Autor: Pedro Paulo Vital

  • O DIA QUE FIDEL QUASE MORREU

    Jesualdo José Valente, o Fidel. Grande olariense, quase morreu no dia da maior virada da história do Olaria.

    “Fidel”. Não, não estamos falando do líder da Revolução Cubana e sim de um saudoso e grande olariense chamado Jesualdo José Valente, mais conhecido como “Fidel”. Ícone dos veteranos do Olaria, Fidel literalmente vestia a camisa do nosso clube. Não perdia um jogo, fosse onde fosse, sempre com a camisa do Olaria. Muitas vezes, a emoção a que era levado nos jogos colocava sua saúde e até mesmo sua vida em risco. Mas valia de tudo para ver o Olaria jogar.

    O episódio mais emblemático que ocorreu com Fidel foi no dia 23 de Junho de 1996, quando o Olaria realizou a maior virada de placar da história do Campeonato Carioca: jogando contra o Itaperuna, na Bariri, o Olaria perdia por 4 a 0 até os 28 minutos do segundo tempo, quando então começou a reação que levou a equipe bariri à histórica vitória de 5 a 4. Quando, aos 42 minutos Pedro Renato marcou o gol de empate, em um jogo que já era dado como perdido, Fidel não pôde conter a emoção e desfaleceu. Desmaiado, foi levado até o departamento médico.

    Porém, o inesperado estava por vir. Enquanto estava desmaiado e recebia atendimento, Preto Casagrande marcava, nos acréscimos, o gol da histórica virada. fim de jogo: Olaria 5 X 4 Itaperuna. Pena que Fidel não viu o quinto gol.

    Terminada a partida, Fidel, já com os sentidos recuperados, lembrava-se que havia passado mal logo após o 4 a 4. Já andando na companhia de amigos perguntou, então, quanto tinha terminado o jogo. Ao receber a notícia da virada do Olaria, Fidel novamente não conteve a emoção, passou mal novamente e teve que retornar, desmaiado, ao departamento médico para novo atendimento.

    Felizmente, naquele dia Fidel não morreu. Deus ainda lhe deu vida para ver outras vitórias olarienses e, algum tempo depois, o chamou para seu lado. Na maior virada da história do futebol olariense, Fidel se tornou o emblema dos torcedores do Olaria, que para sempre deverá ser lembrado.

  • 1969: DENTES DE LEITE ANTES DOS BROTINHOS

    No gramado da Bariri, a equipe campeã do Torneio Início interno de dentes de leite de 1969. Atletas: Sérgio, Fábio, Carlos, Antônio Carlos, Fernando, Nélson, Wilson, Eduardo, Moura, Carlos Maurílio e Norberto, vendo-se ainda a funcionária Mariza Heloiza, que foi homenageada.

    O futebol de brotinhos do Olaria, que teve início em 1972 e marcou a história do clube, não foi o primeiro torneio interno destinado a crianças e adolescentes do clube. Em 1969, por exemplo, o Olaria promoveu o seu segundo campeonato interno de dentes de leite destinado a sócios e filhos de sócios, que teve sua primeira edição em 1968. Na ocasião, foram cerca de 170 garotos inscritos em 10 equipes. A diferença em relação aos brotinhos, é que em 1969 era futebol de campo, com 11 jogadores, e as partidas eram disputadas no campo principal.

    No dia 30 de março de 1969 foi disputado o Torneio Início, que abriria o campeonato daquele ano. Um detalhe interessante é que os nomes das 10 equipes eram os nomes de beneméritos e dirigentes do clube. Naquele Torneio Início foi feita uma homenagem à funcionária Mariza Heloiza da Silva Martins, que na época já trabalhava no clube, sendo ofertado a ela um ramo de flores.

    Quando o campo principal foi invertido e sobrou um pedaço de terreno do antigo gramado, então ali foram cravadas duas balizas, dando origem ao campo de brotinhos, que em 1972 promoveria seus primeiros jogos. Mas aí já é outra história.

