Categoria: Blog Memórias da Bariri – Pedro Paulo Vital

  • O ÚLTIMO GOL DE GARRINCHA

    A equipe do Olaria no Estádio Romeirão em Juazeiro do Norte, Ceará, quando Garrincha marcou o último gol de sua carreira. Em pé, da esquerda para a direita: Aluísio, Fernando Pirulito, Mário Tito, Pedro Paulo, Altivo e Mineiro. Agachados, na mesma ordem: Garrincha, Ézio, Roberto Pinto, Salvador e Robertinho.

    Atuando pelo Olaria, Garrincha marcou dois gols. O primeiro deles já foi até objeto de matéria na emissora de TV ESPN, quando Garrincha assinalou um dos gols olarienses no empate em 2 a 2 no amistoso contra o Comercial de Ribeirão Preto no dia 23 de março de 1972. Mas esse não foi, como muitos pensam, o único gol do Anjo das Pernas Tortas pelo Olaria.

    O dia era 21 de abril de 1972 e o Olaria viajou até Juazeiro do Norte, no Ceará, para fazer um amistoso contra uma seleção local, formada por jogadores do Guarani e Icasa. O palco da partida foi o famoso Estádio Mauro Sampaio, mais conhecido como “Romeirão”. Nesse Jogo, Garrincha marcaria o último gol de sua carreira. O jornal O Globo, de 24 de abril de 1972, publica uma pequena matéria sobre esta partida. O Olaria foi derrotado por 3 a 1 e o gol olariense foi marcado por Garrincha.

    Naquele dia, os torcedores da cidade de Juazeiro do Norte não imaginavam que aquele jogo entraria para a história como o jogo em que Garrincha marcaria o último gol de sua carreira, até porque ele ainda faria vários jogos pelo Olaria. Mas aquele seria o último jogo em que Garrincha balançaria a rede.

    O jogo entrou para a história da cidade cearense, entrou para a história de Garrincha e, claro, entrou para a história do Olaria: foi com a camisa do clube bariri que Garrincha marcou o seu último gol.

    Garrincha no Romeirão, no dia em que marcou o último gol de sua carreira. Note-se o estádio completamente lotado.
    Estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte: Aqui Garrincha, com a camisa do Olaria, marcou o último gol de sua carreira.

  • EM 1948, OLARIA X CORÍNTHIANS NA BARIRI

    O time do Olaria que enfrentou o Corínthians na Bariri em 1948.
    O jornal Diário de Notícias deu grande destaque ao jogo Olaria X Corínthians na Bariri em 1948.

    Em abril de 1948, o estádio do Olaria completava um ano de existência. E para celebrar a data, o clube da Rua Bariri convidou o Corínthians para um amistoso no Alçapão. O jogo comemorativo aconteceu no dia 4 de abril de 1948. A equipe paulista tinha sido vice-campeã no ano anterior e seria, assim, um adversário à altura para o Olaria. Aquele seria o primeiro confronto na história entre Olaria e Corínthians.

    A equipe do Olaria era muito boa, como a própria imprensa à época afirmava. Porém, naquele dia, a vitória foi dos corintianos pelo placar de 4 a 2 , com Bode (2), Noronha e Severo marcando para o Corínthians e Alcino e Limoeiro marcando para o Olaria.

    A Revista do Olaria de maio de 1948 comentou o jogo, afirmando que “o Corínthians mostrou, em poucos minutos de jogo, que não seria adversário fácil”.

    A renda desse histórico jogo foi de 32.990 cruzeiros e, pelas fotos publicadas na imprensa, dá para perceber que o estádio da Rua Bariri estava lotado e os veículos de comunicação da época deram grande destaque para esse primeiro confronto entre olarienses e conrintianos.

    Manchete do jornal Gazeta de Notícias sobre a visita do Corínthians ao Olaria. Note-se que, apenas um ano após sua inauguração, o estádio já eram conhecido como “alçapão”.
    O jornal Diário da Noite fez ampla cobertura da partida do Olaria contra o Corínthians na Bariri.

  • O DIA QUE O OLARIA JOGOU NO SANTIAGO BERNABÉU

    Vista do estádio Santiago Bernabéu em 1954, quando o Olaria lá esteve.

