Categoria: Blog Memórias da Bariri – Pedro Paulo Vital

  • 1948: MELLO SALVOU A VIDA DE BIRIBA

    No dia 21 de novembro de 1948 Olaria e Botafogo se enfrentaram no Alçapão da Bariri. O Botafogo venceu por 4 a 3, depois de o Olaria estar vencendo por 3 a 1. Muita coisa já se falou sobre esse jogo. Porém, há um episódio que é pouco comentado.

    Como sabemos, o Botafogo tinha um cãozinho de estimação chamado Biriba, que sempre entrava em campo com o time e era considerado um amuleto para a equipe alvinegra. Carlito Rocha, famoso presidente do Botafogo, foi quem adotou o pet como bichinho de estimação do time. Mas naquele dia 21 de novembro de 1948 o cãozinho botafoguense estava marcado para morrer no Alçapão da Bariri.

    O que se sabe, e que chegou a ser publicado por alguns veículos da mídia na época, é que um fanático torcedor do Olaria, que tinha um bulldog muito feroz, tinha planejado soltar o cão quando o Botafogo entrasse em campo. Segundo o próprio torcedor olariense dizia, o seu bulldog não podia ver outro cão que avançava e atacava. Já o Biriba do Botafogo era conhecido por não fazer mal a ninguém. O bulldog do fanático torcedor olariense tinha a fama de sempre estrangular suas vítimas quando atacava. Estava tudo pronto para que o bulldog olariense fosse solto tão logo Biriba entrasse no gramado junto com o time do Botafogo.

    Porém, o patrono e presidente do Olaria, Álvaro da Costa Mello, ao saber da intenção do torcedor olariense, não permitiu que a malvadeza se consumasse. O Alçapão da Bariri tinha pouco mais de um ano de existência e até então só tinha feito vítimas (não fatais) humanas. Naquele dia, se não fosse a intercessão do presidente Mello, o estádio da Bariri teria entrado para a história por fazer sua primeira vítima canina.

    O presidente Mello, que salvou a vida de Biriba, além de ser uma pessoa boníssima, também era muito amigo de um grande botafoguense chamado João Lyra Filho, que foi presidente do CND e graças a João Lyra Filho o Olaria voltou à primeira divisão em 1947. Se o ataque a Biriba se concretizasse, não seria uma maneira correta de agradecer ao botafoguense João Lyra Filho pelo que ele fez em favor do Olaria.

    Do dia em que por pouco Biriba não foi morto na Bariri, resta, no entanto, uma dúvida: não sabemos se Carlito Rocha agredeceu a Mello por ter salvo a vida do bichinho. Isso porque, se Biriba tivesse sido estrangulado pelo bulldog olariense, acho que Carlito Rocha também teria morrido…

  • OLARIA E REMO – COINCIDÊNCIAS E ESPERANÇAS

    “O Remo remou, remou, e não morreu na praia.”

    O Clube do Remo, simpática agremiação do estado do Pará, acaba de ascender para a série A do Campeonato Brasileiro. Existem algumas coincidências entre o Remo e o Olaria. Ambos são azul e branco. Mas as coincidências vão além das cores dos dois clubes. Quando o Olaria participou da série principal do Campeonato Brasileiro, em 1973 e 1974, o Remo também participou e os times se enfrentaram nessas ocasiões. Em 1973, grande vitória do Olaria por 3 a 0, no Estádio Evandro Almeida, em Belém, gols de Gessê, Antoninho e Da Costa. No ano seguinte, novo encontro pelo Brasileirão, no mesmo estádio, e empate em 2 a 2, com Jair e Djair marcando os gols olarienses.

    Quis o destino que outra coincidência entre os dois clubes viesse a acontecer. Marcos Braz, ex-dirigente do Flamengo, é o gestor do futebol do clube paraense. E esse mesmo Marcos Braz é um dos compradores da SAF do Olaria. O conhecimento, a experiência e o sucesso de Marcos Braz no Remo evidentemente trazem esperanças para o torcedor do Olaria. E, claro, também a expectativa de mais investimentos no futebol do clube da Rua Bariri aumentam essas esperanças.