  • 1969: NA GÁVEA, PIRULITO DERRUBA URUBU

    Naquela tarde de sábado, 26 de abril de 1969, a Gávea estava lotada. O Flamengo receberia o Olaria pelo Campeonato Carioca e, claro, na condição de franco favorito. O Flamengo tinha o goleiro argentino Domínguez, o lateral ex-olariense Murilo, além de grandes atacantes como Doval e Dionísio. Já o Olaria tinha jogadores da base, crias da Bariri, que pouco depois despontariam no cenário nacional, como Miguel, Altivo e Alfinete. Mas naquele dia o nome do jogo seria de um garoto de 19 anos que veio de Jaú, interior de São Paulo, para fazer história no Olaria: Fernando, que ficaria conhecido como Pirulito e que se tornaria um dos ídolos da torcida bariri.

    O Flamengo, favorito e dono da casa, partiu para cima, mas o Olaria estava muito arrumado e determinado e a defesa bariri parou as investidas dos rubro-negros Doval e Dionísio. Claro que a torcida do Flamengo estava impaciente. E ainda esperava pela vitória.

    Mas aos 36 minutos do segundo tempo, Pirulito, com uma cabeçada fulminante, estufou a rede do argentino Dominguéz e decretou a histórica vitória bariri, em plena Gávea: Olaria 1 X 0 Flamengo.

    No vestiário do Olaria, festa total. Já do lado de fora, a pequena torcida do Olaria, emocionada, vibrava, enquanto os torcedores do Flamengo, incrédulos, deixavam o estádio. Eles jamais imaginavam que, naquele dia, iriam conhecer um pirulito tão amargo…

    Fernando Pirulito: ele jogou no Olaria entre 1969 e 1977 e, logo que chegou à Bariri, marcou o gol da vitória contra o Flamengo na Gávea.

  • 1972: O BASQUETE INFANTIL

    Equipe de basquetebol do Olaria, categoria infantil, de 1972. Em pé: professor Heleno Fonseca (assistente técnico), Sr. Armando (diretor), professor Paulo Murilo (técnico), José Carlos, Eduardo, Ramirez, Nélson, Antônio Jorge, Guilherme. Agachados: Antônio Esteves, Serginho, Luiz Fernando, Márcio, Fernando, Florindo.

    Em 1972 o Olaria era uma grande força do basquetebol do Estado, em todas as categorias. Hoje o Olaria Eterno relembra a grande equipe infantil de 1972. Naquele ano, o Olaria chegou ao triangular final com Fluminense e Mackenzie. Na fase classificatória, o Olaria teve apenas uma única derrota, quando perdeu para o Fluminense no returno, lembrando que o Olaria havia derrotado o Fluminense no turno.

    Os atletas dessa grande campanha foram: Antônio Carlos, Nélson, Antônio Jorge, Paulo, José Carlos, Guilherme, Márcio, Ramirez, Fernando, Luiz Fernando, Eduardo Luiz, Florindo, Serginho e Robson. Esses atletas escreveram mais uma pagina de glórias, das muitas do clube da Rua Bariri.

  • 1971: O TIMAÇO DE BASQUETE

    O timaço de basquete do Olaria de 1971. Em pé: Douglas, Cianela, Creston, Sérgio, Chico e Tentativa. Agachados: Paulinho, Alfinete, Gato, Renato, Bacardi e Antônio.

    1971 é o ano que ficou marcado para os olarienses não apenas pela grande equipe de futebol, que chegou em terceiro lugar no Campeonato Carioca. Naquele ano, o Olaria também montou uma das melhores equipes de basquete de sua história, e hoje o Olaria Eterno relembra aquela grande equipe, que brigou pelo título estadual durante todo o certame.

    O nosso número 15, chamado Rivaldo, mas que ficou conhecido como Tentativa, que jogava na posição de pivô, chegou a ser convocado para a seleção do Estado da Guanabara, onde foi titular, defendendo a seleção do estado no Campeonato Brasileiro realizado na Bahia. Além de Tentativa, foram convocados para a seleção Cianela (número 14) e Alfinete (número 9).

    Esse grande time de 1971 também foi vice-campeão da Taça Ivan Raposo, perdendo a final para o Fluminense. Assim, em 1971, fosse nos gramados ou nas quadras, o Olaria dava show de bola.