    Estádio Santiago Bernabéu, a casa do Real Madrid. Um dos estádios mais famosos do mundo, onde atualmente craques consagrados do futebol se apresentam, e não apenas os craques da equipe madrilenha. O dia era 16 de maio de 1954 e, naquela data, o Olaria entraria para a história por se apresentar naquele que hoje é um dos estádios mais famosos do mundo. Na ocasião, o Olaria realizava a excursão da volta ao mundo e teria pela frente não os donos da casa, mas um outro grande adversário local: o Atlético de Madrid.

    Porém, além de enfrentar o grande adversário espanhol, o Olaria já chegava no país ibérico dando uma prova de resistência. Segundo o jornalista da delegação bariri, Moisés Simas, o Olaria, que vinha da França, levou 32 horas de viagem para atravessar os Pirineus (cordilheira que separa a Espanha da França). Após a longa viagem, com o time quase sem dormir, o Olaria chegou em Madrid na véspera do jogo.

    Em campo, o Olaria seria derrotado pelo Atlético de Madrid por 4 a 1, com gols de Antonio (3) e Escudero para o time espanhol, descontando o artilheiro Washington para a equipe olariense. Lembrando que, além do desgaste físico sofrido pelo Olaria, o Atlético de Madrid tinha em sua equipe quatro jogadores da seleção espanhola: Mujica, Martim, Miguel e Silva. Cerca de 70 mil pessoas presenciaram a partida, que entraria para a história como a única visita do Olaria à casa do Real Madrid, sendo que o estádio naquele ano já tinha capacidade para 125 mil pessoas.

    Nesse dia, o Olaria entraria para a história como um dos pouquíssimos times brasileiros que atuaram no Santiago Bernabéu.

    Washington: ele marcou o único gol do Olaria no Santiago Bernabéu.
    O Jornal dos Sports, do dia 16/5/1954,destacou o jogo do Olaria no Santiago Bernabéu.

  • 1948: O INFORTÚNIO DE MISTER BARRICK

    O dia era 25 de julho de 1948, um domingo. Naquele dia o grande time do Vasco, chamado à época de “Expresso da Vitória”, enfrentaria o Olaria no lendário Alçapão da Bariri. Na época, era comum a Federação do Rio contratar árbitros ingleses com o objetivo de “moralizar” a arbitragem. E o escalado para apitar na Bariri naquele dia foi Cyril John Barrick, mais conhecido como Mr. Barrick. Mas o ilustre árbitro britânico não imaginava o que o aguardava naquele longínquo domingo no velho Alçapão. Ao perceber a pressão dos olarienses, Mr. Barrick afirmou que só iniciaria a partida com a presença de dois choques da temida Polícia Especial, chefiada por Mário Vianna. Polícia Especial era sinônimo de “meta a porrada!”

    Na época, o Olaria tinha um grupo de torcedores conhecido como “Terceiro Time”. Foi a primeira torcida organizada do Olaria de que temos notícias. O Terceiro Time era formado por uma turma de aproximadamente 40 taxistas, que se encontravam na estação de Olaria e, dali, iam para a Bariri. O chefe do grupo era um cidadão muito forte, conhecido como “Meningite”.

    O jogo começou e, após uma marcação contra o Olaria, Meningite invadiu o gramado. Começava ali o infortúnio do dileto árbitro britânico. A Bariri estava lotada e há quem fale em inacreditáveis 30 mil pessoas no estádio. Meningite, então, partiu para cima do juiz inglês e teve que ser contido. O supertime do Vasco penou para ganhar de 3 a 2 mas, ao final do jogo, a torcida olariense comandada por Meningite invadiu o campo e avançou em Mr. Barrick. A polícia e diretores do Olaria tiveram que proteger o árbitro contra a ira dos olarienses, inconformados com a atuação do inglês. Tudo indica que apenas a qualidade do ótimo time do Vasco não teria sido suficiente para derrotar os bariris no Alçapão.

    Mas a perseguição continuou. Mr. Barrick saiu escoltado da Rua Bariri e ainda teve que fugir pela linha do trem, perseguido pela fúria de Meningite e seus comandados.

    Mr. Barrick faleceu em 1976. Mas quando voltou para sua terra, o nobre árbitro inglês ainda teve muito tempo para falar, no país inventor do futebol, sobre sua desventura na famosa Rua Bariri.

