
Em 1945 João Lyra Filho, então presidente do CND (Conselho Nacional de Desportos) fez uma proposta ao presidente do Olaria, Álvaro da Costa Mello. A proposta de João Lyra Filho também era um compromisso dele com o Olaria:
“Se vocês fizerem esta obra (o estádio) eu lhes asseguro que o Olaria será promovido à primeira divisão”. (João Lyra Filho, a Álvaro da Costa Mello, em 1945).
O Olaria havia sido injustamente afastado da primeira divisão em 1937, após a pacificação do futebol carioca. A proposta de João Lyra Filho era um grande desafio para o Olaria, mas o presidente Mello não pestanejou e se comprometeu em construir o estádio. O primeiro passo foi constituir uma comissão de obras. Para tal, Mello nomeou Antônio Pereira Pinto, José Rodrigues de Carvalho, José Rodrigues Marcelino e Armindo Augusto Ferreira. A comissão não era formada por um grupo de burocratas engravatados e encastelados em gabinetes. Ao contrário, eles metiam a “mão na massa”, como se diz comumente.
Um engenheiro que era associado do clube, chamado José Júlio de Sá Lopes, fez a planta do estádio, sem cobrar qualquer remuneração ao clube. Foi aberto um livro de ouro, encabeçado pelo próprio presidente Mello, e as contribuições dos olarienses possibilitaram a construção. Foram 18 meses de trabalho e, no dia 6 de abril de 1947, o estádio que mais tarde seria batizado de “Mourão Filho” e popularmente conhecido como “Alçapão da Bariri” era inaugurado. O projeto, sonho dos olarienses, virou realidade, com o Olaria voltando à primeira divisão, o time bariri sendo um fantasma e o alçapão um pesadelo para os seus adversários…

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