    O desafio do Olaria não é muito diferente do desafio que foi vencido pelo Remo. O Olaria precisa, urgentemente, voltar à primeira divisão do Campeonato Estadual, missão que é viável, visto que em três anos consecutivos, quase chegou lá (isso, se não fosse um regulamento estapafúrdio, aberrante e draconiano da FERJ, onde só o campeão sobe). O outro desafio, é galgar a série D do Brasileiro, da qual o Olaria esteve muito próximo em 2023 e 2024. Tudo isso, sem a SAF.

    Agora as esperanças se renovam e o Olaria terá que subir os mesmos degraus que o Remo subiu e chegou ao seu vitorioso destino. E, quem sabe, daqui a alguns anos, Olaria e Remo voltem a se encontrar pela divisão principal do Campeonato Brasileiro? Seria sonhar alto? Não faz muito tempo, e o Remo só estava na série D e certamente muitos lá em Belém diziam na época que o Remo ir para a série A do Brasileirão também era sonhar alto. Então, que sonhemos alto na Rua Bariri. Aí está a outra coincidência…

  • SURURU EM MARIA ANGU!

    O dia era 2 de novembro de 1915 e o Olaria tinha apenas 4 meses de existência. Naquele Dia de Finados, uma terça-feira, o Olaria disputou um dos primeiros jogos de sua história, contra um adversário chamado Velocidade Futebol Clube. Ainda nem existia o alçapão da Bariri e o Olaria nem tinha um estádio próprio. O Olaria ocupava um terreno no caminho de Maria Angu, onde existia a praia e o porto, ali fincou duas balizas e estabeleceu o seu primeiro campo.

    Aquele 2 de novembro foi histórico. O Olaria aplicou a primeira goleada de sua história, massacrando o time do Velocidade por 6 a 1. Mas aquele longínquo e histórico jogo também ficou marcado pelo primeiro sururu da história do Olaria. O jornal O Imparcial, que traz alguns detalhes daquela histórica partida, publicou no dia seguinte:

    “O jogo, que começou bem, quase acabou mal.”

    Mas, afinal, o que aconteceu, além da goleada do Olaria?

    Bem, a torcida do Olaria, segundo o mesmo jornal, apesar de seu time em vantagem no placar, passou a pressionar e obrigar o árbitro a marcar faltas não cometidas pelo time do Velocidade. Os torcedores do Velocidade, que foram até Maria Angu apoiar a sua equipe, não se conformaram, protestaram e teve início então a confusão. A matéria do jornal O Imparcial conclui suas informações sobre o jogo da seguinte forma:

    “Felizmente, só houve feridos.”

    A confusão deve ter sido mesmo muito grande e, felizmente, “só feridos”. Com apenas 4 meses de vida, a primeira confusão em um jogo do Olaria já tinha acontecido. Seria um prenúncio do que iria acontecer tempos depois com o surgimento do alçapão da Rua Bariri? …

  • 1965: O JUBILEU DE OURO DO OLARIA

    1965: nos 50 anos de fundação do Olaria, o presidente José de Albuquerque discursa diante de sua diretoria no baile que marcou o Jubileu de Ouro do clube da Rua Bariri.

    No dia 1º de Julho de 1965 o Olaria completou 50 anos de fundação. Era o “Jubileu de Ouro” do clube da Rua Bariri. O Olaria era presidido por José de Albuquerque e a comemoração teve como culminância um baile de aniversário nunca antes visto no clube. O Olaria, de fato, tinha muito o que comemorar naquela notável efeméride, mas naquele ano de 1965 foram os associados que ganharam o maior de todos os presentes: a inauguração do parque aquático, que além de ser a dependência de lazer mais procurada pelos sócios, é também um orgulho para os olarienses.