    Mister Barrik: em 1948 ele comeu o pão que o diabo amassou na Rua Bariri e ainda teve que fugir pela linha do trem.
  • 1947: O FANTASMA DA BARIRI

    O time do Olaria de 1947, no gramado do Alçapão, apelidado pela mídia da época de “Fantasma da Bariri”. Dentro ou fora da Bariri, essa equipe causou muitos estragos nos seus adversários.

    Em 1947 o Olaria inaugurava o seu estádio, o velho e temido “Alçapão da Bariri”. O estádio, tamanho o estrago imposto sobre muitos adversários, inclusive poderosos, também ficaria conhecido como “Cemitério dos Grandes” e “Ratoeira dos Grandes”. Por muito tempo, vencer o Olaria no Alçapão era uma tarefa das mais difíceis e, quando isso acontecia, o custo era alto.

    Porém, em 1947, não apenas o recém-inaugurado Alçapão era um fator que pesava para as vitórias do Olaria. Naquele ano, depois de ter ficado fora da primeira divisão por um golpe imposto em 1937, o Olaria retornava à divisão principal, com seu estádio e com um grande time. Era o time que tinha craques como Leleco, Baiano, Ananias, Spinelli, Limoeirinho e que assombrava seus adversários, fosse dentro ou fora da Bariri. A mídia logo encontrou um apelido para o esquadrão olariense daquele ano: Fantasma da Bariri. No Campeonato Carioca daquele ano, dos 20 jogos disputados, o Olaria perdeu apenas 5.

    Na campanha olariense de 1947, alguns resultados merecem destaque, como a esmagadora goleada de 8 a 3 sobre o Bangu na Bariri; a histórica vitória sobre o Flamengo por 1 a 0, em plena Gávea, com gol de Spinelli; o empate em 3 a 3 com o campeão Vasco dentro de São Januário; o empate em 4 a 4 com o Fluminense na Bariri; e ainda, a vitória de 3 a 2 sobre o Botafogo na Bariri, o que faria o clube alvinegro entrar para a história por ter sido o primeiro dos chamados “grandes” a cair no Alçapão.

    Enfim, o Fantasma da Bariri de 1947, enquanto assustava e detonava seus adversários, ao mesmo tempo alegrava e orgulhava seus torcedores. A temida Rua Bariri, aliada ao timaço do Olaria, gerou o fantasma azul e branco que, para sempre e com muito orgulho, ficará na memória de todos os olarienses.

  • PARABÉNS OLARIA! 65 ANOS DA CONQUISTA DO TORNEIO INÍCIO.

    No Maracanã, o capitão Sérgio com a Taça de campeão do Torneio Início de 1960, vendo-se ainda o presidente da CBD, João Havelange, que entregou a taça, e o presidente José de Albuquerque.

    Hoje é um dia especial na história do Olaria. Há exatos 65 anos, no dia 17 de julho de 1960, o Olaria conquistava, no Maracanã, o Torneio Início e, assim, se sagrava o primeiro campeão do recém-criado Estado da Guanabara. O Torneio Início era uma tradição que, no Rio de Janeiro, terminou em 1977. Era um verdadeiro festival de futebol, em que os clubes, em jogos eliminatórios, poderiam ir logo embora ou ficar até a final, para alcançar a glória. O Olaria já tinha “batido na trave” duas vezes, quando foi vice em 1947 e 1948, tendo perdido respectivamente para Vasco e Botafogo. Mas naquele ano de 1960 a equipe bariri iria às forras, pois eliminou os dois em sua jornada para o título.

    Naquele Torneio Início de 1960, o regulamento previa jogos com dois tempos de 10 minutos. Em caso de empate, a disputa iria para os pênaltis, para definir quem avançava.

    No primeiro jogo daquele 17 de julho o Olaria derrotou a Portuguesa por 2 a 1, gols de Valter e Jaburu para o time bariri. Classificado, o próximo adversário foi o Botafogo. Placar final de 1 a 1, com Drummond marcando o gol olariense. Nos pênaltis, vitória do Olaria. O terceiro adversário foi o Vasco e o jogo valia vaga para a final. No tempo de bola rolando, novo empate de 1 a 1, com Jaburu marcando para o Olaria. Nos pênaltis, nova vitória bariri. O Olaria estava na final.