  • 1969: O BASQUETE INFANTIL

    Equipe de basquetebol do Olaria, categoria infantil, ano 1969, com o técnico Otavinho.

    “Memórias da Bariri” traz hoje a equipe infantil de basquetebol do Olaria do ano de 1969. Na época, não existia o grande ginásio da Rua Bariri e a equipe treinava em uma quadra de cimento que ficava localizada ao lado das arquibancadas do estádio. Já os jogos aconteciam no salão social, que tinha o piso de taco e que foi por algum tempo a quadra oficial do Olaria antes da inauguração do ginásio. Era uma época em que o Olaria tinha bons times de basquete e, no ano anterior, já tinha sido campeão nessa categoria. A equipe acima era comandada pelo técnico Otavinho, que aparece na foto junto com os atletas.

  • RELÍQUIAS DO OLARIA

    Ata da primeira reunião da diretoria do Olaria Atlético Clube. Ano 1915.
    Recortes da revista O Malho sobre o Olaria, com destaque para o time de basquete e a equipe de futebol campeã invicta da segunda divisão da AMEA e ainda os jogadores Mamão (acima) e Gago (abaixo). Ano 1932.
    Lista com registro de doações dos olarienses para a construção do estádio, que pertenceu a José Rodrigues Marcelino. Ano 1946.
    Antigo papel timbrado do Olaria. Note-se que no endereço do clube mencionava-se “Pedro Ernesto”, antigo nome da estação de Olaria. O nome da estação de trem era uma referência. O telefone do clube tinha apenas 5 dígitos. Anos 1940.
    Revista oficial do Olaria, ano 1947, comemorativa dos 32 anos de fundação do clube. A revista mais antiga do Olaria Atlético Clube. Na capa o Presidente de Honra, João Fernandes Ferreira.
    Revista oficial do Olaria, edição de agosto de 1947. Na capa, o patrono e então presidente Álvaro da Costa Mello.
    Revista oficial do Olaria, com destaque para o recém-inaugurado estádio da Rua Bariri. Ano 1948.
    Revista oficial do Olaria de maio de 1949, com destaque para a miss Clara Toste Coelho.
    Revista comemorativa dos 37 anos de fundação do Olaria. Ano 1952.
    Revista do Olaria, com o então presidente Many Chrockatt de Sá na capa. Ano 1954.
    Revista oficial do Olaria, março-abril de 1958, com as atletas do basquete Linda e Jany na capa.
    Revista comemorativa dos 43 anos de fundação do Olaria, com a atleta Amália, campeã carioca de ciclismo, na capa. Ano 1958.
    Caixa de fósforos do Olaria, anos 1960. Fabricante: KIC, São Paulo.
    Anúncio da venda de títulos de sócio proprietário do Olaria, por ocasião do jubileu de ouro do clube. Ano 1965.
    Revista comemorativa dos 53 anos de fundação do Olaria, com destaque para a visita do então governador da Guanabara, Negrão de Lima, à sede do clube, vendo-se ainda o Patrono Mello, o presidente Norberto de Alcântara e os vice-presidentes Jorge Raed e Fernando Gaspar. Ano 1968.
    Revista comemorativa dos 54 anos de fundação do Olaria Atlético Clube. Ano 1969.
    Revista oficial do Olaria Atlético Clube de outubro de 1969, que trazia na capa o aspecto da obra do ginásio.
    Revista oficial do Olaria, edição de abril de 1970, com a equipe profissional de futebol na capa.
    Revista comemorativa dos 55 anos de fundação do Olaria Atlético Clube, com a velha guarda olariense na capa. Ano 1970.
    Caneco do II Festival da Cerveja do Olaria, ano 1970. Na época, o fornecedor da cerveja do festival foi a distribuidora da Brahma, que ficava localizada na Rua Nicarágua, na Penha.
    Revista comemorativa dos 56 anos de fundação do Olaria, com o patrono e então presidente Mello na capa. Ano 1971.
    Revista oficial do Olaria, edição de agosto de 1971, com a equipe de futebol que foi terceira colocada no Campeonato Carioca daquele ano na capa.
    Revista oficial do Olaria, edição de junho de 1972, com a equipe campeã aspirante de basquetebol na capa.
    Revista comemorativa dos 57 anos de fundação do clube, tendo na capa a miss Olaria Marisa da Costa Bandeira recebendo a faixa do diretor Arlindo Farias. Ano 1972.
