
Estávamos em 1974 e o Olaria participava, pelo segundo ano consecutivo, do Campeonato Brasileiro da primeira divisão. E jogaria contra o Fluminense no Maracanã. Naquela tarde de domingo, 24 de março, nem o olariense mais otimista e nem o tricolor mais pessimista, poderiam imaginar o que iria acontecer.
O tempo, um pouco nublado e com alguma chuva, talvez tenha influenciado no público, que não foi muito grande: 9.215 torcedores pagaram para ver o que seria uma das vitórias mais épicas da história olariense. O Olaria, surpreendendo os tricolores, partiu para o ataque. E aos 32 minutos Antoninho abriu a contagem. 1 a 0 Olaria. Nem deu para o Fluminense se refazer. Aos 34 minutos Jair, de falta, ampliava para o time da Bariri: 2 a 0. Tudo se encaminhava para que o placar do primeiro tempo fosse aquele, mas aos 45 minutos Manfrini descontou para os tricolores: 2 a 1.
No segundo tempo, parecia que o Olaria, mesmo jogando bem, deixaria a vitória escapar, pois logo aos 5 minutos Rubens Galaxe marcou para os tricolores, decretando a igualdade no placar: 2 a 2.
Aos 23 minutos, Jair Pereira, que havia entrado no segundo tempo, após um cruzamento da direita feito por Roberto Pinto, testou firme no ângulo esquerdo do goleiro tricolor Roberto, recolocando o Olaria em vantagem: 3 a 2.
Uma ocorrência, no entanto, traria contornos dramáticos para o Olaria. Aos 30 minutos, o goleiro olariense Ronaldo se machucou gravemente e não pôde continuar na partida. Como o Olaria já tinha feito as duas substituições, teria que, além de ficar com um jogador a menos, improvisar um jogador no gol. E coube ao lateral-esquerdo Da Costa, conhecido como Batata, a missão de guardar a meta olariense, mesmo não sendo goleiro. O Olaria teria 15 minutos para, com um jogador a menos e sem goleiro, segurar a vitória. E o Olaria segurou o resultado, garantindo a consagradora vitória na competição mais importante do país.
Naquela longínqua tarde de outono, o Olaria escrevia no Maracanã uma de suas mais belas páginas. Página que, hoje, nós tiramos dos arquivos mortos da história para encher de orgulho todos os olarienses.

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