
O dia era 12 de abril de 1970, um domingo. Zagallo havia assumido o comando da seleção brasileira após a demissão de João Saldanha. Zagallo estava no trabalho de preparação da seleção que iria disputar a Copa do México. A seleção ainda não estava definida e, naquele dia, entrou no gramado do Maracanã a seleção que tinha o goleiro Leão, o lateral Everaldo, Dirceu Lopes e até o “furacão” Jairzinho para o amistoso que entraria para a história do clube bariri. Pelo lado do Olaria, comandado por Paulinho de Almeida, craques como Miguel, Altivo, Alfinete, Afonsino e Nado, que seria o nome do jogo.
Foi uma partida disputadíssima e, até o final do segundo tempo, o placar mantinha-se no 0 a 0. A seleção brasileira insistia, mas o Olaria, guerreiro, não se deixou intimidar pelos craques que vestiam a camisa amarela da então CBD. Aos 37 minutos do segundo tempo Nado, um atacante pernambucano que já tinha passado pela seleção e que destacou-se no Vasco, abre o placar para o Olaria. A seleção de Zagallo teria apenas 8 minutos para tentar o empate, o que não aconteceu. O Olaria segurou o resultado e, quando o árbitro Walquir Pimentel trilhou o apito final, o Olaria entrava para a história como sendo uma das equipes que derrotou a seleção brasileira.
É evidente que, antes de torcermos para a seleção, torcemos para um clube. Todos são torcedores permanentes de um clube e sazonais de uma seleção. Porém, naquele 12 de abril de 1970, muitos talvez não soubessem ou não tivessem consciência, mas o Olaria não derrotou apenas uma seleção. Derrotou uma seleção que, formada por uma plêiade de craques, foi descaradamente usada como aparelho ideológico da ditadura. Mais uma bela página da história olariense.
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