    Revista oficial do Olaria de abril de 1972, com destaque para Garrincha. Na foto, do jogo de estreia pelo Olaria, Garrincha é homenageado por Zagallo.
    Capa do jornal “O Globo” de 24 de fevereiro de 1972, com destaque para a estreia de Garrincha pelo Olaria.
    Ingresso do Jogo da Gratidão, de despedida de Garrincha, onde aparecem os nomes dos clubes pelo qual ele atuou. Ano 1973.
    Ingresso do jogo em que o Olaria derrotou o Fluminense por 3 a 2, em 24 de março de 1974 no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Jogo em que o Olaria atuou uma parte do segundo tempo com um jogador a menos e goleiro improvisado.
    Ingresso do jogo Olaria 0 X 0 Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, realizado no dia 4 de maio de 1974 no Maracanã.
    Revista comemorativa dos 59 anos de fundação do Olaria Atlético Clube. Ano 1974.
    Medalha do Olaria Atlético Clube. Ano 1978.
    Azulejo do Olaria, sem informação de data.
    CD com a gravação original do hino do Olaria, na voz de Nuno Roland, sem informação de data.
    Quadro com o escudo do Olaria pintado à mão, sem indicação de data.
    Jornal “O Bariri”, edição comemorativa dos 81 anos de fundação do Olaria Atlético Clube. Ano 1996.
    Jornal “O Bariri”, edição comemorativa dos 82 anos de fundação do Olaria Atlético Clube. Ano 1997.
    Placa comemorativa dos 83 anos de fundação do Olaria Atlético Clube. Ano 1998.
    Escudo de lapela. Ano 1999.
    Jornal “O Bariri”, edição comemorativa dos 84 anos de fundação do Olaria Atlético Clube. Ano 1999.
    Jornal “O Bariri”, com destaque para a equipe de futebol profissional. Ano 2000.
    Jornal “O Bariri”, edição comemorativa dos 85 anos de fundação do Olaria Atlético Clube. Ano 2000.
    Revista do Olaria de junho de 2001, com destaque para os atletas Robson, Boiadeiro e Marco Aurélio.
    Revista oficial do Olaria, edição comemorativa dos 87 anos de fundação do clube. Ano 2002.
    Garrafa de vinho do Olaria. Fabricante: Vinícola Alcides Muraro, ano 2002.
    Jornal “O Bariri”, edição comemorativa dos 89 anos de fundação do Olaria Atlético Clube. Ano 2004.
    Charge do Jornal Lance! após a vitória do Olaria sobre o Flamengo por 3 a 0. Ano 2005.
    Charge do Jornal dos Sports após a vitória do Olaria sobre o Flamengo por 3 a 0. Ano 2005.
    DVD do jogo completo Olaria X Resende, quando o Olaria sagrou-se campeão do Troféu Washington Rodrigues. Ano 2011.
    Flâmula comemorativa dos 30 anos da conquista da Taça de Bronze. Ano 2011.
    Escudo de lapela alusivo ao Torneio da Amizade, por ocasião dos 97 anos de fundação do Olaria. Ano 2012.
    Livro “A Conquista da Taça de Bronze”, autografado pelo capitão Mauro. Ano 2013.
    Medalha comemorativa dos 99 anos de fundação do Olaria. Ano 2014.
    Placa comemorativa do centenário do Olaria. Ano 2015.
    Folheto comemorativo dos 70 anos de inauguração do Estádio Mourão Filho. Ano 2017.
    Máscara lançada pelo Olaria por ocasião da pandemia da Covid-19. Ano 2021.
    Medalha comemorativa dos 40 anos da conquista da Taça de Bronze, que foi ofertada aos jogadores campeões. Ano 2021.
    Réplica em miniatura da Taça de Bronze. Ano 2022.
    Terço distribuído por ocasião da celebração da missa dos 107 anos de fundação do Olaria. Ano 2022.
    Flâmula alusiva ao retorno do Olaria à Federação de Futebol de Mesa do Rio de Janeiro. Ano: 2022.
    Medalha comemorativa dos 108 anos de fundação do Olaria Atlético Clube. Ano 2023.
    Jogo de botões do Olaria, o primeiro produto oficial licenciado da história do clube. Fabricante:
    Brianezi, ano 2024.
    Garrafa de cerveja artesanal do Olaria. A primeira cerveja licenciada do clube. Fabricante: Pontal. Ano 2024.
    Ingresso do jogo do Olaria X São Bernardo, o primeiro jogo do Olaria na história da Copa do Brasil. Ano 2024.
    Ingresso do jogo Olaria X ABC pela Copa do Brasil. Vitória histórica do Olaria por 1 a 0 e classificação para a segunda fase. Ano 2025.
    Ingresso do jogo Olaria X Brusque, pela segunda fase da Copa do Brasil. Ano 2025.

