
“Espantalho da Bariri” foi a denominação que a mídia da época deu ao time do Olaria de 1962. Aliás, time não! Timaço! Esse apelido tinha uma razão muito simples: o time do Olaria, de fato, assustava seus adversários. Comandado por Davi Ferreira, o Duque, o “Espantalho da Bariri” contava com jogadores que, após saírem do Olaria, se consagrariam no Brasil e no mundo. O zagueiro Haroldo, apelidado de “Sombra”, no ano seguinte foi titular do Santos e conquistou, junto com Pelé, o mundial interclubes; o atacante Cané foi para o Nápoli, vindo a se tornar o primeiro negro a ser jogador e técnico na Itália; Murilo foi para o Flamengo, onde consolidou sua carreira e por muito tempo ficou na Gávea, mas ele mesmo chegou a afirmar que o melhor time que jogou foi o do Olaria de 1962; o meia Nélson foi também para o Flamengo e, depois para o Monterrey do México. Isso sem falar do grande artilheiro Jaburu, do goleiro Ernâni, que mesmo com um braço machucado garantiu uma vitória sobre o Vasco na Bariri, Navarro, Romeu, Casemiro, Waldemar, Valter…
Só para citar alguns feitos do “Espantalho”: o Olaria venceu os dois jogos contra o Vasco (1 a 0 na Bariri e 3 a 1 em São Januário), empatou em 2 a 2 com o timaço do Botafogo com Garrincha, Nilton Santos, Amarildo, Zagallo, Manga… Outra vitória marcante do “Espantalho” foi o 3 a 1 sobre o América, no jogo que foi a última partida de Campos Salles.
Com 13 participantes, o Olaria chegou naquele Campeonato Carioca na sexta colocação e, em 24 jogos, venceu 10, empatou 7 e perdeu 7. A grande campanha de 1962 levou o Olaria a ser convidado para participar do Torneio Rio-São Paulo de 1963 e, assim, a única participação do Olaria nessa competição, deve-se a essa grande equipe, que assustava os adversários dentro ou fora da Bariri.
Tudo isso só no Campeonato Carioca. Porém, o “Espantalho da Bariri” também teve em 1962 uma vasta agenda internacional, com a excursão pela América do Norte, Central e do Sul, onde chegou a derrotar o León do México e o Alianza Lima do Peru.
O “Espantalho da Bariri”, um time que jamais sairá da memória dos olarienses… E dos adversários também…

























