O Escudo: As primeiras cores do Olaria foram o preto e o branco e seu primeiro escudo consistia em um losango branco com as iniciais “O.F.C.” (Olaria Futebol Clube). Esse primeiro escudo vigorou até 1920, quando o clube mudou também sua denominação, passando a se chamar Olaria Atlético Clube, e cores, passando a ser azul e branco.
A primeira bandeira do Olaria, com o primeiro escudo, que vigorou até 1920.
O atual escudo data de 1920, quando o clube era presidido por Sílvio e Silva e, segundo a tradição, foi desenhado por um associado cujo apelido era “Gasolina”. Desconhece-se, porém, a real identidade desse pioneiro desenhista olariense. O escudo do Olaria, rico em detalhes, tem o fundo azul C300 na escala pantone, sendo sua linha de construção um retângulo com medida de 4 X 5 módulos e apresenta, em branco, as insígnias que representam os esportes passados e atuais praticados pelo clube: a raquete representa o tênis; o remo, a âncora e o timão representam a tradição náutica do clube, que existiu até 1930; no centro do escudo, a bola representa a razão de ser do Olaria: o futebol. No interior da bola, alguns traços simulam a costura da mesma, que ainda traz as iniciais “O.A.C.” (Olaria Atlético Clube).
O atual escudo do Olaria. Representando os esportes atuais e passados praticados pelo clube, ele foi lançado em 1920. O escudo foi idealizado pelo presidente Sílvio e Silva e sua primeira versão foi desenhada pelo associado cujo apelido era “Gasolina”.
A Bandeira: A bandeira do Olaria tem a mesma construção modular da bandeira nacional e é constituída de um retângulo azul C300 na escala pantone de 20 X 14 módulos. Dentro do retângulo insere-se um losango branco cujos vértices distam 1,7 módulos do retângulo, tendo as tiras do losango 0,25 módulos de espessura. No centro do losango, insere-se o escudo do Olaria, acima do qual aparece uma estrela de bronze, alusão à conquista do Campeonato Brasileiro – Taça de Bronze de 1981. A presença do losango na bandeira é uma referência ao formato do primeiro escudo, mantendo-se assim a tradição lançada pelos pioneiros olarienses que fundaram o clube em 1915.
A bandeira oficial do Olaria: ela tem a mesma construção modular da bandeira nacional.
O Hino: O hino oficial do Olaria, composto por Lamartine Babo, tem a seguinte letra:
Olaria, teu esforço e tua glória estão crescendo dia a dia
Olaria, tua pujança tua vida, envaidecem tua torcida
Olaria, tua camisa azul e branca tem um “quê” de simpatia
Realizando sonhos mil
Tu serás o pioneiro dos esportes no Brasil.
Clube da faixa azul celeste
Tu vieste da Zona Norte
Clube da faixa azul celeste
És do esporte, pelo esporte.
A primeira gravação do hino do Olaria foi no ano de 1950, em formato do antigo compacto simples, na voz do cantor Nuno Roland e a participação de Francisco Sergi e Sua Orquestra, pela gravadora Continental. A denominação original da composição é “Marcha do Olaria”.
Lamartine Babo: o autor do Hino do Olaria.Nuno Roland: a voz da primeira gravação do Hino do Olaria, em 1950.
Os Uniformes: Desde que se tornou azul em branco, em 1920, a camisa branca com a faixa azul é o uniforme número 1 do Olaria. A camisa azul com a faixa branca só começou a ser utilizada em 1950. O Estatuto do Olaria prevê, no entanto, alterações no uniforme para fins competitivos, desde que respeitado o escudo do clube. Foi exatamente nesse sentido que foram lançadas as camisas alusivas às participações do Olaria na Copa do Brasil de 2024 e 2025, cujas cores azuis não são na tonalidade oficial, mas o escudo está respeitado, o mesmo tendo ocorrido com outros modelos alternativos.
