OLARIA DE TERRA E MAR

O porto de Maria Angu em 1928, época em que o Olaria Atlético Clube ali promovia e praticava regatas.

Em 1920 o Olaria adotou o atual escudo e as insígnias náuticas nele presentes, como o remo e a âncora, explicitavam a nova realidade do clube: sim, o Olaria passaria a praticar regatas, numa época em que o remo ainda era um esporte de elite. Naquele ano, tinha início a gestão do presidente Sílvio e Silva e ele não apenas implantou a nova modalidade como também idealizou o escudo atual, para que o mesmo ostentasse a nova realidade esportiva do Olaria.

Se na Zona Sul o remo era praticado na Enseada de Botafogo e, depois, na Lagoa Rodrigo de Freitas, as “águas de Olaria” eram outras: ficavam na Praia de Maria Angu, que se estendia da Penha até Ramos e onde também havia um porto. A iniciativa de implantar o remo no Olaria foi tão surpreendente que, tão logo foi anunciado o novo esporte, a Gazeta Suburbana estampava: “Ora essa! O Olaria promovendo regatas no Porto de Maria Angu!” Foi exatamente em maio de 1920 que o Olaria inaugurou seu Departamento Náutico e promoveu no porto de Maria Angu seu primeiro evento de regatas e outros esportes aquáticos. A partir de então, o Olaria se tornava um clube de terra e mar. Ali no Porto de Maria Angu o Olaria instalou a sua primeira sede náutica. Ali também o clube criou um grupo de escoteiros do mar. Até 1930 o Olaria promoveu vários eventos náuticos na saudosa praia de Maria Angu.

Com a construção da Avenida Brasil, na década de 1940, a praia de Maria Angu foi aterrada e desapareceu. Porém, até hoje aquela praia é lembrada com saudades, em uma época em que o Olaria jogava futebol e remava nas águas de Olaria.

Grupo de escoteiros do mar do Olaria em 1930. Foto: Jornal Diário da Noite.

Sílvio e Silva, o presidente que, em 1920, implantou o remo no Olaria e idealizou o atual escudo do clube.

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