1996: NA BARIRI, A MAIOR DE TODAS AS VIRADAS

A emoção do presidente Pintinho e dos atletas Adriano e Luciano Silva, o Ligeirinho, após a histórica virada em 1996: Olaria 5 a 4.

No dia 23 de junho de 1996, quem compareceu à Rua Bariri para assistir Olaria X Itaperuna pelo campeonato estadual da primeira divisão, não imaginava que testemunharia talvez a maior virada de placar da história do futebol brasileiro. O Olaria perdia por 4 a 0 até os 28 minutos do segundo tempo e terminou a partida com a vitória de 5 a 4.

Logo no início, os visitantes já abriram 2 a 0, com Paraíba marcando aos 6 e Barata aos 7 minutos. E assim terminou a primeira etapa. No segundo tempo, novamente Paraíba aos 15 minutos e outra vez Barata, aos 28, decretavam 4 a 0 para o Itaperuna. Nesse momento, vários torcedores do Olaria, desanimados e incrédulos com o que viam, começaram a deixar o estádio. Porém, dois jogadores que entraram no segundo tempo, mudariam a história daquele jogo inesquecível: Luciano Silva e Preto Casagrande.

Aos 29 minutos, Luciano Silva, encobrindo o goleiro Pacato, marcou aquele que parecia ser apenas o gol de honra do Olaria. No entanto, o inesperado estava por vir. Aos 32, Leandro fazia 4 a 2. Aos 34, Luciano Silva novamente marcava e o Olaria encostava no placar: 4 a 3. A essa altura, vários torcedores voltavam correndo para as arquibancadas, pois ainda dava para o empate, o que já seria um grande feito depois de estar perdendo por 4 a 0. E o empate veio. Pedro Renato, aos 41 minutos, igualava o marcador: 4 a 4. O empate, após estar perdendo por 4 a 0, era comemorado como um título e parecia um sonho.

Já nos acréscimos, aos 47 minutos, uma falta para o Olaria próxima à grande área, no gol à direita das cabines de rádio. Arturzinho foi o encarregado da cobrança. Os jogadores do Olaria, dentro da área, pediam para ele cruzar. Mas Arturzinho preferiu tocar para trás, na altura da meia-lua. Então, Preto Casagrande soltou um canhão que estufou a rede do goleiro Pacato. Olaria 5 a 4. A Rua Bariri era, a partir daquele momento, o palco da maior virada de placar da história do campeonato carioca.

Após o apito final, olarienses choravam e se abraçavam. Até hoje não se tem notícia da reversão de um placar tão adverso em tão pouco tempo. Naquele dia, o Olaria e a Rua Bariri mais uma vez entravam para a história do futebol brasileiro.

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