
Em 1971 o Olaria teve um dos melhores times de sua história, que brigou até as últimas rodadas pelo título de campeão carioca, mas acabou em terceiro lugar. E um dos grandes jogos que marcou aquela bela campanha aconteceu no Maracanã. Era o dia 30 de maio de 1971 e 21.531 torcedores pagaram ingresso para assistir àquele que seria um dos jogos mais sensacionais da história do Campeonato Carioca: Olaria 3 X 3 Fluminense. A equipe tricolor, que seria a campeã, estava recheada de craques: o goleiro tricampeão Félix e o lateral também tricampeão Marco Antônio, além do goleador Lula. Mas o timaço do Olaria não ficava atrás e tinha Miguel, Afonsinho, Roberto Pinto, Alfinete, Altivo, o goleador Luís Carlos Feijão e outros.
Logo aos 3 minutos de jogo o Olaria mostraria ao que vinha: Luís Carlos Feijão deu um lençol no zagueiro Assis e tocou para o fundo da rede, abrindo o placar. Mas o Fluminense viraria o jogo ainda no primeiro tempo, com dois gols de Ivair, aos 23 e 31 minutos. Perdendo por 2 a 1, o Olaria partiu para cima do time das Laranjeiras e, quando o primeiro tempo se encaminhava para o fim, aos 36 minutos o zagueiro Assis fez um gol contra: 2 a 2. E, aos 40 minutos, Luís Carlos Feijão foi derrubado na área pelo zagueiro Galhardo. Pênalti! Revoltado coma marcação, Lula atirou a bola no árbitro José Marçal Filho e foi expulso. Teve início então uma grande confusão dentro de campo. Passado o tumulto, Altivo cobrou o pênalti com um violento chute no canto esquerdo de Félix e recolocou o Olaria à frente do placar: 3 a 2.
No segundo tempo, aos 11 minutos, o lateral Toninho empatou para o Fluminense. E aos 39 minutos, por pouco o Olaria não marcou o gol da vitória, perdido por Salvador. Final: 3 a 3.
Naquele que foi o jogo mais sensacional do campeonato de 1971, Olaria e Fluminense continuavam na luta pelo título. E o time do Olaria, que já tinha dado “olé” no Botafogo, não se intimidou contra aquele que seria o campeão. Na verdade, nenhum adversário, dentro de campo, foi superior ao Olaria em nenhum jogo. Naquele ano de 1971, os maiores adversários do Olaria estavam fora de campo: de um lado, a Federação Carioca de Futebol, que elaborou uma tabela para prejudicar o clube bariri; de outro, a antiga CBD, que rasgou seu próprio regulamento ao não incluir o Olaria no Campeonato Brasileiro de 1972. Mas isso já é outra história.



Deixe um comentário