita. Foto: jornal A Noite.

    Não é de hoje que estrangeiros povoam o futebol brasileiro. Em 1947 chegou ao Olaria o meia Américo Spinelli. O Olaria acabava de inaugurar o seu alçapão e contratou um dos jogadores mais importantes do time que ficaria conhecido como “O Fantasma de Bariri”. Spinelli era argentino, nascido em La Plata. Veio jogar no Brasil e, antes de chegar ao Olaria, brilhou no Fluminense, por onde foi campeão carioca em 1941.

    Mas em 1947, quando chegou à Bariri, só por fazer parte do “Fantasma de Bariri”, ele já havia inscrito seu nome na história. O time fez excelente campanha naquela temporada, quando retornou à primeira divisão. Na época, as denominações das posições no futebol eram diferentes das atuais e Spinelli era um “center-half”, ou seja, aquele que ficava no meio da linha de três meio-campistas. Hoje, ele seria chamado de “volante”. Spinelli fez uma excelente temporada de 1947 pelo Olaria. No time conhecido como “Fantasma”, ele assombrou poderosos adversários, garantindo a ótima campanha olariense.

    Mas se é verdade que um jogador também entra para a história pelo que fez em um único jogo, então esse também foi o caso de Spinelli no Olaria. O dia era 26 de outubro de 1947 e o Olaria enfrentaria o Flamengo na Gávea pelo campeonato carioca. O estádio da Gávea estava lotado, inclusive com a presença de Ary Barroso, o famoso radialista e compositor que tocava a sua gaita quando o Flamengo fazia gol. Mas naquele dia a flecha de Spinelli calou a gaita do Ary Barroso. Spinelli marcou o gol da vitória olariense por 1 a 0, para felicidade da torcida bariri, silenciando a Gávea lotada.

    Spinelli ainda fez alguns jogos pelo Olaria em 1948, mas sua grande temporada foi 1947. A história de Spinelli com o Olaria não terminou depois que ele deixou de ser jogador do clube. Em 1956, quando o Olaria lançou os seus primeiros títulos de sócio-proprietário, Spinelli comprou o título de número 143, passando a fazer parte do quadro social do clube em que fez história como jogador. Assim, junto com outros 184 compradores, o “hermano” Spinelli entrava no seleto rol dos primeiros sócios-proprietários da história do Olaria. Isso, depois de, dentro dos gramados, ter dado muitas alegrias aos torcedores bariris.

    No gramado da Bariri, o time do Olaria de 1947, que ficou conhecido como “Fantasma de Bariri”. Spinelli é o segundo agachado, da esquerda para a direita. Em 1956 ele virou sócio proprietário do Olaria. Foto: Revista do Olaria, ano II, números 7 e 8, 1948.

  • MIGUEL: DA BARIRI PARA A SELEÇÃO

    Miguel: o zagueiro que foi ídolo do Olaria em 1971 e, nesse mesmo ano, foi convocado por Zagallo para a seleção brasileira.

    Quando, em meados dos anos 1960, um menino nascido em Deodoro chamado Miguel Ferreira de Almeida Pereira se apresentou na Rua Bariri para treinar no infanto-juvenil do Olaria, o técnico Jair Boaventura fez um comentário que era um vaticínio. Disse Jair Boaventura:

    “Esse menino tem estampa de seleção.”

    Jair Boaventura não era apenas um técnico que sabia tudo de futebol e tinha olho clínico para identificar talentos. Jair Boaventura era, antes de tudo, um grande olariense e queria o melhor para o Olaria. Claro que o garoto Miguel ficou e, em 1967, já era zagueiro dos profissionais do Olaria.

    Mas foi em 1971, quando integrou um dos melhores times da história do Olaria, que Miguel chegava ao ápice. Naquele ano, o Olaria chegou na terceira colocação do estadual e Miguel foi convocado por Zagallo para a seleção que iria disputar a antiga Copa Roca com a Argentina e fazer, contra a Iugoslávia, o jogo de despedida de Pelé. É isso mesmo. Miguel, um jogador do Olaria na seleção brasileira!

    Depois, ele iria para o Vasco, por onde sagrou-se campeão brasileiro em 1974 e, mais tarde, foi para o Fluminense, onde foi titular na equipe conhecida como “Máquina” e por lá se tornou bicampeão estadual em 1975 e 1976.

    Mas foi no Olaria que ele atingiu o auge. Afinal, foi vestindo a camisa azul e branca que ele foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira principal.

    Se Jair Boaventura, seu primeiro técnico, já previa que ele tinha “estampa de seleção”, ele sabia o que dizia. Isso porque, antes de ir para a seleção principal, Miguel, ainda no Olaria, foi convocado para a seleção olímpica. Jornais diziam que ele era “um monstro de Bariri”. Miguel, uma história gigante, assim como gigante é a história do Olaria!

    Miguel: ídolo do Olaria, em 1971 foi convocado por Zagallo para a seleção brasileira.

  • JOGADORES DO OLARIA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

    Aspecto da missa campal realizada no Olaria em 1945, pelo retorno dos jogadores Labatut e Aldo, que foram à Segunda Guerra Mundial.

