
“Lendas não precisam de vitórias para serem imortais”. (Trecho do vídeo “O último Drible do Anjo”).
No dia 7 de setembro de 1972, enquanto por todo país a propaganda oficial convocava a todos para a comemoração dos 150 anos da Independência do Brasil, na cidade de Poços de Caldas, em Minas Gerais, longe de todos os holofotes e com a presença quase que exclusiva da mídia local, era escrita uma página que entraria para a história do futebol brasileiro e, em especial, para a história do Olaria. No antigo estádio da Caldense, o estádio Coronel Cristiano Osório, Garrincha vestia, pela última vez, a camisa listrada do Olaria, para realizar sua última partida como profissional.
Mas aquele 7 de setembro não era apenas a comemoração dos 150 anos da Independência do Brasil. A Associação Atlética Caldense, fundada em 7 de setembro de 1925, comemorava seus 47 anos de existência e o Olaria, tendo Garrincha como atração, foi convidado para realizar um amistoso festivo contra a equipe mineira.
Claro que o jogo entrou para a história, já que seria o último jogo de Garrincha como jogador profissional. Assim, jogando pelo Olaria, Garrincha fazia história em Poços de Caldas. Em campo, a Caldense obteve uma grande vitória: 5 a 1. Mas, apesar do resultado, Garrincha foi a grande estrela daquele longínquo 7 de setembro em Poços de Caldas. Basta lembrar que todo time adversário fez questão de tirar uma foto com ele. Aquele outro 7 de Setembro, que em 1972 era invisível na propaganda oficial, entrou para a história do futebol brasileiro, do Olaria e da Caldense.
E, com a citação que abrimos essa postagem, agora a fechamos:
“Lendas não precisam de vitórias para serem imortais.”

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