    A história do Olaria já havia registrado grandes eventos sociais, mas o baile comemorativo dos 50 anos ganhou um lugar especial na memória do clube. A repercussão na época foi gigantesca, dentro e fora do Olaria e, por muito tempo, o baile do Jubileu de Ouro era citado como a maior de todas as festividades que até então o Olaria havia promovido.

    Além do baile de gala, cujo traje foi passeio completo, com os homens em traje a rigor com as famosas “gravatas borboletas” e as mulheres de vestido longo, naquele dia foi lançada uma flâmula alusiva ao Jubileu de Ouro do clube. Até hoje existe um exemplar dessa flâmula na vitrine de relíquias do clube.

  • 1932: A ESTREIA NA PRIMEIRA DIVISÃO

    O time do Olaria que estreou na primeira divisão em 1932.

    No dia 17 de abril de 1932 o Olaria, pela primeira vez em sua história, entrava em campo para disputar uma partida pela primeira divisão. Naquele dia aconteceu no estádio de São Januário o Torneio Início daquela temporada. E o primeiro adversário do Olaria naquela tradicional competição foi o Bangu. O Olaria venceu por 1 a 0. Depois, seria eliminado pelo Botafogo.

    O que ficou, porém, é que o primeiro jogo oficial do Olaria pela primeira divisão foi com vitória. Naquele dia histórico para o Olaria, os atletas que atuaram contra o Bangu e conquistaram a primeira vitória oficial do Olaria na primeira divisão foram: Amaury, Nicanor e Alfredo; Theodomiro, Moacyr e Claudionor; Horácio, Dodô, Vieira, Hermes e Pierre. A maior parte do time era formada por jogadores campeões invictos da primeira divisão de 1931.

    Durante o campeonato, a campanha do Olaria não foi muito boa. Porém a equipe bariri realizou uma grande façanha, goleando o Fluminense impiedosamente pelo placar de 5 a 1, na Rua Cândido Silva (antigo nome da Bariri) com 4 gols de Pierre e um de Theodomiro. Assim, na história da primeira divisão, o time em que o Olaria aplicou sua primeira goleada foi o Fluminense.

    No ano seguinte, o Olaria seria vice-campeão estadual, conquistando sua melhor colocação na história dos campeonatos estaduais. Mas aí já é outra história, e contaremos depois.

  • A ANTIGA SOCIAL

    O atleta Santo Cristo batendo bola durante o treino, em foto de 1956. Ao fundo, a antiga social de madeira, vendo-se ainda a Igreja da Penha.

    Quando o estádio do Olaria foi inaugurado, em 1947, não havia um espaço privativo destinado aos associados, diretoria e autoridades, ou seja, não tinha social. A primeira social do Olaria foi construída em meados dos anos 1950, mas não era de cimento e sim de madeira. Ela ficava na linha lateral do campo. Se tomarmos como referência o campo atual, que é perpendicular à Rua Bariri, então a social construída naquela época ficava muito próxima de onde hoje está a linha do meio do campo.

    A foto acima é de 1956, quando o campo ainda era paralelo à Rua Bariri e vemos o atleta Santo Cristo batendo bola em um dia de treino. Ao fundo, a antiga social, com alguns poucos degraus de madeira. Os degraus não eram muitos, em torno de meia dúzia, mas se estendiam por quase toda linha lateral. Note-se que o espaço era coberto, ao contrário das arquibancadas, que não aparecem na foto.

    Estávamos na época áurea do alçapão, quando o estádio do Olaria era o terror dos adversários. E os mais antigos sempre disseram que a social de madeira era mais uma arma para o Olaria. Isso porque os olarienses que assistiam de lá o jogo, para incentivar o time batiam com os pés nos degraus de madeira, produzindo um barulho ensurdecedor, principalmente porque o espaço era coberto. O barulho simulava sons de tambores e esse hábito da torcida do Olaria contribuiu para que o estádio também viesse a ser chamado de “Taba Bariri”.

    Flagrante de Olaria X Fluminense na Bariri em 1952. Ao fundo a antiga social lotada, com pessoas até em cima da cobertura, vendo-se ainda a Igreja da Penha.

