A CONCENTRAÇÃO DA RIO-PETRÓPOLIS

Durante quase toda a década de 1960, existia um imóvel que se tornou famoso por ser muito utilizado pelo Olaria e não ficava na Rua Bariri: era a concentração dos atletas de futebol do clube, localizada na altura do quilômetro 17 da Washington Luís, a rodovia Rio-Petrópolis. Dali, por alguns anos, os jogadores do Olaria partiam para o Maracanã e para outros estádios.

A concentração era um casarão que ficava localizado na Rua Romeu Estelita, no bairro Vila Maria Helena, município de Duque de Caxias. O casarão da Rio-Petrópolis, como era conhecido, tinha amplos quartos que acomodavam confortavelmente os jogadores e ali eram também feitas as refeições dos atletas.

O casarão da Rio-Petrópolis não era de propriedade do Olaria. O imóvel foi cedido pelo associado Joaquim Oliveira e Silva, no início da gestão do presidente José de Albuquerque. Em conversa com o ex-zagueiro Mafra, que se concentrou muito ali, o mesmo declarou que o local era uma boa concentração, era muito confortável e que nada faltava aos jogadores.

José de Albuquerque presidiu o Olaria entre 1960 e 1967, período em que a concentração foi muito utilizada. Naquela época, a Rio-Petrópolis não deixava de ser uma extensão da Bariri. Após a gestão de Albuquerque, a concentração não mais foi usada. Porém, ficou a lembrança de uma época em que os torcedores, para verem de perto os seus ídolos e dar uma força antes dos jogos, tinham que literalmente meter o pé na estrada.

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