Após o clube se tornar azul e branco, em 1920, a camisa branca de faixa azul passou a ser usada. Até 1950 ela era a única, sendo por isso a mais tradicional. Inspirou Lamartine Babo, quando compôs a letra do hino: “clube da faixa azul celeste…” O modelo acima foi lançado em 2015, em comemoração ao centenário do clube e ostenta a logomarca do centenário na parte superior.Modelo alternativo com o escudo acima da faixa azul.Modelo alternativo com a faixa azul, usado nos anos 1990.A camisa azul com a faixa branca começou a ser usada pelo time em 1950. Naquele ano, o Olaria realizou excelente campanha no campeonato carioca.Modelo alternativo, com o escudo acima da faixa branca. Esse modelo foi usado em 2019.A camisa listrada foi lançada em 1970 e marcou o grande time de 1971. Foi o modelo usado por Garrincha em 1972, entrando definitivamente para a história. Até hoje suas versões retrô são muito procuradas por torcedores.A camisa branca com o escudo fez história, pois foi o modelo usado pelo time no último jogo da final da Taça de Bronze, contra o Santo Amaro.Camisa quadriculada, lançada em 2010. Também chamada de “camisa croata”. Sua estreia foi no campeonato estadual daquele ano, no jogo contra o Botafogo.Camisa alusiva aos 40 anos de conquista da Taça da Bronze, lançada em 2021. Foi usada pela primeira vez no jogo contra o Nova Cidade, pelo estadual da série B1. Ostenta os nomes de todos os atletas, membros da comissão técnica e dirigentes envolvidos na maior conquista do futebol olariense.Modelo de terceiro uniforme lançado em 2023 com duas tonalidades de azul.Modelo de quarta camisa usado em 2023.Camisa alusiva à participação do clube na Copa do Brasil de 2024. Usada no jogo contra o São Bernardo.Modelo alternativo lançado em 2024, com diferentes tons de azul.Camisa lançada na participação da Copa do Brasil de 2025, Usada nos jogos contra o ABC e Brusque.Modelo lançado em 2025, usado pela primeira vez no jogo contra o Petrópolis, pelo Campeonato Estadual da Série A2.Modelo branco lançado em 2025, com a faixa em dois tons de azul.Modelo lançado em 2025, com diferentes tons de azul.
Este é um espaço feito com carinho, memória e paixão e destinado a todos aqueles que têm o Olaria Atlético Clube no coração. Aqui, a história ganha vida — desde os primeiros chutes na Rua Filomena Nunes, onde o clube foi fundado, passando pelo Estádio da Rua Bariri, onde ficou famoso, até os momentos inesquecíveis que marcaram gerações.
No Olaria Eterno, nosso objetivo é preservar e celebrar a trajetória e a memória deste clube tradicional do subúrbio carioca. Vamos relembrar grandes jogos, ídolos que vestiram com orgulho a camisa azul e branca e episódios que mostram por que o Olaria é muito mais do que um clube e do que um time: é parte da identidade de um bairro e de sua gente.
Você é nosso convidado para mergulhar nessa jornada e, claro, compartilhar suas lembranças, histórias e paixões. Afinal, um clube só é eterno porque sua torcida também é.
Sinta-se em casa. A nossa história e a nossa memória jamais se apagarão! O Olaria vive aqui!
Egídio Novaes Queiroz era um torcedor do Olaria que brigava pelo clube e que costumava andar pela sede da Rua Bariri com um papagaio no ombro. De origem indígena, ele se tornou sócio do clube, e durante os anos 1950 e 1960 era considerado o chefe dos torcedores bariris. Ele se tornou muito conhecido dentro e fora do Olaria e passou a identificar o próprio clube. Sim, o Olaria ficou conhecido como o clube do índio e por causa dele o índio passou a ser o mascote do Olaria.
Há um detalhe, no entanto, que deve ser observado. Muitos outros clubes pelo Brasil afora também adotam um índio como mascote. Mas, ao contrário dos demais clubes brasileiros, em que seus índios-mascotes representam uma etnia específica, o índio-mascote do Olaria não representa uma etnia determinada. Representa o povo indígena em geral, independente da etnia.
Assim, o nosso índio Egídio representa o Olaria e sua resistência e todos os povos originários do Brasil, infelizmente em extinção desde 1500.
Egídio Queiroz, o índio do Olaria. Por causa dele, o índio se tornou o mascote do clube.
No dia 1º de julho de 1915, uma quinta-feira, quem abrisse os jornais logo perceberia que o noticiário tinha como manchete a Grande Guerra, que havia começado um ano antes. Em relação ao Brasil, então governado por Wenceslau Braz, uma das notícias que se destacavam era a apresentação do orçamento ao Congresso. Longe de todos os holofotes midiáticos da época, e também em um ato de ousadia, visto que a elite ainda queria monopolizar a prática do futebol, um grupo de rapazes que moravam na Rua Filomena Nunes, em Olaria, decide fundar um clube de futebol naquele subúrbio leopoldinense. Então, naquela longínqua noite de quinta-feira, o capitão Alfredo de Oliveira abriu as portas de sua casa, na Rua Filomena Nunes, 202 (hoje 796) para que fosse realizada a reunião que consumaria a criação da agremiação. Um dos presentes na histórica reunião na casa do capitão foi Sylzed José de Sant’anna. Em uma entrevista décadas depois desse histórico dia, ele sintetizou o resultado da reunião:
“Num terreno que dava fundos para a casa do Hermogêneo, fincamos duas balizas e começamos a lutar com o Bonsucesso.”