    Em setembro de 1945, com a rendição do Japão, terminava oficialmente a Segunda Mundial. E o Brasil esteve no conflito, enviando a FEB (Força Expedicionária Brasileira) para a Itália, onde os expedicionários brasileiros lutaram contra o fascismo e o nazismo.

    O Olaria se orgulha de ter dois de seus jogadores dos anos 1940 nas fileiras da FEB. Foram eles o tenente Rui Almeida Fonseca Labatut (mais conhecido como Labatut)e Aldo. Labatut e Aldo foram militares que orgulharam o Olaria por suas participações na guerra e, felizmente, retornaram aos seus lares. Após o regresso de Labatut e Aldo, a diretoria do Olaria providenciou a celebração de uma missa campal pela volta de seus jogadores da guerra.

    Labatut e Aldo jogaram no Olaria em um período difícil, quando o clube ainda amargava estar fora da primeira divisão pelo golpe que sofreu em 1937, mas participava de competições amadoras.

    A missa foi dentro do campo de futebol e o jornal A Noite, ao noticiar o evento, referiu-se ao Olaria como “o progressista grêmio da zona da Leopoldina”.

    Labatut e Aldo são orgulho dos olarienses não apenas dentro de campo, por darem tudo de si defendendo a bandeira do Olaria como jogadores em um dos períodos mais difíceis da história do clube, mas também por terem ido à guerra e defendido a bandeira brasileira. Os heróis da Bariri regressaram vitoriosos da Itália, mas continuaram na guerra dentro dos campos pela vitórias do Olaria.

    Essa é mais uma página de orgulho para os olarienses repassarem e nunca se esquecerem. Abaixo, mostramos o time do Olaria de 1943, com destaque para os dois heróis olarienses que foram à guerra.

    O time do Olaria de 1943, destacando Labatut e Aldo, jogadores que foram à Segunda Guerra Mundial. Da esquerda para a direita, Labatut é o terceiro da fila e Aldo é o último.

  • 45 ANOS DA TAÇA DE BRONZE

    Há exatos 45 anos, no dia 1º de maio de 1981, no Estádio do Arruda, em Recife, o Olaria conquistava o Campeonato Brasileiro – Taça de Bronze. Com essa conquista, o Olaria entrava no seleto grupo de clubes que são “Campeões Brasileiros”. Sem fazer um jogo sequer na Bariri, nem mesmo o primeiro jogo da final contra o Santo Amaro, o Olaria superou todas as adversidades, inclusive a violência que sofreu na cidade de São Borja no jogo de ida da fase seminal.

    Não sem razão o técnico Davi Ferreira, o Duque, afirmou após a histórica conquista: “Fomos heróis.”

    No link abaixo, reviva todos os detalhes da maior conquista da história do futebol olariense, desde o primeiro jogo até a chegada triunfal da delegação com a taça no aeroporto do Galeão.

  • 1951: OLARIA INAUGURA O ATÍLIO MAROTTI

    O Estádio Atílio Marotti em 1951, ano de sua inauguração. Ali o Olaria fez história.

    O jornal Diário da Noite noticiou o jogo inaugural do Atílio Marotti, com a presença do Olaria.

    No próximo sábado, dia 2 de maio, o Olaria visitará o Estádio Atílio Marotti, em Petrópolis, onde enfrentará o Serrano pela segunda rodada da série A2 do Campeonato Estadual. E o Olaria , para sempre, estará na história desse simpático estádio. Isso porque a inauguração do estádio foi em um amistoso do Serrano contra o Olaria. Não obstante algumas fontes citarem o dia 7 de julho, os jornais da época atestam que a data da inauguração foi em 9 de setembro de 1951.

    O noticiário destacava que o Serrano teria a oportunidade de ver o Olaria, a grande sensação do Campeonato Carioca daquele ano. Na época, o Jornal dos Sports noticiou que uma grande caravana seguiria com a delegação para a cidade de Petrópolis, ávida por assistir a mais uma exibição do “fantasma da Metrópole”.

    Naquela tarde de festa em Petrópolis, o Olaria entrou em campo com: Itagoré, Oswaldo e Lamparina; Jair, Olavo e Ananias; Cidinho, Washington, Maxwell, Lima e Esquerdinha.

    E o primeiro gol da história do Atílio Marotti foi olariense. Jair abriu a contagem para o Olaria, marcando assim o primeiro gol na história do estádio. O placar final foi 3 a 1 para o Olaria, que carimbou com seu triunfo a inauguração do estádio do Serrano.

    Na festa petropolitana em azul e branco, o Olaria, para sempre, escrevia seu nome na história do estádio, tendo assinalado o primeiro gol e alcançando uma vitória maiúscula.

    Observação quanto à cronologia: O Jornal dos Sports, de 7 de setembro de 1951, uma sexta-feira, noticiou que o jogo inaugural do estádio seria no domingo, o mesmo acontecendo em relação ao Diário da Noite e Correio da Manhã. Portanto, inferimos que a data da inauguração foi 9 de setembro, apesar de outras menções.

    O Jornal Correio da Manhã também atesta o domingo, dia 9 de setembro , como data da inauguração.
    O Jornal Dário da Noite menciona a partida inaugural do Atílio Marotti, em sua edição da véspera do jogo.
    O time do Olaria de 1951. Jair, que marcou o primeiro gol da história do Estádio Atílio Marotti, é o quarto jogador em pé, da esquerda para a direita.