“Almir acabou com o jogo”. (Manchete do Jornal dos Sports de 22/10/1967).

O Alçapão da Rua Bariri foi palco de muitas confusões e episódios rocambolescos que ficaram na memória dos torcedores. Porém, nenhum episódio é tão lembrado e comentado como a pancadaria generalizada do jogo entre Olaria e América. O dia era 21 de outubro de 1967 e o Olaria receberia o América pelo Campeonato Carioca. O América tinha um grande jogador, mas que também teve sua carreira marcada pelas confusões que arrumou: Almir Pernambuquinho. O jogo estava muito disputado, quando aos 19 minutos do segundo tempo Antunes, o irmão de Zico, abriu o placar para os americanos. Mas um outro irmão de Zico jogava pelo América: Edu. Após o gol do América, o meia Sabará, do Olaria, que não brincava em serviço, atingiu violentamente Edu e foi expulso pelo árbitro Geraldino César. Edu queria vingança e “terceirizou” seu sentimento para o companheiro Almir, pedindo que ele se vingasse da agressão sofrida. Almir, então, aceitou a “missão”.
Quando o jogo se aproximava do final, em uma dividida com o goleiro Édson Borracha, do Olaria, Almir chutou o rosto do goleiro olariense, que imediatamente começou a sangrar. Teve início, então, a briga que entraria para a história. Foi uma verdadeira batalha campal. Todos os jogadores que estavam em campo, além dos reservas, se envolveram na briga. Isso sem falar de dirigentes e outros que adentraram ao gramado.
Há uma cena da briga que ficou gravada para sempre: como a briga foi perto da baliza, em dado momento Almir, mesmo brigando muito, caiu, ficou enroscado e preso na rede e acabou chutado por olarienses. Claro que o jogo não terminou, porque todos os 22 jogadores foram expulsos.
Roberto Assaf e Clóvis Martins, no livro História dos Campeonatos Cariocas, mencionam a briga:
“O sururu foi em outubro, no estádio da Rua Bariri, quando o sempre polêmico Almir, em fim de carreira no América, resolveu tomar as dores do companheiro Edu, o irmão de Zico. Almir agrediu o goleiro Édson e a briga generalizou-se”.
O episódio entrou para a história como a maior briga já ocorrida no velho Alçapão da Bariri e certamente a maior briga da história dos Campeonatos Cariocas.



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