1930: O CAMPO, ANTES DO ESTÁDIO

O campo do Olaria em 1930, quando ainda não existia o estádio. Ao fundo, a Igreja da Penha.

Estávamos no ano de 1930. A Rua Bariri ainda se chamava Rua Cândido Silva. O Olaria havia comprado há poucos anos o terreno na rua que mais tarde se chamaria Bariri. E ali instalou o seu campo, onde 17 anos mais tarde seria erguido o lendário “alçapão”.

O preço do terreno da Rua Cândido Silva era alto, custava 80 mil cruzeiros, e o Olaria não dispunha de recursos para efetuar a transação. O clube só tinha 7 mil em caixa. Então, três grandes benfeitores olarienses fizeram uma “vaquinha” e completaram, de seus próprios bolsos, os 73 mil que faltavam. Foram eles: João Fernandes Ferreira, Rachid Bunahum e Armindo Augusto Ferreira. Assim, o terreno foi comprado e o Olaria agora tinha o seu próprio campo.

A foto acima, de 1930, publicada no jornal Diário da Noite, permite que nos localizemos, tendo como referência a Igreja da Penha, que aparece ao fundo. Assim, dá para perceber a posição original das balizas. Como vemos, uma delas está do lado onde aparece a Igreja da Penha. Logo, o campo era paralelo à Rua Cândido Silva (atual Bariri). Havia apenas uma cerca baixa que separava o campo dos torcedores. Foi exatamente nesse gramado que o Olaria disputou o campeonato da segunda divisão da AMEA de 1931, do qual sagrou-se campeão invicto e ascendeu, pela primeira vez, à primeira divisão carioca.

A partir de 1947, o que era apenas um simples campo com uma pequena cerca, seria transformado no lendário e temido alçapão da já chamada “Rua Bariri”.

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