A ANTIGA SOCIAL

O atleta Santo Cristo batendo bola durante o treino, em foto de 1956. Ao fundo, a antiga social de madeira, vendo-se ainda a Igreja da Penha.

Quando o estádio do Olaria foi inaugurado, em 1947, não havia um espaço privativo destinado aos associados, diretoria e autoridades, ou seja, não tinha social. A primeira social do Olaria foi construída em meados dos anos 1950, mas não era de cimento e sim de madeira. Ela ficava na linha lateral do campo. Se tomarmos como referência o campo atual, que é perpendicular à Rua Bariri, então a social construída naquela época ficava muito próxima de onde hoje está a linha do meio do campo.

A foto acima é de 1956, quando o campo ainda era paralelo à Rua Bariri e vemos o atleta Santo Cristo batendo bola em um dia de treino. Ao fundo, a antiga social, com alguns poucos degraus de madeira. Os degraus não eram muitos, em torno de meia dúzia, mas se estendiam por quase toda linha lateral. Note-se que o espaço era coberto, ao contrário das arquibancadas, que não aparecem na foto.

Estávamos na época áurea do alçapão, quando o estádio do Olaria era o terror dos adversários. E os mais antigos sempre disseram que a social de madeira era mais uma arma para o Olaria. Isso porque os olarienses que assistiam de lá o jogo, para incentivar o time batiam com os pés nos degraus de madeira, produzindo um barulho ensurdecedor, principalmente porque o espaço era coberto. O barulho simulava sons de tambores e esse hábito da torcida do Olaria contribuiu para que o estádio também viesse a ser chamado de “Taba Bariri”.

Flagrante de Olaria X Fluminense na Bariri em 1952. Ao fundo a antiga social lotada, com pessoas até em cima da cobertura, vendo-se ainda a Igreja da Penha.

Em foto de 1955, a Rua Bariri em dia de jogo, vendo-se à direita a antiga social e ao fundo a Igreja da Penha.
Em foto de 1961, o ponta-esquerda Romeu, vendo-se ao fundo a antiga social de madeira.

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