  • UM JOGO QUE QUASE MATOU O PRESIDENTE

    Flagrante de Olaria X São Cristóvão na Bariri, em 20 de junho de 1965. Note-se o grande público nas arquibancadas.

    Em 1965 o Olaria teve que disputar, juntamente com São Cristóvão, Madureira e Campo Grande, o Torneio de Acesso, que valia uma vaga para a divisão principal do Campeonato Carioca do ano seguinte. Eram jogos de ida e volta, todos jogando contra todos. Apenas o campeão do torneio se classificaria para a divisão principal.

    O Olaria fez ótima campanha, mas acabou ficando em segundo lugar. O jogo que ficou marcado na história do Olaria foi o jogo da volta contra o São Cristóvão, na Rua Bariri. O dia era 20 de junho de 1965 e ficou na memória como um dos maiores dramas sofridos pelo Olaria.

    Presidia o Olaria o inesquecível José de Albuquerque e o jogo seria decisivo para o resultado da competição. As provocações já começaram antes mesmo do jogo. A torcida do São Cristóvão, em grande número, exibia uma faixa com os dizeres: “Manda brasa São Cri-Cri!” Do outro lado os olarienses respondiam com uma faixa que trazia um desenho muito sugestivo: um índio urinando em uma brasa. O árbitro dessa histórica partida foi o polêmico Armando Marques, de quem os olarienses muito reclamaram no final. O jogo estava muito equilibrado e até o finalzinho estava empatado em 2 a 2. Mas aos 43 do segundo tempo, Neivaldo marcou 3 a 2 para o Olaria. A festa começou do lado das sociais do Olaria e chegamos aos 45 minutos. Só que Armando Marques não acabava com o jogo. Nessa época não existiam os acréscimos protocolares que temos atualmente e que já mudaram muitos resultados. O tempo passava e os olarienses, em desespero, pediam o fim do jogo. Mas Armando Marques mandava o jogo seguir, até que os 49 minutos Jair empatou para o São Cristóvão.

    Uma das cenas mais comentadas após o empate da equipe cadete foi a do presidente José de Albuquerque passando mal. Ele não resistiu ao golpe do gol de empate do São Cristóvão e desfaleceu. Ao final do jogo, enquanto alguns olarienses concentravam-se em xingar e tentar agredir Armando Marques, que injustificadamente deu tanto tempo de acréscimo, outros preocupavam-se em socorrer o presidente José de Albuquerque. Foi um dos maiores dramas já vividos na Rua Bariri. Ao final da competição o Olaria, com esse resultado, ficaria rebaixado.

    Mas os cartolas da época, que haviam criado o tal Torneio de Acesso, voltaram atrás e, em 1966, o campeonato voltou a ser disputado por 12 clubes, incluindo os 4 do Torneio de Acesso.

    No final, o resumo da ópera: um torneio que nada valeu e quase matou o presidente do Olaria.

  • OLARIENSES DE LUTO – OBRIGADO, WASHINGTON!

    A família olariense está de luto. Faleceu hoje, dia 14 de janeiro, Washington Ribeiro, ídolo do futebol do Olaria que brilhou na equipe bariri no final dos anos 1940 e nos anos 1950. O grande artilheiro do Olaria, nascido em 3 de maio de 1928, estava com 97 anos de idade. Ele jogou pelos profissionais do Olaria entre 1949 e 1954.

