
Não, prezados leitores. Não estamos falando da obra do grande escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez e sim do enterro de um estádio que fez história no futebol carioca durante 50 anos. Referimo-nos ao último jogo no estádio do América, na rua Campos Salles, jogo este em que o Olaria enterrou não apenas o estádio do diabo, mas também o seu time.
O dia era 19 de agosto de 1962 e o Olaria, com o timaço apelidado de “Espantalho”, enfrentaria o América no antigo estádio de Campos Salles. Comandado pelo técnico Duque, o esquadrão bariri pisou no gramado de Campos Salles com Ernani, Murilo, Sérgio, Navarro, Haroldo e Casemiro; Nélson e Valdemar; Salatiel, Rodarte e Romeu. Aquele seria o último jogo da história do estádio de Campos Salles, pois o clube rubro iria se mudar para o estádio do Andaraí, o Estádio Wolney Braune. O timaço do Olaria pisava, assim como seu adversário vermelho, pela última vez naquele estádio. Claro que o jogo, só por esse motivo, já entraria para a história. Com Armando Marques no apito, o timaço da Bariri mandou o diabo para o inferno, vencendo os donos da casa por 3 a 1, com gols de Murilo, Valter e Romeu. Grande vitória olariense. Ali jazia um adversário. Ali jazia um estádio.
Naquele domingo, 19 de agosto de 1962, o diabo era enterrado pelo Olaria, junto com o seu estádio. E o Olaria entrava para a história como vencedor do último jogo no finado estádio de Campos Salles.
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