    A grande decisão foi contra o Fluminense e, pelo regulamento, seriam dois tempos de 30 minutos. E o Olaria não teve problemas para derrotar o tricolor por 2 a 0, com gols de Jaburu e Petit.

    O Olaria sagrava-se, assim, campeão do Torneio Início de 1960 e o primeiro campeão do Estado da Guanabara.

    Comandados pelo técnico Délio Neves, atuaram naquela histórica conquista do Olaria: Antoninho (goleiro), Murilo, Sérgio, Nélson, Haroldo, Casemiro, Valter, Jaburu, Tião, Drummond, Da Silva, Jurandir, Tião e Petit.

    O momento em que João Havelange entrega a taça de campeão do Torneio Início de 1960 ao capitão do Olaria, Sérgio.
    Flagrantes de dois jogos do Torneio Início de 1960 com a comemoração de gols da equipe. Note-se que, naquele dia, o Olaria atuou com dois uniformes diferentes. Fotos: Jornal do Brasil.

  • 1956: OS PRIMEIROS SÓCIOS-PROPRIETÁRIOS DO OLARIA

    Até 1956 o Olaria não possuía sócios-proprietários. Foi nesse ano, durante a gestão do presidente Alberto Trigo, que foi lançada a primeira série de títulos. A finalidade do lançamento dos títulos era a construção da nova sede, onde hoje é o salão social.

    O dia era 6 de maio de 1956. Naquele domingo, um evento que entraria para a história do Olaria aconteceria na parte da tarde: o sorteio dos títulos de sócios-proprietários. A partir daquela data, todos poderiam, então, ser “donos” do Olaria. O lançamento e o sorteio dos títulos foi considerado, à época, como o primeiro grande passo para o engrandecimento da bandeira azul e branca. E por que o sorteio? Porque todos queriam ser o número 1!

    Então, todos os compradores tiveram que participar do sorteio que definiria a numeração do título de cada um. Inicialmente foram lançados 185 títulos e quem foi sorteado com o título número 1 foi o Sr. Antônio da Costa Novaes, também conhecido como “Antônio Açougueiro”. Inicialmente foram 185 títulos. Essa primeira série foi fundamental para a construção da sede da Rua Bariri, que através do tempo foi muito mudada, mas que tem como destaque o salão social. O Olaria já tinha estádio, inaugurado em 1947. Agora, teria uma nova sede.

    E, em 1960, sob a gestão de José de Albuquerque, uma nova série de títulos seria lançada, para a compra do terreno onde hoje é a Plínio Bastos (o terreno foi comprado do antigo Matadouro) e, também, para a construção do parque aquático, inaugurado em 1965.

    Abaixo, o documento histórico com os números dos 185 primeiros sócios-proprietários do Olaria. Muitos desses títulos já foram transferidos, a maioria para familiares, principalmente em razão do falecimento de seus titulares. Porém, alguns ainda permanecem como sócios-proprietários desde 1956. A lista contém alguns nomes de ex-presidentes e até do Patrono Mello (O número 4 foi Othon da Silva e Souza, o número 10 foi Jorge Raed, o número 13 José de Albuquerque, o número 51 Edmundo dos Santos, o número 104 Leibnitz Miranda, o número 111 Gelmirez de Mello, o número 119 Alberto Trigo, o número 133 Álvaro da Costa Mello).

    A lista completa dos 185 primeiros “donos do Olaria” foi publicada no Olaria em Revista de junho de 1956:

  • 1968: CAMPEÃO INFANTIL DE BASQUETEBOL

    Equipe do Olaria campeã estadual infantil de basquete. Ano 1968.

    Em 1968 o Olaria escreveu uma das mais belas páginas de sua história esportiva: o clube da Rua Bariri sagrou-se campeão estadual de basquetebol, categoria infantil. Na época, foi uma conquista inédita do basquete bariri. Os garotos campeões da Bariri tiveram que superar várias dificuldades, além dos adversários, incluindo a falta de uma quadra que fosse aprovada para o jogo, pois ginásio do Olaria ainda não havia sido construído. Assim, o Olaria utilizou-se do ginásio do Grêmio Recreativo de Ramos, na Rua João Silva, para mandar os seus jogos. A falta de uma quadra também fazia com que o time não treinasse o tempo necessário. Porém, todas essas dificuldades foram superadas.