    Washington, o maior artilheiro da história do clube bariri, começou nos profissionais do Olaria em 1949, formando a linha de ataque com Jarbas, Alcino, Sorriso e Esquerdinha. No grande time de 1950, que ficou em quinto lugar no primeiro Campeonato Carioca do Maracanã, à frente de Flamengo e Fluminense, Washington formou o grande ataque olariense com Jarbas, Alcino, Maxwell e Esquerdinha. Em 1954, quando o Olaria realizou a excursão da volta ao mundo, Washington foi o artilheiro da equipe. Neste mesmo ano chegou a jogar ao lado de Canário. Washington era o último remanescente do time que realizou a excursão da volta ao mundo em 1954. Ele permaneceu como profissional do Olaria até 1954, ano em que se transferiu para o América. Em 2024 Washinton foi homenageado pela diretoria do Olaria, ocasião em que recebeu diploma, medalha e um escudo de lapela.

    Hoje os torcedores do Olaria estão tristes e saudosos. Porém, maior do que a tristeza e a saudade, o sentimento dos olarienses a esse grande ídolo que se foi deve ser de orgulho e de gratidão. Obrigado por tudo, Washington! Você estará para sempre na galeria dos ídolos que orgulham todos os olarienses!

    Washington: o maior artilheiro da história do Olaria, em foto de 1950.

    Washington, em 1949, quando formava o ataque do Olaria com Jarbas, Alcino, Sorriso e Esquerdinha. Washington é o quarto, da esquerda para a direita.
    No Maracanã, o time do Olaria de 1950, 5º colocado do Campeonato Carioca daquele ano. Washington é o quarto jogador sentado, da esquerda para a direita.

    Da esquerda para a direita: Canário, Washington, Gringo, Maxwell e Mário, o ataque do Olaria em 1954.

    Washington, em foto de 2024, em sua residência em Ramos.

  • OLARIA SOBE 66 POSIÇÕES NO RANKING CBF 2026

    As participações do Olaria nas edições de 2024 e 2025 da Copa do Brasil levaram o clube a subir 66 posições no ranking da CBF.

    A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) divulgou no último dia 23 de dezembro o Ranking Nacional de Clubes para 2026. Com um total de 235 clubes, o Olaria, que deu uma grande subida em relação a 2025, ocupa a 142ª posição, com 350 pontos. O Olaria, em relação a 2025, teve uma grande ascensão, subindo 66 posições no ranking. Em 2025 a posição do Olaria era a 208ª colocação, com 125 pontos. Evidentemente esta grande subida do Olaria se deve às participações consecutivas na Copa do Brasil em 2024 e 2025, sendo que em 2025 o clube bariri avançou para a segunda fase, ao derrotar o ABC do Rio Grande do Norte.

    Um aspecto interessante a ressaltar é que o Olaria, na 142ª colocação, está à frente de equipes da primeira divisão do Rio de Janeiro, como o Maricá (153ª colocação), Madureira (217ª colocação) e Bangu (228ª colocação).

    O ranking leva em conta participações em competições nacionais nos últimos 5 anos. Em 2026 o Olaria não disputará nenhuma competição nacional, o que deverá acarretar em uma queda no próximo ranking. Assim, é fundamental que o Olaria volte a se qualificar para uma competição nacional, seja a série D ou novamente a Copa do Brasil.

    O ranking da CBF é importante não apenas no aspecto esportivo, visto que ele também é utilizado para a inclusão dos times no volante de apostas da Timemania. O Olaria, por vários anos, apareceu no volante. Porém, com o declínio no ranking, visto ter ficado muito tempo sem disputar uma competição nacional, deixou de aparecer no volante atual. A recuperação registrada nos últimos dois anos poderá fazer com que, caso se classifique para futuras competições nacionais, o Olaria volte a figurar no volante da Timemania.

    Assim, em 2026 vamos renovar a dupla torcida: que o Olaria volte para a primeira divisão do Estadual e que volte também a uma competição nacional.