1946: A COMISSÃO DE OBRAS DO ALÇAPÃO

Acima: Álvaro da Costa Mello, Armindo Augusto Ferreira e Antônio Pereira Pinto. Abaixo: José Rodrigues Marcelino e José Rodrigues de Carvalho. O quinteto formou a comissão de obras para a construção do histórico Alçapão da Bariri.

A inauguração do estádio da Rua Bariri em 1947, mais tarde nomeado oficialmente Mourão Filho e que entrou para a história com a alcunha de “Alçapão”, foi a realização de um dos maiores sonhos dos olarienses. Mas tudo começou em 1946, quando o então presidente Álvaro da Costa Mello nomeou uma comissão de obras que comandaria a empreitada. A comissão foi composta pelo próprio presidente Mello e também por Armindo Augusto Ferreira, Antônio Pereira Pinto, José Rodrigues Marcelino e José Rodrigues de Carvalho.

A comissão não era um grupo de burocratas encastelados em gabinetes. Ao contrário. Como se diz comumente, eles “metiam a mão na massa”. Comandados por Álvaro da Costa Mello, todos eles contribuiram para a realização do grande sonho olariense, cada um a seu modo. Antônio Pereira Pinto, que era mais conhecido como “Cara Larga”, ficou famoso por fiscalizar de perto as obras e ordenar que, ao final do expediente, todos os dias, os pregos entortados fossem desentortados para que pudessem ser reaproveitados, evitando assim qualquer desperdício.

José Rodrigues Marcelino era visto com frequência no terreno, na companhia de operários, fazendo as primeiras perfurações onde, mais tarde, seria erguido o histórico alçapão.

O Olaria em Revista, informativo oficial do clube, publicou em sua edição de julho de 1947 uma nota exaltando a entrega dos membros da comissão de obras do estádio:

“Os cinco membros da nossa comissão de obras trabalharam 18 meses consecutivos para a grandeza do nosso clube sem receberem remuneração, e ainda assinando no livro de ouro vultosas quantias.”

Sem qualquer subvenção pública, os recursos para a realização do sonho dos olarienses foram obtidos com as próprias contribuições dos olarienses, através do livro de ouro e de várias listas que foram passadas.

Hoje o Memórias da Bariri relembra a abnegação desses cinco grandes olarienses que comandaram a realização daquilo que muito orgulha os torcedores bariris: o eterno Alçapão.

Uma relíquia da história do alçapão da Bariri: a lista de registro de doações para a construção do estádio, com 25 assinaturas, que pertenceu ao membro da comissão de obras José Rodrigues Marcelino.

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