    Em foto de 1955, a Rua Bariri em dia de jogo, vendo-se à direita a antiga social e ao fundo a Igreja da Penha.
    Em foto de 1961, o ponta-esquerda Romeu, vendo-se ao fundo a antiga social de madeira.

  • 1954: EM LONDRES, OLARIA EMPATA COM WEST HAM

    Em Londres, em 27 de abril de 1954, a troca de flâmulas entre os capitães do Olaria, Moacir, e do West Ham, Allison. O jogo terminou empatado em 0a 0.

    No dia 27 de abril de 1954 o Olaria escrevia uma das mais belas páginas de sua história. Jogando contra o West Ham, em Londres, a equipe bariri arrancou um heróico empate contra os ingleses. A partida aconteceu no estádio Upton Park e terminou empatada em 0 a 0. O amistoso foi uma das etapas da viagem da volta ao mundo do Olaria. O Jornal dos Sports estampava no dia seguinte:

    “Empate em Londres, uma proeza do Olaria”.

    Já o Globo, destacava a atuação magnífica do Olaria:

    “Atuando magnificamente na tarde de ontem no estádio Upton Park, o Olaria empatou em 0 a 0 com o ‘team’ do West Ham United”.

    Logo aos 13 minutos do primeiro tempo o goleiro do Olaria, Celso, defendeu um pênalti, o que o tornaria o herói do jogo. Além do pênalti defendido, Celso fez defesas milagrosas e garantiu o histórico resultado para a equipe bariri. E aos 30 minutos da etapa final, quase vem a vitória do Olaria: Olavo, com um chute violento de fora da ária, acertou a trave do goleiro inglês Chiswick. Deve-se lembrar que, naquele dia, o Olaria ainda jogos desfalcado de dois de seus grandes artilheiros que, contundidos, não atuaram na histórica partida: Washington e Gringo. Final: Olaria 0 X 0 West Ham e o time bariri fazendo história no berço do futebol.

    O destaque do Jornal dos Sports ao empate do Olaria com o West Ham em 1954.

  • 1971: AFONSINHO, DO OLARIA, É ELEITO O MELHOR

    O craque do Olaria Afonsinho, eleito o melhor de sua posição. Ele integrou a seleção do campeonato e recebeu o troféu “Rei da Bola”.

    1971 foi um ano de ouro para o futebol do Olaria. Chegando em terceiro lugar no Campeonato Carioca, o time bariri não se intimidou contra o Fluminense (campeão) e o Botafogo (vice-campeão) e fez bonito contra os dois, que estavam recheados de craques da seleção. Deu até olé no Botafogo…

    Após o campeonato, foi entregue o troféu “Rei da Bola”, na época uma promoção do Jornal dos Sports e da loja de roupas Esplanada. Foi então formada uma seleção, sendo que dos 11 jogadores eleitos para a seleção do campeonato, 9 eram de Fluminense e Botafogo (campeão e vice), um do Flamengo e um do Olaria. E o jogador do Olaria que integrou a seleção do campeonato em 1971 foi o meia Afonsinho. Se fôssemos analisar todos os eleitos, evidentemente havia vaga para mais jogadores do Olaria. Mas naquela oportunidade Afonsinho representou bem o clube da Bariri e levou o troféu “Rei da Bola”. A entrega do troféu para os eleitos foi no dia 20 de julho de 1971 e o Olaria, representado pelo seu craque, lá estava, integrando uma seleção repleta de craques tricampeões do mundo.

    O troféu recebido pelo craque do Olaria Afonsinho, eleito melhor jogador em sua posição em 1971.

  • 1947: O ENCONTRO DE QUEIXADA E EL PEON

    Em 1947 Ademir “Queixada” e Tim “El Peon” se encontraram na Bariri, em um eletrizante Olaria X Fluminense.

