1953: E A TABA BARIRI VIROU FAROESTE

A guerra de cadeiras na Bariri, no jogo entre Olaria e Vasco em 1953.

O dia era 13 de setembro de 1953 e o Olaria receberia o Vasco na Bariri pelo Campeonato Carioca. A essa altura o estádio do Olaria, chamado de “Taba Bariri”, já estava consagrado como o “alçapão” que fazia tanto os jogadores adversários como os árbitros tremerem. Mas naquele longínquo 13 de setembro o tempo fechou foi entre os torcedores. Em campo o time do Vasco não teve moleza e o jogo terminaria empatado em 1 a 1, com Washington marcando para o Olaria e Ipojucan para a equipe vascaína.

Porém, fora de campo o pau quebrou entre torcedores de Olaria e Vasco e as armas de ambos os lados foram as cadeiras. Sim, porque naquela época o Olaria colocava à venda cadeiras para quem se dispusesse a pagar um pouco mais e assistir ao jogo com mais conforto. As cadeiras eram numeradas e seus frequentadores considerados a “elite dos pagantes”. E foi exatamente ali que o sururu começou e se alastrou. A confusão teve início quando torcedores do Vasco atiraram uma garrafa no goleiro do Olaria, Celso, que ficou ferido no rosto. Então, os torcedores do Olaria responderam atirando cadeiras contra os torcedores vascaínos e o tumulto se generalizou, a ponto de a temida Polícia Especial ter que entrar em ação. As cadeiras voaram, torcedores pularam o alambrado e, segundo a mídia da época, o tumulto, que foi chamado de “Faroeste Bariri”, durou quase 10 minutos.

Os presidentes dos dois clubes, Many Crochkatt de Sá, do Olaria, e Cyro Aranha, do Vasco, tiveram que interceder e, naquele dia, a confusão foi tamanha que a bela exibição do Olaria no empate em 1 a 1 com o Vasco ficou empanada pelo tumulto. Se o alçapão exercia pressão sobre os jogadores adversários e sobre a arbitragem, naquele dia ele funcionou em defesa do jogador olariense. Nada, nem ninguém, passariam incólumes no velho alçapão quando se tratava de defender o Olaria, custasse o que for, até o prejuízo que o Olaria teve, naquele dia, com as cadeiras que foram quebradas..

Em campo, teve futebol e Olaria e Vasco ficaram no 1 a 1. Mas fora de campo a pancadaria comeu e as cadeiras voaram…
Torcedores pularam o alambrado da Bariri na hora da confusão.
Polícia Especial em ação na Bariri no dia do “Faroeste” em 1953.
Enquanto a Polícia Especial procurava pelos brigões, um torcedor se escondeu em cima do muro.
Os presidentes do Olaria, Many Crhockatt de Sá, e do Vasco, Cyro Aranha, entram em ação para apaziguar a situação.
O saldo de cadeiras quebradas depois do histórico tumulto na Rua Bariri.

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