1950: REFLETORES NA BARIRI COM PARCERIA LEOPOLDINENSE

Manchete do jornal Diário da Noite, de 16 de novembro de 1950, anunciando a inauguração dos refletores do estádio do Olaria.

O famoso alçapão da Rua Bariri foi inaugurado em 1947. Porém, só veio a ter iluminação em 1950, durante a administração do presidente Leibnitz Miranda, o “Lazinho”. No mesmo ano, as antigas cercas das arquibancadas, feitas com canos de ferro, foram substituídas por alambrado. Foi a primeira grande transformação sofrida pelo estádio desde sua inauguração. Porém, a instalação dos relfetores foi a grande obra que marcou a melhoria do estádio até então. Na ocasião, foram instalados 90 refletores.

Um detalhe, no entanto, chama atenção: não foi um jogo do Olaria que inaugurou os refletores da Bariri. Isso porque Olaria e Bonsucesso, apesar de grandes rivais na época, haviam firmado uma parceria. A parceria consistiu em um convite feito à Portuguesa Santista para inaugurar os refletores da Bariri em um jogo contra o Bonsucesso. Em contrapartida, dois dias antes, o Olaria inauguraria os refletores do Bonsucesso, em Teixeira de Castro, jogando contra a mesma Portuguesa Santista.

Assim, em 16 de novembro de 1950, Bonsucesso e Portuguesa Santista jogaram na Bariri inaugurando a iluminação do alçapão. O Bonsucesso venceu por 2 a 1 e Cidinho, do Bonsucesso, marcou o primeiro gol noturno na Bariri.

Porém, dois dias antes, em 14 de novembro, conforme previa a parceria, o Olaria jogou em Teixeira de Castro contra a mesma Portuguesa Santista, inaugurando os refletores do Bonsucesso. E se na Bariri quem marcou o primerio gol noturno foi um jogador do Bonsucesso, em Teixeira de Castro essa honra coube a um jogador do Olaria. Alcino, atacante olariense, fez o gol da vitória por 1 a 0, marcando assim o primeiro gol noturno no campo do Bonsucesso.

Na parceria entre Olaria e Bonsucesso deu tudo certo. Ambos venceram as partidas e o jogador de um marcou o primeiro gol noturno no campo do outro. Porém, há que se acrescentar um detalhe: Cidinho, o ponta-direita do Bonsuceso que marcou o primeiro gol noturno na Bariri, tinha DNA olariense. Seu pai, Sylzed Sant’Anna, foi um dos fundadores e presidente do Olaria. Cidinho, por muitos anos jogou no Olaria e ainda foi vice-presidente do clube. Assim, naquele 16 de novembro de 1950, mesmo com Cidinho estando com a camisa do Bonsucesso, o primeiro gol noturno na Bariri teve o coração, o DNA e a cara olarienses…

O Jornal dos sports, em sua edição de 16 de novembro de 1950, dava destaque à inuguração dos refletores do Olaria.
Cidinho, então no Bonsucesso, marcou o primeiro gol noturno na Bariri, em 1950.
Leibnitz Miranda, o Lazinho: em sua gestão, em 1950, o estádio do Olaria teve os primeiros refletores de sua história.

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