SURURU EM MARIA ANGU!

O dia era 2 de novembro de 1915 e o Olaria tinha apenas 4 meses de existência. Naquele Dia de Finados, uma terça-feira, o Olaria disputou um dos primeiros jogos de sua história, contra um adversário chamado Velocidade Futebol Clube. Ainda nem existia o alçapão da Bariri e o Olaria nem tinha um estádio próprio. O Olaria ocupava um terreno no caminho de Maria Angu, onde existia a praia e o porto, ali fincou duas balizas e estabeleceu o seu primeiro campo.

Aquele 2 de novembro foi histórico. O Olaria aplicou a primeira goleada de sua história, massacrando o time do Velocidade por 6 a 1. Mas aquele longínquo e histórico jogo também ficou marcado pelo primeiro sururu da história do Olaria. O jornal O Imparcial, que traz alguns detalhes daquela histórica partida, publicou no dia seguinte:

“O jogo, que começou bem, quase acabou mal.”

Mas, afinal, o que aconteceu, além da goleada do Olaria?

Bem, a torcida do Olaria, segundo o mesmo jornal, apesar de seu time em vantagem no placar, passou a pressionar e obrigar o árbitro a marcar faltas não cometidas pelo time do Velocidade. Os torcedores do Velocidade, que foram até Maria Angu apoiar a sua equipe, não se conformaram, protestaram e teve início então a confusão. A matéria do jornal O Imparcial conclui suas informações sobre o jogo da seguinte forma:

“Felizmente, só houve feridos.”

A confusão deve ter sido mesmo muito grande e, felizmente, “só feridos”. Com apenas 4 meses de vida, a primeira confusão em um jogo do Olaria já tinha acontecido. Seria um prenúncio do que iria acontecer tempos depois com o surgimento do alçapão da Rua Bariri? …

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