
2 de dezembro de 1961. O Olaria receberia o São Cristóvão no alçapão da Bariri. O Olaria vinha de uma boa sequência: empate de 1 a 1 com o Vasco, vitória de 1 a 0 sobre o América e outro empate, de 2 a 2, com o Fluminense. Agora, tinha tudo para derrotar o São Cristóvão na Bariri. Mas naquele dia a vitória do Olaria não estava nos planos do árbitro José Gomes Sobrinho.
O Olaria saiu na frente, com um gol de Cané. Mas a atuação do árbitro não agradava aos olarienses, que naquele dia lotavam a antiga social do clube. Em dado momento, o árbitro interrompeu o jogo e dirigiu-se à social do Olaria para discutir com os torcedores e se formou uma imensa confusão. O árbitro pediu garantias para o bandeirinha que corria do lado das sociais e o presidente José de Alburquerque disse que atenderia ao árbitro. Mas uma afirmação do soprador de apito revoltou o presidente do Olaria. O juiz disse: “O Olaria não ganha o jogo!”
Dito e feito: a partida é reiniciada e tanto o árbitro como o bandeirinha ignoram um impedimento do ataque do São Cristóvão. Ato contínuo, pênalti contra o Olaria. Miro cobra e o grande goleiro Cláudio defende. Mas o árbitro que disse que o Olaria não venceria, manda repetir a cobrança e, na segunda tentativa, sai o gol de empate. E a partida terminou 1 a 1, no jogo que o árbitro disse que o Olaria não ganharia.
Não havia dúvida: o presidente Albuquerque afirmou que o empate foi provocado pelo árbitro que discutiu com a torcida. Empatar, ganhar ou perder faz parte do futebol. E um árbitro prejudicar um time, infelizmente às vezes também acontece. Mas o árbitro parar um jogo para ir ao alambrado discutir com a torcida, só mesmo no velho e tradicional alçapão da Bariri…
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