
“O melhor ficou para o fim
O Olaria valoroso de Leleco
Creio que novamente será assim
O fantasma treinado por Neco.” (Quadra publicada na Revista Sport Ilustrado, página 16, de 3 de junho de 1948, de autoria de Alberto Taborda).
“Fantasma Bariri” foi o apelido dado ao time do Olaria de 1947. O apelido já diz tudo: a equipe bariri assustava, e muito, os seus adversários. Naquele ano de 1947 o Olaria inaugurava o alçapão, o seu estádio que seria o terror dos adversários. Mas não apenas o alçapão assustava os visitantes que pisavam no gramado da Bariri. O Olaria tinha um timaço. E esse timaço era dirigido por um grande comandante: Neco.
Manuel da Silva Alves era o nome de Neco. Sob seu comando o Olaria, em 1947, realizou uma ótima campanha no Campeonato Carioca, com grandes vitórias dentro e fora do alçapão. Na Bariri, o Olaria goleou o Bangu por 8 a 3, derrotou o Botafogo por 3 a 2 e aplicou outra goleada, sobre o Bonsucesso, por 5 a 1, e ainda empatou com o Fluminense em 4 a 4. Fora da Bariri, o “Fantasma” também assustava: arrancou um empate em 3 a 3 contra o “Expresso” do Vasco dentro de São Januário e derrotou o Flamengo por 1 a 0, em plena Gávea, com um histórico gol de Spinelli, calando a gaita de Ary Barroso. Tudo sob o comando de Neco, que ainda dirigiu o time no ano seguinte.
Como diz a quadrinha do Taborda, escrita em 1948: “O Olaria valoroso de Leleco… O fantasma treinado por Neco…”

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