
Carlos Eduardo da Corte Imperal ou, simplesmente, Carlos Imperial. O ano era 1980 e o Olaria era presidido por Edmundo Cigarro. O presidente Edmundo havia convidado Carlos Imperial para assumir a vice-presidência de futebol do Olaria. Assim, o ator, compositor e apresentador de TV Carlos Imperial também passaria a ser o comandante do futebol olariense. Em princípio, os olarienses ficaram céticos e a dúvida era até justificável. O cara era brigão, polêmico e eram conhecidas as confusões que arrumava por onde passava. Porém, não restavam dúvidas de que ele traria mídia para o Olaria, numa época em que não existiam redes sociais.
E o ano de 1980 já lançava um grande desafio para o novo vice de futebol: o Olaria teria que disputar um torneio de acesso para garantir vaga na primeira divisão. E a primeira providência do Imperial foi ligar para a 37ª Delegacia Policial, na Ilha do Governador. Não era para registrar qualquer ocorrência e sim para convidar o então delegado Antônio Lopes para ser o técnico do Olaria. Lopes aceitou o convite e começava ali, na rua Bariri, sua vitoriosa carreira de técnico. Imperial também trouxe reforços importantes, como o zagueiro Salvador e o atacante Henry. O Olaria foi campeão com sobras e voltou para a primeira divisão.
Imperial ainda teria, como vice-presidente, outro desafio: o Torneio Incentivo Ary Magalhães, que o Olaria acabou conquistando ao golear o Volta Redonda por 5 a 1, em um jogo inesquecível na Rua Bariri. Com Imperial, começava a ser montada a base da equipe que, no ano seguinte, conquistaria a Taça de Bronze. No fim, o ceticismo inicial deu lugar à certeza de que Carlos Imperial levou o Olaria a grrandes conquistas no ano de 1980.
Após sair da vice-presidência de futebol do Olaria, Imperial elegeu-se vereador pelo PDT em 1982 e, antes de falecer, em 1992, deixaria eternizado um dos maiores bordões do Carnaval Carioca: “dez, nota dez!” era o seu brado quando, na função de anunciador das notas dos desfiles das escolas de samba, um jurado atribuía a nota máxima.
Assim, a passagem de Carlos Imperial pelo Olaria, embora muito curta, deixou ótimas recordações na Rua Bariri. Isso sem contar as histórias que ficaram para além do futebol quando, por exemplo, em uma excursão do time ao interior de Minas, ele resolveu levar as suas famosas “lebres” e aí ninguém quis mais saber de ver o jogo. Mas isso já é outra história…




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