1983: EM PETRÓPOLIS, LÁGRIMAS, SUOR E SANGUE – PARTE II

Estádio Atílio Marotti, em Petrópolis: ali o Olaria fez história em 1983.

Logo após a magnífica goleada que garantiu o acesso, os olarienses rumavam eufóricos de volta à Rua Bariri. A alegria era tão grande que ninguém poderia imaginar que aquele dia quase terminaria em tragédia. O pessoal que estava nos ônibus recebeu a notícia na estrada, próximo a Xerém: o carro que conduzia o presidente do Olaria, Jorge Raed, havia colidido com uma carreta. O veículo, pilotado pelo diretor jurídico Odair Nascimento, também trazia a bordo o vice-presidente social, jornalista Walter Rizzo, e o diretor social Orlando Barbosa. Todos ficaram muito feridos e foram atendidos no hospital daquela região. O alegre e histórico dia do Olaria terminava em sangue.

Vários diretores e torcedores que estavam nos ônibus, muito preocupados, foram até o hospital. Os quatro acidentados estavam com muitas escoriações e cheios de curativos. Evidentemente, a festa que estava marcada para a Bariri teve que ser adiada. Os olarienses voltaram para casa com um misto de felicidade e apreensão.

A comemoração acabaria ficando mesmo para o dia 25 de junho, o domingo seguinte, quando o Olaria realizou o seu último compromisso contra o Madureira, na Rua Bariri, e empatou por 1 a 1, tendo então sido o campeão.

O presidente Jorge Raed, cheio de curativos, ainda esteve no estádio e, depois, uma comissão de olarienses foi até a casa do patrono Álvaro da Costa Mello levar a taça.

Foi um roteiro de novela: tudo começou com a grande vitória, depois o desastre e a apreensão e, finalmente, a conquista do título na Bariri. Foram lágrimas, suor e sangue que entraram para a história olariense.

Nota: o título “Lágrimas, suor e sangue” é uma referência ao grande benemérito Walter Rizzo, que escreveu uma coluna com esse título na Revista do Olaria de julho de 1983, falando sobre o inesquecível jogo e sobre o fatídico desastre na estrada.

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