
1950 foi um ano icônico para o futebol do Rio de Janeiro: o Maracanã era inaugurado. O outrora maior estádio do mundo foi construído para a Copa daquele ano. Se, para a seleção brasileira 1950 foi um ano trágico, para o Olaria foi um dos anos mais gloriosos de sua história.
Cerca de um mês depois do “Maracanazo” começava o primeiro campeonato carioca da Era Maracanã. O Olaria, que três anos antes havia inaugurado o seu estádio, teve que sair muitas vezes do alçapão para enfrentar grandes adversários no gigantismo do Maracanã. Mas, naquele ano, o Olaria iria mostrar-se forte mesmo fora do seu tradicional alçapão, a começar pelo comando do time. Domingos da Guia, craque, pai de outro craque, Ademir da Guia (que brilhou na academia palmeirense) foi contratado como técnico do Olaria. Apelidado de “cacique”, Domingos da Guia sabia tudo de bola e, sob seu comando, naquele histórico campeonato carioca de 1950 o Olaria chegou em um honroso quinto lugar. Detalhe: o Olaria ficou na frente de Fluminense e Flamengo (o Fluminense foi sexto e o Flamengo foi sétimo).
Chegar à frente da dupla Fla-Flu no primeiro campeonato do Maracanã foi apenas um detalhe. O time do Olaria tinha um ataque que infernizava as defesas adversárias: Jarbas, Alcino, Maxwell, Washington e Esquerdinha formavam a linha de frente bariri. Tudo sob o comando do “cacique ” Domingos da Guia. No primeiro ano do Maracanã, o índio forte da Bariri, mesmo saindo de sua taba, mostrou que era forte até mesmo no então maior estádio do mundo.

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