
Em 1947 o Olaria inaugurava o seu estádio, o velho e temido “Alçapão da Bariri”. O estádio, tamanho o estrago imposto sobre muitos adversários, inclusive poderosos, também ficaria conhecido como “Cemitério dos Grandes” e “Ratoeira dos Grandes”. Por muito tempo, vencer o Olaria no Alçapão era uma tarefa das mais difíceis e, quando isso acontecia, o custo era alto.
Porém, em 1947, não apenas o recém-inaugurado Alçapão era um fator que pesava para as vitórias do Olaria. Naquele ano, depois de ter ficado fora da primeira divisão por um golpe imposto em 1937, o Olaria retornava à divisão principal, com seu estádio e com um grande time. Era o time que tinha craques como Leleco, Baiano, Ananias, Spinelli, Limoeirinho e que assombrava seus adversários, fosse dentro ou fora da Bariri. A mídia logo encontrou um apelido para o esquadrão olariense daquele ano: Fantasma da Bariri. No Campeonato Carioca daquele ano, dos 20 jogos disputados, o Olaria perdeu apenas 5.
Na campanha olariense de 1947, alguns resultados merecem destaque, como a esmagadora goleada de 8 a 3 sobre o Bangu na Bariri; a histórica vitória sobre o Flamengo por 1 a 0, em plena Gávea, com gol de Spinelli; o empate em 3 a 3 com o campeão Vasco dentro de São Januário; o empate em 4 a 4 com o Fluminense na Bariri; e ainda, a vitória de 3 a 2 sobre o Botafogo na Bariri, o que faria o clube alvinegro entrar para a história por ter sido o primeiro dos chamados “grandes” a cair no Alçapão.
Enfim, o Fantasma da Bariri de 1947, enquanto assustava e detonava seus adversários, ao mesmo tempo alegrava e orgulhava seus torcedores. A temida Rua Bariri, aliada ao timaço do Olaria, gerou o fantasma azul e branco que, para sempre e com muito orgulho, ficará na memória de todos os olarienses.
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