    O dia 31 de agosto de 1947 entrou para a história do Alçapão da Bariri. Naquele domingo, pelo menos oficialmente, foi registrado o maior público do estádio da Bariri, com 10.740 pagantes. Em campo, Olaria X Fluminense pela 5ª rodada do Campeonato Carioca. Naquele dia, duas grandes lendas do futebol brasileiro estariam no gramado do Alçapão: Ademir Menezes, o “Queixada”, pelo Fluminense, e Tim, “El Peon”, pelo Olaria. O Queixada seria, em 1950, o artilheiro da Copa do Mundo. Já Tim, o famoso “El Peon”, se consagraria como jogador e técnico pelo Brasil afora.Tim chegou à Rua Bariri emprestado pelo São Paulo, e já tinha tido passagens pelo próprio Fluminense e Corínthians, dentre outros clubes. Depois, se consagrou como técnico e virou uma lenda do futebol brasileiro.

    Naquele dia na Bariri, no confronto das duas lendas, o grande público que compareceu ao alçapão presenciou um dos jogos mais eletrizantes da história do famoso estádio. O Fluminense tinha um grande time, mas o Olaria, naquele ano, não foi apelidado de “Fantasma Bariri” por acaso. Foi uma chuva de gols e a partida terminou empatada em 4 a 4. O time do Fluminense, que no jogo inaugural do estádio havia derrotado o Expresso do Vasco, não teve o mesmo êxito, agora jogando contra os donos da casa. No confronto entre “Queixada” e “El Peon”, tudo igual. E o “Fantasma”, no impiedoso Alçapão, ia fazendo os seus estragos…

  • O PARQUE AQUÁTICO EM 1971

    Vista panorâmica do parque aquático do Olaria em 1971.

    Em 1971 o parque aquático do Olaria tinha 6 anos de existência e muitas coisas eram diferentes. Na foto acima podemos observar à direita o trampolim, que não mais existe. À margem da piscina olímpica vemos o lava-pés, que também já não existe mais e na beira da grade, os antigos bancos de cimento. Ao fundo, à esquerda, vemos o parquinho. Não existia o quiosque. Em seu lugar, tínhamos um jardim que ladeava o parquinho.

    Muitos prédios hoje vizinhos do clube ainda não existiam, bem como o supermercado vizinho, que já se chamou Ideal e Sendas. Podemos ver ainda que, naquele dia, havia treinamento de natação, com atletas nas raias.

    Abaixo, uma tomada do parque aquático por outro ângulo naquele ano de 1971:

    Na tomada acima, vemos que o ginásio ainda não existia. Em seu lugar, havia uma dependência de palhoça. A escola vizinha do clube (Aníbal Freire) havia sido inaugurada naquele ano. Vemos ainda os antigos postes de iluminação à beira da grade. Percebe-se ainda , à direita, que o campo de futebol society ocupava uma área que logo depois seria do ginásio. É o que mostra a tomada da próxima foto:

    Na tomada acima, podemos ver ao fundo, atrás da piscina olímpica, o antigo campo de futebol society, além das antigas mesas e cadeiras e ainda uma pequena cabine. Temos também uma visão frontal do antigo trampolim.

    Um detalhe interessante é que a única publicidade existente no parque aquático em 1971 era a do Ponto Frio. Na próxima foto, aproximando a imagem, podemos ver à esquerda o pinguim do Ponto Frio, dentro do qual aparece a palavra “Bonzão”. A solitária publicidade se justificava na época. O Ponto Frio havia sido o grande parceiro do Olaria no Campeonato Carioca daquele ano, ao comprar 800 mil cruzeiros da renda do jogo Olaria X Flamengo, o que garantiu, pelo regulamento, o Olaria no Campeonato Brasileiro. No entanto, a antiga CBD, em um golpe que jamais será reparado, excluiu o Olaria da competição nacional.

    Assim, ao trazermos à memória o parque aquático em 1971, também rememoramos a empresa que foi, na história, a grande parceira do futebol do Olaria, com os banhistas tendo a companhia do simpático pinguim do Ponto Frio.

    O pinguim do Ponto Frio era a única publicidade do parque aquático em 1971. A empresa foi a grande parceira do futebol do Olaria naquele ano.