
O famoso Alçapão da Bariri, apesar de todas as mudanças ocorridas, que deu ao estádio um ar de glamour, não deixou de registrar episódios dignos dos velhos tempos.
O dia era 28 de setembro de 2003 e o Olaria enfrentaria o Bangu, na Rua Bariri. O jogo era válido pelo Campeonato Brasileiro da série C. Naquele dia, o jogo começou com 36 minutos de atraso, pois a arbitragem ficou à espera do policiamento. Rolada a bola, o Olaria sairia vitorioso pelo placar de 1 a 0, gol do zagueiro Santiago cobrando pênalti, aos 26 minutos do segundo tempo. Mas o que entrou para a história do velho alçapão naquele dia não foi o atraso do jogo por falta de policiamento e nem a vitória do Olaria ou o gol do Santiago, pois um fato rocambolesco é que tomaria o lugar na história.
O fato inusitado aconteceu no segundo tempo. A torcida do Olaria, como de costume, havia se concentrado atrás do gol à esquerda das sociais, onde estava o goleiro do Bangu. Então, os torcedores do Olaria resolveram pregar uma peça no goleiro adversário. Eles conseguiram que o gandula que estava atrás do gol subtraísse a garrafa de água do goleiro banguense. Então, jogaram toda água fora. Depois, encheram novamente a garrafa, mas de xixi, e devolveram o recipiente ao gandula, que recolocou-o em seu lugar original. Tudo sem que o goleiro percebesse. Como a garrafa não era transparente, o goleiro não pôde perceber que haviam trocado o líquido do recipiente. Em dado momento, o goleiro do Bangu foi beber um gole do que pensava ser água. Ato contínuo, virou-se para trás xingando a torcida do Olaria e arremessando a garrafa na arquibancada. Após o jogo, pouco se falava da vitória do Olaria. O assunto foi apenas o infortúnio que o goleiro banguense sofreu no alçapão, em um episódio que para sempre será lembrado.
PS: Por uma questão de preservação, não iremos divulgar os nomes do goleiro, do gandula e nem do torcedor que urinou na garrafa.
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