
No dia 9 de maio de 1965, um sábado, às 16 horas, era inaugurada aquela que seria uma das maiores obras da história do Olaria: o seu parque aquático. Naquele dia, o presidente José de Albuquerque entregava aos sócios a obra que seria o maior legado de sua administração. Por decisão do Conselho, o nome do parque aquático seria, como muita justiça, “José da Albuquerque”.
Foi um dia de festa na Rua Bariri. O Jornal dos Sports, que esteve presente na solenidade de inauguração, noticiou com destaque, em sua edição de 12 de maio de 1965:
“Olaria ofereceu sábado um presente à cidade: inaugurado o parque aquático”.
A matéria do Jornal dos Sports considerava a inauguração do parque aquático um grande acontecimento para toda a zona leopoldinense, e não apenas para o clube ou o bairro de Olaria.
A inauguração do parque aquático, com quatro piscinas, a olímpica, a social, a juvenil e a maternal (nome dado à época para a piscina infantil) teve a presença de muitas autoridades e figuras de destaque no clube, como o patrono Álvaro da Costa Mello e até um representante do então governador da Guanabara, Carlos Lacerda. Uma presença, no entanto, não pode deixar de ser lembrada e era destacada pelo Jornal dos Sports: a nadadora Maria Lenk, então, com 50 anos de idade. Orgulho do esporte brasileiro, primeira mulher a partcipar de uma Olimípada pelo nosso país, Maria Lenk foi até a Rua Bariri prestigiar este dia histórico do Olaria. A presença de Maria Lenk, além de orgulhar a todos os olarienses, certamente serviu como inspiração para a grande história que o Olaria escreveria, a partir dali, na natação.
As obras do parque aquático do Olaria estiveram sob a responsabilidade da empresa Hugóes Engenharia e Comércio Ltda, com quem o Olaria mantinha contrato desde 1964.
Até hoje, depois de tanto tampo, poucos clubes no Rio de Janeiro possuem um parque aquático tão amplo e confortável como o do Olaria, o que para muitos faz o clube da Rua Bariri ser considerado o “Oásis da Leopoldina”.




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