    Nessa brilhante conquista, os meninos da Bariri superaram Flamengo, Botafogo, Vasco, Fluminense, América, Tijuca, Grajaú e Riachuelo e fizeram história no Olaria.

    Treinados por Heleno Fonseca (que 4 anos depois também dirigiria a equipe campeã de aspirantes), Jefferson, Otávinho, Bacardi, Tarso, Carlinhos, Saulo, Ronaldo, Taná, Haroldo, Renato e China foram os atletas que nas quadras protagonizaram essa gloriosa conquista olariense.

    Era uma época em que o esporte amador era mesmo amador e muitos dos atletas feitos na Bariri permaneceram no clube, chegando até a categoria adulta. Assim como no futebol, no basquete craque o Olaria também fazia em casa. E ainda era campeão!

  • 1969: NÃO ERA FUTMESA, MAS O OLARIA JÁ TINHA CAMPEÕES

    O ano era 1969. Naquele tempo, não se falava “futmesa”. Era jogo de botões mesmo e a atividade já era uma febre entre crianças e adolescentes. E foi em 1969 que o Olaria promoveu o seu Primeiro Campeonato de Futebol de Botões. O evento aconteceu em julho daquele ano e contou com a participação de 45 pequenos associados. Era uma época em que já existiam botões de galalite e madrepérola, mas haviam os artesanais, feitos pelo próprio jogador: botões de casca de coco, de ficha de ônibus e também tampinha de relógio. Em alguns casos, na ausência de palhetas, as próprias fichas de ônibus eram usadas para impulsionar os botões.

    Pelo que sabemos, o primeiro campeonato de futebol de botões do Olaria foi muito concorrido. As partidas, realizadas no varandão de entrada do clube, contavam com ótima assistência. As categorias não eram pelo tipo de bolas ou toques, como conhecemos hoje, e sim por faixas etárias. Também não haviam duplas e as competições eram individuais.

    O desfecho do primeiro campeonato de botões do Olaria inscreveu na história os primeiros campeões e destaques na atividade. Foram os seguintes os campeões e vice-campeões por categorias:

    10 e 11 anos: campeão: Nei Teixeira; vice-campeão: Ronaldo Bastos;

    12 e 13 anos: campeão: Marco Antônio; vice-campeão: Sérgio Vital;

    14 e 15 anos: campeão: Tarcísio Pereira; vice-campeão: César Augusto.

    Se o hoje o futmesa é destaque no Olaria, trazendo muitos troféus para o clube, não podemos esquecer que a atividade tem história na Bariri.

  • ANOS 1950: OLARIA, UMA POTÊNCIA NO CICLISMO

    Amália, campeã carioca de ciclismo de 1958, desfila triunfalmente pela Rua Bariri com dirigentes e torcedores.

    Diz o hino do Olaria, composto por Lamartine Babo: “És do esporte, pelo esporte…” Surgido do futebol em 1915, a partir de 1920 o clube se tornou “Atlético”, visto que passou a praticar várias modalidades: remo, basquete, futebol de salão, voleibol e, no final dos anos 1950, o Olaria se tornou uma grande potência no ciclismo do Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

    Em 1957 e 1958 o Olaria foi bicampeão na modalidade e alguns ciclistas entraram especialmente para a história do clube da Rua Bariri. Um deles foi Manoel Gonçalves, mais conhecido como Gonçalves. Em 1957 ele foi campeão da cidade na primeira categoria do ciclismo.

    Além de Gonçalves, a jovem Amália foi campeã carioca em 1958, consolidando a posição do Olaria como uma das maiores potências do ciclismo no fim dos anos 1950. Quando percorremos a galeria de troféus do Olaria vemos que muitos deles foram conquistados por esse esporte que marcou a história do clube bariri. Assim, o ciclismo também inscreveu belas páginas na história do esporte do Olaria e esses campeões também fizeram o Olaria ser eterno.

    Manoel Gonçalves, campeão carioca de ciclismo. Ano 1957.