
“Tô aí o que é que há? Tô aí o que é que há? Com a Turma da Pipoca, eu não posso parar…” (Trecho do samba da Turma da Pipoca, 1973).
“Você, menina triste, tão solitária, sem coração, venha para a Turma da Pedra…” (Trecho do samba da Turma da Pedra, 1978).
“Amor, amor, amor, não aceito sua queixa, sei que você não me deixa…” (Trecho do samba da Turma do Trigão, 1980).
Pipoca, Pedra e Trigão. Nos anos 1970 e até meados dos anos 1980, as turmas de Olaria não eram apenas grupos carnavalescos do bairro. Também eram do clube. Em comum, todas as turmas frequentavam os carnavais do Olaria e seus componentes, em grande parte, eram sócios do clube.
A Turma da Pipoca é um pouco mais antiga. Liderada por Roberto Cavalo, tinha uma tropa que ficou famosa por ser conhecida como uma turma de brigões: Albertinho, Cartinha, Zé da Merda, Mamão e até o Nelinho, lateral da seleção, faziam parte da Turma da Pipoca. No carnaval, desfilavam pelas ruas do bairro e iam para os bailes do Olaria. A Pipoca também era a maior torcida organizada do Olaria nos anos 1970: eles acompanhavam o time, não importando onde o Olaria fosse jogar. Eles se concentravam na esquina das ruas Filomena Nunes com Leopoldina Rego. Em 1973, ocuparam um terreno na Rua Filomena Nunes onde tinha uma quadra e ali se instalaram para realizar seus ensaios. Chegaram a ter até a presença do Rei Momo em um de seus eventos.
A Turma da Pedra teve como um de seus primeiros líderes José Pinto Monteiro. Seu irmão, Augusto Pinto, o Pintinho, e Heitor Belini, também foram líderes da turma e, tempos depois, ambos seriam presidentes do Olaria. A Pedra ensaiava em uma quadra bem ali na estação de Olaria, na esquina das ruas Alfredo Barcelos com Leocádia Rego. A Turma da Pedra também desfilava pelas ruas de Olaria e teve muitos integrantes.
A turma do Trigão veio depois, na virada dos anos 1970 para 1980. Liderada por Carlinhos Galego, eles ensaiavam na esquina das ruas Filomena Nunes com Leopoldina Rego, onde ficava o Bar da dona Aida e do seu Gonçalves, pais de Carlinhos Galego. Eles “herdaram” o local antes ocupado pela Turma da Pipoca. Por alguns anos, a Turma do Trigão também movimentou o carnaval do bairro e do clube.
E onde essas turmas se encontravam? Nos carnavais do Olaria. Velhos e bons tempos, onde até rolava alguma rivalidade, mas não havia briga: todos eram Olaria e as turmas eram uma atração à parte numa saudosa época em que ninguém precisava sair do bairro ou do Olaria para ter um carnaval de verdade.





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