
Desde quando foi fundado, em 1915, o Olaria ficou algum tempo sem ter um campo próprio. Inicialmente, as primeiras traves para a prática do futebol foram fincadas nos fundos da casa de Hermogêneo Vasconcellos, um dos fundadores e primeiro presidente do clube. Mais tarde, o Olaria passou a utilizar o campo em um terreno em frente à estação, na Rua Leopoldina Rego, onde hoje localiza-se a Igreja de São Geraldo. Também ocupou um terreno de propriedade de Custódio Nunes, que mais tarde vendeu-o e o Olaria ficou sem campo. Para resolver essa situação, o clube tinha que comprar um terreno e ter onde instalar seu campo.
No final dos anos 1920 os olarienses de então ventilaram a compra de um terreno na rua Cândido Silva (atual Bariri) e foram até lá para conhecer as condições de venda. O valor era 80 mil cruzeiros, mas o Olaria só dispunha em caixa de 7 mil. Foi então que três grandes olarienses tiraram de seus próprios bolsos os 73 mil cruzeiros que faltavam. João Fernandes Ferreira, o Presidente de Honra do clube, doou 45 mil; Rachid Bunahum 26 mil e Armindo Augusto Ferreira 2 mil. Estes três grandes olarienses são os responsáveis pelo Olaria ter hoje um campo e estádio, o que muito nos orgulha. Isso, sem qualquer ajuda de poderes públicos. Após a compra, já no início dos anos 1930, o Olaria começou a fazer seus jogos oficiais na Bariri, que ainda se chamava Cândido Silva. O estádio seria inaugurado em 6 de abril de 1947 e em 1952, finalmente, o Olaria teria lavrada a escritura definitiva do terreno, para orgulho de todos os olarienses.
OBS: Antes de se chamar “Bariri”, a rua em que o Olaria comprou o terreno era chamada “Cândido Silva” e, nesse período, o endereço do Olaria era Rua Cândido Silva, 131. Com a mudança do nome para “Bariri”, a numeração também foi alterada e o Olaria passou a ser o número 251.