Estava fundado o Olaria Futebol Clube. O Hermogêneo ao qual Sylzed se refere era Hermogêneo Vasconcellos, um dos fundadores e primeiro presidente do clube. Praticar o futebol, criar um clube que ostentasse o nome do bairro… Sim, mas não apenas. O primeiro rival do Olaria já existia desde 1913 e, nos primeiros tempos, o Olaria disputaria com o Bonsucesso a supremacia do futebol leopoldinense. Por isso, Sylzed não podia deixar de mencioná-lo.
Sylzed Sant’Anna: presidente do clube em 1944, ele participou da fundação do Olaria em 1915.
Além do capitão anfitrião, do Sylzed Sant’Anna e do Hermogêneo Vasconcellos, estavam na reunião de fundação: Carolino Martins Arantes, Alfredo de Oliveira, Agostinho Rodrigues dos Santos, Isaac de Oliveira, Gumercindo Roma, dentre outros, que assinaram a Ata de Fundação. Pelo documento, o clube seria denominado Olaria Futebol Clube. Suas primeiras cores foram o preto e branco, sendo seu primeiro escudo constituído de um losango preto, com as iniciais “O.F.C” também em preto. Essa denominação foi mantida até 1920, quando o nome foi alterado para Olaria Atlético Clube e as cores mudadas para o azul e branco. Foi também nesse ano que criou-se o atual escudo, rico em detalhes e ostentando as insígnias que representam os esportes passados e atuais praticados. O novo nome e o novo escudo já expressavam a realidade poliesportiva do clube que nasceu do futebol e que, até 1930, também praticaria o remo, disputando regatas na antiga Praia de Maria Angu, que desapareceria com a construção da Avenida Brasil, a maior via expressa da cidade.
Presidente Sílvio e Silva: em sua gestão, em 1920, o atual escudo foi concebido e desenhado.Agostinho Rodrigues dos Santos, um dos fundadores do Olaria, em foto de 1940.
Em 1931 o Olaria ascendeu, pela primeira vez em sua história, à primeira divisão do futebol do Rio de Janeiro, quando sagrou-se campeão invicto do Campeonato da Segunda Divisão da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos). Foi certamente a competição mais difícil da história do Olaria, pois eram 16 os participantes e só o campeão conquistaria o acesso. Após 30 jogos, o Olaria, de forma invicta, conquistou o título e a vaga na elite.
Em 1933, o Olaria alcançou sua melhor classificação em um estadual, quando foi vice-campeão. Em 6 de abril de 1947 inaugurou seu estádio na Rua Bariri, que logo depois viria a ser conhecido como “alçapão”. O primeiro jogo no estádio foi entre Fluminense e Vasco, com o fluminense vencendo pelo placar de 5 a 4.
Álvaro da Costa Mello: patrono do clube,foi durante a sua gestão como presidente, em 1947, que o estádio da Bariri foi construído e inaugurado.
Em 1950, primeiro campeonato carioca da Era Maracanã, foi o quinto colocado, chegando à frente da dupla Fla-Flu. O time foi comandado por Domingos da Guia. Em 1960 conquista o Torneio Início, sagrando-se o primeiro campeão do Estado da Guanabara.
Em 1962, o Olaria montou um dos melhores times de sua história, que ficou conhecido como “Espantalho da Bariri” e a bela campanha daquele ano levou o Olaria a disputar o Torneio Rio-São Paulo em 1963. Em 1971, o Olaria realiza uma das melhores campanhas de sua história no Campeonato Carioca, quando chegou em terceiro lugar e brigando até as últimas rodadas pelo título. Mas nesse mesmo ano o clube sofreria um dos maiores golpes de sua história quando, mesmo tendo colocação técnica e arrecadação (exigência da então CBD), foi excluído do Campeonato Brasileiro de 1972. Em 1973 e 1974, certamente com a consciência pesada pela injustiça que havia cometido, a CBD finalmente convida o Olaria para o Brasileirão.
Em 1981 o Olaria conquista o seu maior título: a Taça de Bronze, que foi o primeiro campeonato brasileiro da série C, vencendo o Santo Amaro, de Pernambuco, na final.
Em 2024 o Olaria participa pela primeira vez da Copa do Brasil e em 2025, novamente chega à competição nacional.